<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041</id><updated>2012-02-02T04:33:49.378-08:00</updated><category term='democracia'/><category term='tiririca'/><category term='férias'/><category term='mobilidade urbana'/><category term='feira do livro'/><category term='wittgenstein'/><category term='progresso'/><category term='paternidade'/><category term='arquitetura'/><category term='política cultural'/><category term='dilma'/><category term='felicidade'/><category term='surrealimo'/><category term='herança'/><category term='vestibular'/><category term='memórias'/><category term='família'/><category term='caetano'/><category term='arte'/><category term='política'/><category term='truculência policial'/><category term='natal'/><category term='plano diretor'/><category term='urbanismo'/><category term='telma scherer'/><category term='cultura'/><category term='turismo'/><category term='presentes'/><category term='políticas públicas'/><category term='filosofia'/><category term='performance'/><category term='estupidez'/><category term='entrevista'/><category term='culutra'/><category term='edifício mussi'/><category term='namorada'/><category term='Maintenant'/><category term='eleições'/><category term='tarifa cara'/><category term='dazaranha'/><category term='lixo'/><category term='memória'/><category term='santa catarina'/><category term='corrupção'/><category term='poesia'/><category term='direito'/><category term='distribuição de renda'/><category term='guga'/><category term='cravan'/><category term='coliformes'/><category term='descriminalização'/><category term='estado'/><category term='patrimônio'/><category term='meio ambiente'/><category term='partidos'/><category term='educação'/><category term='língua portuguesa'/><category term='casamento'/><category term='economia'/><category term='transporte público'/><category term='violência'/><category term='serra'/><category term='deputado'/><category term='drogas'/><category term='consumo'/><category term='voto'/><category term='poluição'/><category term='trabalho'/><category term='governo lula'/><category term='morte'/><category term='vagabundagem'/><title type='text'>blogue do brüggemann</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>189</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2850336267500232824</id><published>2012-01-14T08:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-14T08:11:02.111-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;VIAGEM AO URUGUAI&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No dia 27 dedezembro, eu e minha mulher, Gabi, mais um casal de amigos, Vanessa e Marcus,saímos rumo ao Uruguai, em busca do por do sol mais bonito que já vi. No mesmodia, ao entardecer, depois de atravessarmos todo o pampa gaúcho, chegamos àfronteira, na cidade de Santana do Livramento. A cidade guarda ainda umaarquitetura baixa e alguns exemplares do que parece ter sido um passado defartura econômica, baseado, principalmente, na pecuária de corte. Do ladouruguaio, Rivera é um centro de compras livre de impostos. Grandes lojas comartigos eletrônicos, perfumes e bugigangas importadas. Uma espécie de Ciudaddel Leste, do Paraguai, só que mais organizada e limpa. Ali, do outro lado dacalçada, a comida já não é a mesma do Brasil e a cerveja Norteña (uma dasmelhores pilsens que já tomei), descobri depois, só é vendida na fronteira ouno Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De Rivera,atravessamos o pampa uruguaio e fomos para as termas de Almirón, no oesteuruguaio, quase na fronteira com a Argentina, onde acampamos duas noites. Oespaço bem estruturado, com piscinas de águas quentes, fica ao lado da pequenavila de Guichón, na cidade de Paysandu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;No dia seguinte, viajamospara Colônia do Sacramento, cidade tombada pela Unesco como patrimôniohistórico e cultural da humanidade. Única vila colonizada pelos portugueses noRio da Prata, Colônia&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;é o sítio onde eugostaria de morar, principalmente pelo fato de saber que nenhum prefeito poderáautorizar a derrubada da história e seu patrimônio, do mesmo modo que nenhumespeculador imobiliário e seus prédios tediosos poderá construir seusmonstrengos arquitetônicos. Colônia tem uma particularidade histórica paralelaà Ilha de Nossa Senhora dos Aterros. Em 1777, os espanhóis invadiram a ilha deSanta Catarina. No mesmo ano, invadiram também Colônia do Sacramento. Porém, oTratado de Santo Ildefonso, diplomaticamente feito na Europa enquanto centenasde vidas eram enterradas nos fortes de Colônia durante a invasão – ao contrárioda invasão à Ilha de Santa Catarina, onde nenhum tiro de canhão foi dado –restabeleceu as linhas gerais do Tratado de Madri. Pelo documento, Colônia e oterritório das Missões pertenceriam à Espanha, e a Ilha de Santa Catarinavoltaria a Portugal. No pôr do sol em Colônia, vendo o barco que leva, em umahora, a Buenos Aires, uma pergunta não me saiu da cabeça. Se Colônia e a Ilhade Santa Catarina são tão contemporâneas, por que a cidade uruguaia preservousua história e a Ilha tratou de destruí-la?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Depois disso,seguimos a Montevidéu. Chegamos diretamente ao mercado do porto, onde nãoexiste um ala vendendo tênis e calçados da China. A vida pulsa com suasparrilhadas, empanadas, milanesas, queijos e uma pulsante história gravada nassuas paredes. Não há viagens sem comparações. A cada lugar no Uruguai, semprevinha a pergunta: em que lugar, em que beco do tempo perdermos tanta históriapara dar espaço a um “novo-riquismo” tão pobre, tão sem referências, tão semconteúdo quanto o da Ilha de Nossa Senhora dos Aterros? Pergunto mais: haveriaainda tempo de resgatar o amor a essa história presente, para, quem sabe,preservarmos para o futuro a breguice que estamos construindo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;DE VOLTA, PELOLITORAL&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Comparações àparte, seguimos para o litoral uruguaio. Passamos por Punta del Leste,balneário totalmente sem graça, lembrando Balneário Camboriu, com a vantagem deque lá eles são mais espertos, pois não construíram prédios à beira-mar paratapar o sol na praia às três da tarde. Depois do almoço em Punta, armamos asbarracas em Piriápolis, um balneário bem menor. Na praia, pela primeira vez navida vi uma centena de praieiros aplaudindo o por do sol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4YaXCh2Fp-o/TxGo73qO_MI/AAAAAAAAA2k/HQ7ITQUpoPc/s1600/por+do+sol+no+acampamento+em+valizas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-4YaXCh2Fp-o/TxGo73qO_MI/AAAAAAAAA2k/HQ7ITQUpoPc/s320/por+do+sol+no+acampamento+em+valizas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De Piriápolis,chegamos a Cabo Polônio, uma reserva natural, onde não se pode chegar de carro,nem acampar. Sendo assim, acampamos na barra de Valizas, a sete quilômetrosdali. Cabo Polônio é habitat de milhares de leões marinhos, com seus urrosinconfundíveis e sua aparência bizarra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;A vila de Valizaslembrou a Guarda do Embaú nos anos de 1980. A vida ali é toda arte e cultura.Músicos, bailarinos, malabaristas, todos respiram arte o dia todo. A noite, emValizas, parece um grande palco. A cada esquina uma atração, e o Candombe,música típica dos negros uruguaios, é seguida pela multidão. Ali, quase no meiodo nada, estávamos livres de uma praga que atacou o resto do Uruguai. A pragaera um pseudo cantor brasileiro, o qual não recordo o nome, nem faço questão delembrar, que insistia em cantar (se é que podemos chamar a isso de canto) umafrase que dizia qualquer coisa como “ai se eu te pego”. O Brasil que jáexportou Tom Jobim, Caetano, Tom Zé e Chico Buarque, entre outros, decaiuimensamente por conta de uma geração cuja formação vem apenas da televisão e deuma legião de pais intelectualmente omissos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 24pt;"&gt;De qualquer modo, o Uruguai élindo, os uruguaios são de uma simpatia ímpar, demonstram gostar muito do Brasil, mas amam maisainda falar do “maracanazo”, o dia inesquecível para eles, quando fizeram oBrasil ficar em silêncio, tal e qual é necessário ficar diante do por do soldos pampas uruguaios.&lt;/div&gt;&lt;div class="yj6qo ajU"&gt;&lt;div class="ajR" data-tooltip="Mostrar conteúdo cortado" id=":2on" role="button" tabindex="0"&gt;&lt;img class="ajT" src="https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2850336267500232824?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2850336267500232824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2850336267500232824&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2850336267500232824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2850336267500232824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2012/01/viagem-ao-uruguai-no-dia-27-dedezembro.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4YaXCh2Fp-o/TxGo73qO_MI/AAAAAAAAA2k/HQ7ITQUpoPc/s72-c/por+do+sol+no+acampamento+em+valizas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-6665248075478061512</id><published>2011-12-17T14:29:00.000-08:00</published><updated>2011-12-17T14:29:46.965-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tarifa cara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupidez'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;POR QUE SOMOS SÃO ESTÚPIDOS?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Para quem achou que seria um velho no ano 2000, no alto de seus 38 anos, chegar em 2012 beirando os 50 dá até uma certa nostalgia, aquela mesma que os mais jovens não suportam ver nos mais velhos. Não sou nostálgico, nem penso que o mundo é melhor ou pior do que antes. Por mais que estejamos numa espécie de caos urbano, de violência generalizada, de sermos guiados por um poder beirando à ignorância, eleitos por conta de nossa própria ignorância, ainda há inúmeras conquistas sociais, e dispomos de uma certa liberdade de ao menos podermos dizer o que pensamos sobre tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Em outros aspectos, porém, vejo a ascensão de uma elite sem nenhum preparo político, intelectual ou moral para exercer o poder, mas o exerce. E essa mistura de ignorância política – a&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;qual leva a omissão social, com arrogância típica de classe média que encontra a verdade na revista Veja e no Jornal Nacional, mas nunca leu um único livro – é o que está matando o pouco que ainda temos de civilidade. A prova mais contundente é o quase linchamento, por parte de moradores da comunidade da Barra da Lagoa, de um grupo de supostos traficantes locais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Mas o pior ainda não é o grupo se achar no direito de bater em quer que seja, é uma parte mais ignorante ainda da sociedade que se acha no direito de apoiar atitude típica de tempos de barbárie. Digo ignorante, porque por trás do discursinho vingativo social, ou do “estamos fazendo apenas aquilo que a polícia não faz”, está nas entrelinhas a ideia de que qualquer ato, discurso, desejo ou diferença do seu modo de vida, pode ou deve ser resolvido na agressão ou no linchamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Não precisamos ir muito longe. A Ku Klux Klan, liderada por brancos racistas norte-americanos, que durou até na metade do século passado, ou seja, não faz nem cem anos, usava esse mesmo discurso, de “limpeza social” para linchar negros, e, do mesmo modo como os moradores da Barra da Lagoa, também usavam capuzes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Há outro discurso de uma parte da sociedade que “quase” aceita essa violência como desculpa pela omissão e pela estupidez do governo. Afinal, pagamos impostos em troca também de segurança, e, ao invés de lincharmos politicamente a omissão e o despreparo dos governantes que elegemos por estupidez e desinformação, preferimos matar nossos vizinhos. É um enorme paradoxo social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;No último domingo, fui levar um amigo na rodoviária, local, dia e horário sempre cheio de gente, indo e vindo, encontrando-se e se desencontrando. Ao chegar, um homem, típico de classe média, bem vestido, num carro também típico de classe média, sacou um revólver e ameaçou atirar em um rapaz, negro, que estava perto. Com muito medo, saí dali. O homem ainda me olhou com aquela cara típica de macho burro e armado, e é bem provável que tenha um emprego bacana, família, ou o que qualquer um diria: “gente de bem, de família”. O rapaz saiu de perto, não sem antes falar qualquer coisa a qual meu medo não me deixou ouvir. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Lembrei depois do plebiscito no qual votei contra o direito desse tipo de gente usar armas. Hoje, fui rever as estatísticas sobre crimes de arma de fogo. Todas confirmam o que eu havia escrito: &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;quem mais mata não são os supostos bandidos, mas pessoas bem vestidas e consideradas como sendo “do bem”, e por motivos fúteis. Isso tudo é apenas um sinal de que algumas coisas estão bem piores. Apesar de ainda existir gente capaz de se indignar contra a estupidez cada vez mais pungente da sociedade brasileira, e, aqui em na Santa e Brega Catarina, contra a ascensão de uma elite, como dizia Darcy Ribeiro: “infecunda”, e que vai pouco a pouco, por causa da falta de informação da classe média (a única que seria capaz de insurgir), tomando todos os poderes, desde as câmaras de vereadores, passando pela Assembleia Legislativa, pelo judiciário e – onde ela mais aparece – pelo poder executivo. Termina mais um ano, e continuo sem entender o motivo pelo qual ainda somos tão estúpidos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;A TARIFA MAIS CARA DO MUNDO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Graças à internet, faz tempo que trabalho em casa, o melhor escritório do mundo. Mas nesse ano, tive que me locomover do Centro ao Estreito, todas as tardes. A primeira ideia foi usar o transporte coletivo, mais barato, ecologicamente correto, tranquilo e seguro. Ou, pelo menos, é o que deveria ser. Depois de uma semana, decidi fazer uns cálculos para garantir minha decisão, que compartilho agora com o leitor, para que perceba o quanto a política de transporte urbano está equivocadíssima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Meu carro velho faz 10 quilômetros com um litro de gasolina. Do centro até o Estreito, ida e volta, percorro 6,4 quilômetros. Se a gasolina custa, em média, R$ 2,70, eu gasto por dia, indo e vindo, menos de um litro, ou seja, mais ou menos R$ 1,40. Indo de ônibus, eu estaria gastando R$ 5,40. Obviamente, porque não sou trouxa de jogar o pouco dinheiro que tenho pela janela do ônibus, voltei a trancar as ruas, poluir a cidade e correr risco no meu velho automóvel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Mas ainda tem uma questão. Se um coletivo, que transporta, em algumas linhas, milhares de pessoas por dia, e é uma concessão pública, há uma grave omissão dos poderes públicos em permitir uma tarifa tão absurdamente cara, para um serviço público tão essencial para a saúde urbana e mental da população desse ilha de Nossa Senhora dos Aterros, cada vez mais aterrada, poluída, insegura e ignorante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Pelo melhor do ser humano e contra o pior aqui relatado, que 2012 seja bem menos estúpido do que 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-6665248075478061512?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/6665248075478061512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=6665248075478061512&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6665248075478061512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6665248075478061512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/12/por-que-somos-sao-estupidos-para-quem.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-8665295022058255170</id><published>2011-11-19T12:03:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T12:03:53.040-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vestibular'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="fonte"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Pelo fim do vestibular&lt;/h2&gt;A Constituição brasileira, em seu Capítulo III, na sua Primeira  Seção, no artigo 205, descreve de forma clara que a educação é direito  de todos e dever do Estado e da família, e será promovida e incentivada  com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da  pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação  para o trabalho. O artigo 206 preconiza ainda que o ensino terá como  princípios a igualdade de condições para o acesso e permanência na  escola, a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o  pensamento, a arte e o saber, e – importantíssimo – a gratuidade do  ensino público em estabelecimentos oficiais. Partindo destes princípios,  e de que a mesma Carta garante que “todos são iguais perante a lei”, a  existência de jovens fora da escola – ou que tenham que pagar para  estudar – nada mais é do que um crime praticado pelos próprios governos,  porque não cumprem a Constituição Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existe vestibular  porque não há vagas nas escolas públicas. Se o país investisse mais em  escolas do que em viadutos, mais em salários aos professores e em  qualificação dos mesmos do que em absurdos salários a deputados,  vereadores, juízes e suas gordas aposentadorias, com certeza não haveria  necessidade de disputa por vagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um jovem brasileiro quer  estudar teatro, por exemplo, ele precisa, ao concluir o curso médio,  saber fórmulas matemáticas às quais ele nunca mais usará, e composições  químicas que não servirão para sua vida profissional. Mas ele pode ter  estudado por conta própria a história do teatro, ou ter talento para a  arte e querer apenas aprofundar seus conhecimentos. Em um país sério e  preocupado com a educação de seu povo, o Estado teria uma vaga numa  escola pública de qualidade para ele, desde que se mostrasse com vontade  para tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci muitos jovens que queriam ser médicos, mas não  tiveram boa formação nas suas escolas, públicas ou privadas. Por conta  disso, não conseguiram passar no vestibular, mas leram tanto sobre  medicina que seriam capazes de, pelo menos, se houvesse vaga, iniciar  seus estudos. Na escola é que ele poderia ser testado, com  questionamentos específicos sobre a profissão. Do mesmo modo, conheci  profissionais que se tornaram médicos apenas porque pagaram caro por um  cursinho pré-vestibular (uma verdadeira aberração educacional), que mais  ensina truques do que conhecimento. Alguns dos truques consistem em  usar, nos dias das provas, a camiseta do cursinho mais caro, para  intimidar psicologicamente os que não puderam pagar pelos mesmos. Isso  dito por um dos professores desses tais cursinhos, que só existem porque  os governos não cumprem a Constituição e não abrem vagas nas  universidades para que todos possam estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas outras  questões aparecem por causa dos vestibulares. A mais difícil de lidar e  que gera debates a priori desnecessários e, por vezes, constrangedores, é  o sistema de cotas. Não haveria necessidade de cotas se houvesse acesso  direto aos cursos e vagas para todos. As cotas ainda geram uma cegueira  coletiva, a favor ou contra, que impede os debatedores de ver que o  problema não está no mérito, na cor ou na procedência do aluno, mas sim  no descumprimento de uma lei por parte do próprio governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só há  uma solução: a classe média deixar de ser estúpida e começar a exercer  seus direitos, cobrando dos governos a abertura imediata de vagas para  todos. Ao entrar nos cursos é que o estudante tomaria consciência de sua  vocação ou não, de sua competência ou não, seja para ser médico, ator,  químico ou crítico de cinema.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Novembrada Cultural&lt;/h2&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/12505738.jpg" rel="lightbox" title="DANIEL CONZI, 31/01/2005 "&gt;  &lt;img alt="" class="miniatura" src="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/12505739.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O  movimento Novembrada Cultural é um exemplo de que a política pode se  dar em uma instância democrática. Quem faz música, cinema, literatura,  dança, teatro, arquitetura são seus profissionais. E a população paga  impostos para que o Estado invista e incentive a cultura. Governos que  querem fazer cultura sempre são fascistas, porque não é papel dos  governos atribuir grau de valor à cultura. Por isso existe o Estado, que  deve ser protegido inclusive dos governos. Há quase duas décadas os  artistas catarinenses exigem um fundo que seja democrático (sem verbas  para os governos), gerido pelo Estado (não pelo governo de plantão), o  que implica uma legislação clara, justa e democrática, que lance editais  de apoio à cultura e que, principalmente, tenha uma Secretaria de  Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inadmissível que um Estado considerado tão rico e tão  diverso culturalmente tenha que lidar com três instâncias díspares como o  esporte, o turismo e a cultura. Todos, repito, todos sabem e querem  isso. Se a democracia fosse representativa de verdade, há 20 anos já  teríamos uma Secretaria de Cultura, e seus profissionais seriam pessoas  ligadas à área, e não alheias às necessidades básicas dos artistas e  produtores que precisam do apoio do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que isso, o  Estado é que precisa que seus artistas existam, porque é possível um  mundo sem viadutos, porém, não conheço uma nação que não precise de  pensadores, músicos, escritores. Todos já ouviram falar em Cruz e Sousa e  lembram de um outro verso, mas alguém lembra do nome do governo de sua  época?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;publicado originalmente &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3566981.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=18391&amp;amp;section=1323"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-8665295022058255170?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/8665295022058255170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=8665295022058255170&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8665295022058255170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8665295022058255170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/11/pelo-fim-do-vestibular-constituicao.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-5178923745753691955</id><published>2011-10-23T17:59:00.000-07:00</published><updated>2011-10-23T17:59:22.511-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entrevista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='plano diretor'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;ul class="notas"&gt;&lt;span id="fonte"&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;O “real” da política&lt;/h2&gt;A entrevista concedida pelo ex-secretário da Fazenda Ubiratan Rezende  – publicada na semana passada aqui no Diário – foi a mais lúcida que já  li sobre política neste Estado reacionário, elitizado e atrasado que é  Santa Catarina. Eu já havia gostado de um artigo de Rezende, publicado  no mês passado, também aqui no DC, quando ele ainda era secretário. E já  havia sido lúcido e realista (bem mais do que o rei) quando confirmou o  que qualquer estudante de Sociologia já sabe e todo cidadão precisa  (ainda que não compreenda). A questão, portanto, não é a obviedade do  que se sabe, mas o “personagem” que a repete, porque se existe alguma  coisa ainda rara por aqui, depois da passagem das cinzas do vulcão  chileno, é um político falar o que pensa. E, mais ainda, falar o que é  preciso que seja dito, ainda que seja o óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, como  ex-secretário, possivelmente sentiu-se muito mais à vontade para  demonstrar o quanto os políticos tradicionais são incapazes de escapar  da lógica fisiologista, viciada e maldosamente ignorante que toma conta  do Estado. Rezende diz o que escrevo aqui nesse canto do jornal nos  últimos 10 anos. Todo mundo sabe que o Estado é rico, que o problema não  é a falta de grana, mas o mau gerenciamento dessa grana. E não raro,  ela alimenta (vide superaposentadorias, salários absurdos à custa de  desigualdades sociais) justamente os que a mal gerenciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão  logo assumiu, Rezende compreendeu que as secretarias regionais eram um  escoadouro de dinheiro para cabos eleitorais e auxílio fácil para  reeleições com dinheiro público. Tanto que o ex-governador só se  reelegeu, a despeito da desastrada gestão, por conta da existência  bizarra das tais secretarias. Em tempos de comunicação instantânea, é  óbvio que seria bem menos oneroso investir em um sistema de comunicação  eficiente entre Estado e prefeituras para que os graves problemas (e,  afinal, sabemos todos quais são: educação de última categoria, cultura  sem investimento algum, saúde doente, segurança insegura, e nenhuma  justiça aos que mais precisam dela) pudessem ser sanados com mais  razoabilidade e inteligência. Na entrevista, Rezende não escondeu que  logo nos primeiros dias o governador Raimundo Colombo foi bem claro e  “realista”. O jogo político é outro. Colombo não foi eleito por conta  própria, mas por causa de uma aliança, a mais esperta de toda a história  política de Santa Catarina, que é justamente a que criou enormes  cabides de emprego para as centenas de cabos eleitorais que garantiram a  sua própria eleição. Até um cego, com perdão do trocadilho infame,  percebe isso. Menos aqueles a quem Rezende, com sua polidez acadêmica,  chama de “os poderes”. Segundo ele, 18% da receita do Estado vai para os  “poderes”, e sobra apenas 4% para investimento. Para que ter governo,  então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podem os juízes, deputados e o próprio Executivo (não  são eles os “poderes?”) dormirem com tanto disparate? Por que não param  tudo e revisam esse vício político? Sim, sabemos todos, porque eles não  querem deixar de ganhar. Enquanto isso, a população que paga aos  poderes para que os poderes resolvam seu problemas básicos, tem que se  virar, contratando outro Estado: o privado, para educar, dar segurança,  curar e prevenir suas doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, Rezende ataca também os  empresários. Muitos, segundo ele, são “comissários” do Estado, porque  ganham subsídios e incentivos, porém, não sabem se virar sozinhos. O  grande problema está, então, no eleitor, que, mal-educado,  mal-informado, e que ainda troca voto por um quilo de arroz, colabora  com esse vício e essa ignorância cruel que é o sistema político  brasileiro, e, em particular, o catarinense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas o eleitor  pode mudar esse vício. Mas, é claro, se tiver vontade para isso. Por que  se acreditar que é justo pagar duas vezes (uma para o Estado, outra  para a iniciativa privada) para ter saúde, segurança, educação, cultura e  infraestrutura, então deixe tudo como está, como fez o governador  Raimundo Colombo, que chamou a pessoa certa, mas não tem capacidade  política para mantê-la e transformar essa brutal realidade política. E  vai tocar assim até o fim do seu mandato. Depois virá outro, e mais  outro, e assim, a cada mandato, mais o Estado gasta com o que não  precisa e deve para aquilo que existe. Então, para que quer ser  governador, se não consegue governar? Se é incapaz de denunciar os  vícios, as pessoas, a máquina, as alianças que o impedem? Está mais do  que na hora de mudar tudo isso. O problema é que pessoas inteligentes  não têm a menor vocação e paciência para dialogar com os ignorantes que  ocupam os poderes.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Desabafo do Guga&lt;/h2&gt;Outra entrevista do DC que também deu o que falar foi a do tenista  Gustavo Kuerten. Do mesmo modo que o ex-secretário da Fazenda, Guga  disse o óbvio. E só repercutiu por causa do personagem. Que a Ilha está  sendo vilipendiada, mal administrada e destruída pelo mercado  imobiliário, todos sabem. O que poucos sabem, e talvez Guga possa  elucidar, é o por qual motivo a construtora da qual ele foi sócio (ou  ainda é?) tem sido uma das que mais derruba casas e prédios antigos do  que ainda resta de patrimônio arquitetônico, impondo à paisagem urbana  um estilo “caixotão” de arquitetura, sem nenhuma criatividade?&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Plano Diretor&lt;/h2&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/12312080.jpg" rel="lightbox" title="DIEGO REDEL, BD, 16/01/22011 "&gt;  &lt;/a&gt;Depois  da desastrosa tentativa do prefeito Dário Berger de apresentar um  projeto de Plano Diretor, passando por cima do Estatuto das Cidades,  chamando técnicos estrangeiros e deixando de lado todas as discussões  feitas pelas comunidades, está sendo remontado o Núcleo Gestor do Plano  Diretor Participativo. O Núcleo, com representantes dos vários distritos  da cidade, eleitos em audiência pública, se reunirá quinzenalmente.  Infelizmente, a UFSC, sem nenhum motivo técnico (supomos, portanto, que  seja político) tirou o arquiteto Lino Peres, um dos mais atuantes nos  últimos quatro anos, indicando nomes que não acompanharam o processo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify;"&gt;Pelo tombamento da Ilha dos Aterros&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;      &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que seja apresentado urgentemente o novo Plano Diretor, antes que  Nossa Senhora dos Aterros se transforme, definitivamente, numa terra de  ninguém, como sugeriu o Guga. A produção em série de licenças ambientais  despropositadas (e a Operação Moeda Verde? Que fim deu?) e alvarás  duvidosos de construção em locais notadamente perigosos ao meio ambiente  é assustadora. De minha parte, que costumo ir às raízes, como dizia o  velho Marx, quando o chamavam de radical, proporia o tombamento imediato  de toda a Ilha dos Aterros. Ninguém mais pode destruir nem construir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=38130041%20"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 23 de outubro de 2011&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-5178923745753691955?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/5178923745753691955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=5178923745753691955&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5178923745753691955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5178923745753691955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/10/o-real-da-politica-entrevista-concedida.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-5837650721036159857</id><published>2011-09-24T10:42:00.000-07:00</published><updated>2011-09-24T10:42:59.280-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="materia"&gt;&lt;div class="descricao"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="fonte"&gt;&lt;ul class="notas"&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;O paradoxo corporativista&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;O ideal corporativista é falsamente imbuído de um propósito de  autopreservação. Tanto que a definição no dicionário Houaiss é bem  clara: “Corporativista é aquele que age segundo os interesses da  categoria profissional a qual pertence, não considerando o todo social.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  exemplos são inúmeros, e abundam da esfera pública até a privada.  Poucos percebem que o “real” (se é que podemos usar esse termo) da vida  pública nunca é diferente do que acontece na vida privada. É comum, e  está documentado em todas as mídias possíveis, brigas entre deputados ou  entre vereadores nas suas respectivas casas legislativas. Um deputado  acusa o outro daquilo que nem mesmo nós, eleitores educados e  democratas, teríamos despudor de acusar. Mas as acusações nunca têm um  propósito ideológico, uma tentativa mínima de propor uma legislação, uma  emenda, uma ideia razoável qualquer. Elas sempre têm um caráter  pessoal, de disputa partidária, bairrista, familiar muitas vezes. Mas se  a imprensa (que só é vil quando é contrária aos “meus” interesses, eles  pensam) descobre uma falcatrua de um único legislador, todos os outros,  inclusive aqueles que sabem, mesmo sendo inimigos, veem nessa  descoberta uma acusação contra a “democracia” e o “interesse público”.  No resumo da ópera, o certo é que políticos ruins sempre existirão  enquanto existir eleitores ruins. Como eleitor ruim só se cura com  educação política, e a educação política é projetada por políticos  ruins, significa que estamos num mundo totalmente ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praga  corporativista está em todas as partes. Na medicina, no direito, até no  jornalismo, com a insistência dos sindicatos em achar que é salutar  exigir um diploma para o exercício da profissão. Do mesmo modo, todas as  escolas privadas dizem que são as melhores, formam os melhores alunos,  têm o melhor futuro a oferecer. Pela lógica cartesiana, se uma delas é a  melhor, significa que as outras são piores. Mas se eu falar que é um  ultraje à democracia a existência de escolas privadas (por um princípio  filosófico que posso explicar noutra pensata), todas elas, em uníssono e  numa autodefesa de dar inveja, transformam-se automaticamente em  excelentes escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os médicos, todos os médicos são bons.  Para os advogados, todos os advogados são bons, mas eles não confiam nas  escolas que estudaram, porque mesmo se você for um brilhante aluno,  durante toda a vida acadêmica, só poderá exercer a profissão para a qual  estudou se fizer outra prova, aplicada pelos seus pares. Estranho  paradoxo do corporativismo. Para os juízes, todos os juízes são bons,  mesmo que um deles tenha provas mais que suficientes para mandar prender  outro, e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única corporação, e isto é um  grande paradoxo, que não se defende, pelo contrário, se mata todos os  dias, é a corporação humana. Contrariando a lógica roussoniana de que  todo homem nasce bom, para a maioria dos seres humanos, o outro não  presta, desde que, logicamente, pertença à sua classe social, tenha a  mesma profissão, use a mesma roupa, tenha a mesma cor de pele, ouça as  mesmas músicas e, o mais importante, tenha as mesmas ideias.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Além do mais... E os botecos?&lt;/h2&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/12081575.jpg" rel="lightbox" title="DIVULGAÇÃO "&gt;  &lt;img alt="" class="miniatura" src="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/12081576.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Tenho  saudade dos botecos. Onde estão eles? Até os anos 1980, mudávamos o  mundo, brigávamos contra a profissionalização do capitalismo, apesar de o  mundo insistir em permanecer esta droga que é, numa mesa de bar. No  Lugar Comum, no Peculiar, no Papo Pra Lua, e, no mais recente, o finado  Café Matisse (no finado CIC), podíamos conversar sobre tudo. As atuais  gerações não gostam de conversar, talvez porque não tenham muito  assunto, ou talvez porque conversam tanto pela internet, que não sobra  assunto para os botecos. As novas gerações saem de casa para dançar, o  que chamamos de “balada”. Quem gosta de conversar, que fique em casa,  chame os amigos que ainda gostam de uma boa prosa, e volte a mudar o  mundo, que ele anda necessitado de mudanças.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify;"&gt;Fábulas falidas&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;      &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz tempo que tenho vontade de falar da fábula da Cigarra e da  Formiga. Por conta dela, cantores, músicos e artistas em geral são  considerados vagabundos e contraproducentes. Até hoje ainda tem gente  que acha que eu não faço nada, porque escrevo. Como pode alguém viver  escrevendo? Isso é coisa de vagabundo, de quem vive nos botecos e fala  mal das corporações e do capitalismo. Tem que trabalhar igual as  formigas, no inverno, para ter o que comer no verão. Mas aprendi com o  poeta Torquato Neto a “desafinar o coro dos contentes”. Sendo assim,  continuarei acreditando que o profissionalismo é perverso e  escravocrata. Sou mesmo um amador, que é aquele que ama.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3499766.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=18001&amp;amp;section=1323"&gt;Diário Catarinense,&lt;/a&gt; 24 de setembro de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="tipo-a"&gt;&lt;h3 class="tipo-d"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;span class="desligado proximo"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-5837650721036159857?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/5837650721036159857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=5837650721036159857&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5837650721036159857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5837650721036159857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/09/o-paradoxo-corporativista-o-ideal.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-3288943026120682741</id><published>2011-08-28T08:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-28T08:12:13.353-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lixo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poluição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='consumo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;ul class="notas"&gt;&lt;span id="fonte"&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Adoradores de lixo&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve uma época, no fim dos anos de 1970, em que os governos  brasileiros apregoavam a poupança como estratégia de desenvolvimento.  Embutida na propaganda, havia a promessa de um planejamento futuro. Eu  era ainda garoto quando achava a ideia do cofrinho bem divertida. Pedia  aos tios e parentes uma moedinha. No fim do mês, depositava em uma  agência da Caixa Econômica Estadual (sim, havia uma) só pelo prazer de  conferir o saldo, somado ao do depósito anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desse mesmo  período a lembrança dos mercadinhos. Neles, pedíamos ao dono os produtos  necessários. Ele anotava numa caderneta e assinávamos, como prova da  aquisição. A primeira vez que entrei num supermercado, o que equivaleria  hoje apenas um departamento de um supermercado, acreditei que minha avó  estava roubando, porque pegava as “compras” direto nas prateleiras. Mas  o que vale para essa conversa é que para comprarmos bebidas, deveríamos  levar a garrafa, à qual chamávamos de “casco”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados quase 40  anos, os hábitos de produção, consumo e economia se transformaram  totalmente. Os mercadinhos foram engolidos pelas grandes redes, não é  mais necessário “levar o casco” e parece ser um absurdo guardar dinheiro  ou poupar. Ainda guardo moedas. Outro dia, quando o cofre estava cheio,  levei-as para trocar em uma padaria. A dona, ou gerente, achou um  absurdo, argumentando que precisava tanto daquelas moedas. “Tem que  gastar, ela disse”. Sim, pensei, não se pode mais economizar moedas e,  possivelmente, não se fabricam mais porquinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma questão  fundamental imbricada nessa prosa, mas pouco, ou mal refletida pela  sociedade, que é a ideia da reciclagem. Refazer, reestruturar, dar outro  sentido ou transformar um objeto usado em outro pode parecer uma  proposta ecologicamente correta do ponto de vista do consumo. Porém, não  altera nada os padrões de produção. Ecologicamente correto não é  reciclar garrafas de plástico, por exemplo, mas parar imediatamente de  produzi-las. Se um dia levamos e trouxemos garrafas de vidro, por que  não podemos mais fazer isso? Reduziríamos em milhares de milhões de  toneladas de lixo na natureza. Do mesmo modo, não é mais sensato  produzir sacolas de plástico para carregar compras. Estima-se que sejam  produzidas, hoje, um milhão de unidades destas sacolas por minuto no  planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não ficarmos apenas nas sacolas, há um dado  estarrecedor na lógica da produção e consumo. De todas as coisas  produzidas e consumidas no planeta apenas 1% ainda será utilizado depois  de seis meses. Isso significa que a lógica da produção é o incentivo ao  consumo pelo consumo, não pela necessidade. Os outros 99% são  transformados em lixo, ocupando solo, sujando rios, emitindo gases  poluidores. Compramos coisas com uma finalidade, a de que elas se  transformem em lixo em menos de seis meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se perguntarem para  cem pessoas o que fariam se ganhassem US$ 2 milhões na loteria, 90%  comprariam carros, casas, mudariam os móveis etc. Talvez 10% de sensatos  venderiam tudo para morar em um hotel e viver com aquele 1% que não vai  para o lixo. Mas, na lógica capitalista, você só é gente se comprar,  mesmo que já tenha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Além do mais...&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt; &lt;/h2&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/11848601.jpg" rel="lightbox" title="MAURO VIEIRA, JUN 2011 "&gt;  &lt;/a&gt;Os  padrões de consumo tão propagados e mantidos por publicitários – que só  faltam chamar a gente de estúpido se não comprarmos o “produto que todo  mundo já tem” – têm sua cota de poluente também na produção de proteína  animal. Metade dos grãos produzidos no planeta é destinada aos animais  de abate. Para cada quilo de carne produzida são necessários 43 mil  litros de água. Se considerarmos que um quinto da população não tem  sequer grãos para comer, que dirá carne, e outro tanto não tem água,  chega a ser quase criminoso esse sistema de produção e consumo. Sem  contar que pelo menos 16% da Floresta Amazônica (foto) foi devastada  apenas para criação bovina.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Rios poluídos&lt;/h2&gt;Em 2002, por exemplo, o governo Federal destinou quase US$ 20 milhões  para combater a poluição dos rios dos três estados do Sul causada pela  suinocultura. Isso sem contar a poluição atmosférica causada pelo gás  metano. A mesma nota dizia que o mesmo governo investiria apenas US$ 1  milhão para incentivo às práticas agroecológicas e de ecoturismo na  região da Serra do Tabuleiro.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Sem lógica&lt;/h2&gt;A lógica dos governos e das grandes corporações há muito tempo  comprou corações e mentes da iletrada classe média brasileira.  Desinformada, distante das discussões essenciais, resta a ela consumir  sem pensar. Pela mesma lógica é que esses mesmos governos não querem  investir em educação e cultura, porque fabricaria muita gente informada,  que não precisará de muito na vida, apenas o suficiente para ter o  essencial, aquele 1% que não vai para o lixo.&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-3288943026120682741?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/3288943026120682741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=3288943026120682741&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3288943026120682741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3288943026120682741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/08/adoradores-de-lixo-houve-uma-epoca-no.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1088643834091994335</id><published>2011-07-30T14:11:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T14:11:30.400-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='partidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;ul class="notas"&gt;&lt;span id="fonte"&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Fim da política, ascensão do idiota&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/11632112.jpg" rel="lightbox" title="RENATO NASCIMENTO "&gt;  &lt;/a&gt;O  contrato social, proposto por Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), apesar  de anacrônico porque baseado nos hábitos e costumes que faziam sentido  naquela estrutura social, é uma das reflexões mais importantes da  filosofia, principalmente aquela que propõe mediar as relações entre os  cidadãos e o Estado. Para Rousseau, a base de toda educação política  passava pela família, a qual ele considerava a mais antiga de todas as  sociedades. Mas essa célula, tão respeitada como sendo fundamental até o  fim do século passado, já não é mais a mesma. Até o fim do século 19, a  família ainda era patriarcal, apesar do evidente matriarcalismo  interino, ou seja, da porta para fora mandava o pai, mas quem  administrava a casa era a mãe. Parte destas mudanças profundas tem a ver  com as transformações das relações amorosas. De essencialmente  heterossexual, ao menos na aparência, hoje já é admissível famílias de  casais homossexuais, inclusive com adoção de crianças. Por mais que  ainda exista uma resistência de setores conservadores da sociedade, não  há mais como impedir esse avanço. Mas não apenas isso, já é enorme o  percentual de pessoas que não quer constituir família, vivendo sozinhas  ou em companhia de amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o modo de fazer política e  a maneira como é mediada a relação entre Estado e seus cidadãos  permanecem como na época de Rousseau, como se o Estado ainda fosse o  pai, e os cidadãos ,seus filhos que devem obediência incondicional.  Porém, na prática, não há mais como essa convivência partir deste  princípio, ainda que a maioria pense assim. Aliás, mais do que pensar, a  maioria não se dá conta de que é manipulada ao extremo. Esse “não se  dar conta”, se buscarmos a etimologia da palavra “idiota”, do grego,  nada mais é do que o sinônimo de alienado, que tanto usávamos no início  da década de 1980. O idiota, para os gregos, era aquele que não queria  participar da vida política. Hoje, sem orientação alguma para a  política, nem da família nem do próprio Estado (que tem a obrigação  constitucional de “ensinar”) cada vez mais vivemos numa sociedade de  perfeitos idiotas, porque a maioria dos cidadãos se ausenta  deliberadamente da política, esvaziando seu sentido, invertendo seu  valor essencial, tornando reles uma atividade tão fundamental e  transformadora da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que é um direito de cada  cidadão se ausentar da política, alienar-se, não querer se envolver a  não ser na hora do voto, e ainda assim votar sem nenhuma consciência  política. Mas essa idiotização, no sentido mais literal da palavra, é a  maior contribuição para a existência de uma política ruim, corrupta, sem  ética e sem princípios ideológicos. A conta é fácil. Quanto mais  pessoas optarem por ser idiotas, mais políticos ruins ocuparão espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para  tanto, basta observar o esvaziamento ideológico dos partidos. Não há  mais esquerda ou direita. Há apenas uma vontade de poder de “políticos”  que veem nesse vácuo ideológico um modo de usar o Estado apenas para  enriquecimento pessoal. Mas o pior mesmo é que a classe média  brasileira, a grande idiota da história, continua pagando impostos para  os políticos, ignorando que este tributo deveria ser pago para que o  Estado investisse em cultura, educação, saúde, segurança pública e  infraestrutura. Mas não é o que acontece. A idiotização da classe média  só reforça cada vez mais a corrupção e torna obscura a compreensão dos  objetivos da existência de um contrato social, como queria Jean-Jacques  Rousseau.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Além do mais...&lt;/h2&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/11632114.jpg" rel="lightbox" title="FÁBIO NIENOW "&gt;  &lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Numa  entrevista cedida à revista Piauí, na última edição, o prefeito de São  Paulo, Gilberto Kassab, sem nenhum constrangimento, disse que o novo  partido que está fundando não discriminará ninguém, e aceitará cidadãos  com qualquer perfil ideológico, sinalizando a pretensão de apenas  manter-se no poder. É tão descaracterizada de sentido político  aristotélico a ideia do novo partido que foram descobertas listas falsas  de assinaturas necessárias para a efetivação da sigla. Sinal óbvio, a  contar com os que já pretendem filiar-se ao novo ninho de raposas, do  que podemos esperar. Mais uma vez, se o cidadão brasileiro não fosse  idiota, no sentido grego, a criação de um partido desses sequer seria  cogitada.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Viva a Vaia!&lt;/h2&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/11632116.jpg" rel="lightbox" title="DIVULGAÇÃO "&gt;  &lt;/a&gt;Falando  em político, para finalizar, não há nada mais constrangedor, sem  sentido e fora de propósito do que o modo arcaico como estes políticos  falam em cerimônias públicas. Seria bem mais inteligente se eles, ao  invés de perder tempo em citar todos seus colegas, de forma cansativa e  fastidiosa, dissessem apenas: “Prezados cidadãos”. Algumas vezes, a  nominata leva mais tempo do que aquilo que supostamente deveria ser  dito. Essa velha maneira de fazer política também tem a ver com a  idiotização do cidadão médio, porque é permissivo com ela. Sempre me  pergunto por que ninguém mais vaia? Como dizia o grande poeta Augusto de  Campos: Viva a Vaia!&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3423309.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=17637&amp;amp;section=1323"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 30 de julho de 2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1088643834091994335?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1088643834091994335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1088643834091994335&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1088643834091994335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1088643834091994335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/07/fim-da-politica-ascensao-do-idiota-o.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-7127187963542581547</id><published>2011-07-04T09:32:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T09:41:22.907-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mobilidade urbana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='transporte público'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meio ambiente'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;DOS DIREITOS DE IR E VIR&lt;/span&gt;&lt;span id="fonte"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt; &lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/11405975.jpg" rel="lightbox" title="FELIPE PARUCCI "&gt;&lt;img alt="" class="miniatura" src="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/11405976.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Seminários,  congressos, debates e artigos têm refletido, com maior ou menor  profundidade, um dilema das cidades maiores: até quando o “poder” andar  de automóvel pode se sobrepor ao “direito” de ir e vir da maioria? Quase  sempre, chega-se à conclusão de que não há mais sentido o uso intensivo  de veículos pessoais nos grandes centros. Uma pesquisa empírica feita  em plena Avenida Paulista, em São Paulo, planejou uma espécie de corrida  maluca entre um carro e um pedestre. Ambos percorreram todo o seu  trajeto num horário crítico, e o automóvel chegou apenas cinco minutos  antes do pedestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Ilha de Nossa Senhora dos Aterros, onde a  população é devota de “Santo Automóvel”, já é quase desumana a  dificuldade de mobilidade urbana. E todos os especialistas são unânimes  em apontar como causa principal dessa insanidade dois fatores: essa  “cultura do automóvel” por parte de uma classe média que acha feio andar  de ônibus e a falta de sensibilidade do poder público (ou seria falta  de vontade política?) em tratar o tema com inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  média, os veículos particulares ocupam 58% do espaço das ruas para levar  apenas 20% dos cidadãos. Já os ônibus transportam mais de 68% das  pessoas, ocupando apenas 24% do espaço. Se todos sabem que se não houver  investimento em transporte público a situação ficará cada vez pior, por  que então vereadores, prefeito, construtores e uma parcela enorme da  classe média ainda acham que é duplicando e fazendo túneis e viadutos  que haverá fluxo tranquilo? Se não abandonarmos a ideia de que apenas o  automóvel pode nos levar de um lugar a outro, deixaremos de ser uma  “metrópole” para ser uma “necrópole”, porque estaremos nos matando aos  poucos e de forma violenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das tarifas de táxis mais caras  que já conheci é a da Ilha dos Aterros. Conversei outro dia com um  taxista. Disse a ele que o valor quase surreal do táxi ilhéu devia-se à  quantidade irrisória deles nas ruas. O motorista respondeu que para eles  é bom. Novamente a lógica de uma minoria sobrepujando o interesse  coletivo. Depois, descobriu-se que quase toda a frota, que é mínima, se  comparada a cidades como Curitiba, Nova York ou São Paulo, pertencia,  com anuência do poder público, a um único sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É emblemático o  número de adesivos que circulam na Ilha, principalmente no Sul,  anunciando que “se não duplicar vai parar”. Trata-se de uma lógica  pequeno-burguesa. Se desse certo, São Paulo não teria metade dos  problemas que tem. O que não fez ainda São Paulo parar é o metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz  muito tempo que nas cidades onde a formação da classe média é melhor a  maioria usa muito mais o transporte público. O sensato não é duplicar ou  fazer mais viadutos, mas prover a cidade de transporte público de  qualidade, rápido, eficiente e, de preferência, gratuito. Somente deste  modo todos poderão exercer com plenitude seu direito de ir e vir.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;O grande nó&lt;/h2&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/11405977.jpg" rel="lightbox" title="ALAN PEDRO, 18/05/2011 "&gt;  &lt;/a&gt;Nos  debates sobre mobilidade urbana, soluções como ciclovias,  integração e uso de transporte marítimo são sempre lembradas. Porém,  pouca gente toca no ponto mais fundamental, principalmente na capital  catarinense:o direito de ir e vir de milhares de pessoas está estancado  nas mãos de poucos empresários. O grande nó, dizem os empresários, é  que, se aumentar a oferta de ônibus e horários (e o táxi usa a mesma  ideia), os veículos levarão poucas pessoas e a empresa não terá lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se  é assim, resta uma pergunta que deve ser respondida pelo poder público e  por parte da população que acredita nessa falácia: se a empresa não  pode ter prejuízo, a população (acidentes, lentidão, poluição) pode?  Quanto mais houver ônibus, táxis, micro-ônibus, trens, metrôs ou barcos  disponíveis, mais pessoas deixarão seus automóveis em casa. Se tem pouca  gente esperando ônibus nos pontos é porque a fama do serviço (que basta  usar para comprovar) é muito ruim. Quem não pode ter prejuízo são os  usuários (milhares) e não apenas alguns empresários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do  mais, o transporte público, tanto ônibus quanto táxis, é uma concessão  pública. Ou seja, é o Estado que regula e permite. Pergunto: por que o  Estado, ou seja, nós, contribuintes, temos de sustentar o lucro dos  empresários. Por que o Estado não encampa o serviço? Se a sociedade quer  e precisa de transporte público, nada mais sensato do que municipalizar  o serviço. Mas para isso é preciso mudar a cultura geral da classe  média, educá-la politicamente para que não caia no discurso de que o  empresário “pode” lucrar, mesmo às custas do desconforto da maioria.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3373229.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=17447&amp;amp;section=1323"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 2 de julho de 2011 &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-7127187963542581547?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/7127187963542581547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=7127187963542581547&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7127187963542581547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7127187963542581547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/07/dos-direitos-de-ir-e-vir-seminarios.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-8705308947909506947</id><published>2011-06-05T08:28:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T08:28:56.567-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua portuguesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='culutra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='políticas públicas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;ul class="notas"&gt;&lt;span id="fonte"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;CULTURA 100%&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas para lembrar, já que é comum em Santa  Catarina o desprezo pela história: faz mais de uma década que artistas e  produtores culturais do Estado redigem documentos propondo uma política  pública democrática para a cultura. Mas como é de hábito, os políticos,  de modo geral, fazem ouvidos moucos para a palavra cultura. O motivo,  também estamos cansados de saber, é que povo culto, educado e informado  não vota em político despreparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que Raimundo Colombo  tomou posse, e lá se vão cinco meses, a classe artística aguarda por uma  proposta para a área, principalmente por causa da tragédia dos últimos  oito anos, com a política de balcão do governo anterior. Quando o  secretário Cezar Souza Junior assumiu, ouvimos, nos bastidores, um  desagravo. Afinal, lá vinha “mais um” que não é da área, e que ainda por  cima vai dividir seu tempo com as necessidades do esporte e do turismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz  alguns dias, foi instalada, na Assembleia Legislativa, a Frente  Parlamentar em Defesa da Cultura. Estavam presentes o secretário de  Turismo, Esporte e Cultura, Cesar Souza Junior, o superintendente da  Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Joceli de Souza, além da  representante regional do Ministério da Cultura(MinC) e a deputada  estadual Angela Albino, proponente da Frente. Triste Estado este que  necessita de defesa parlamentar para sua cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cesar Souza  Junior, além de chegar atrasado, mal acabou seu discurso e foi embora.  Afirmou que tinha outros compromissos. É óbvio que os outros  compromissos não eram com a cultura. E a principal e primeira das  reivindicações da categoria é uma secretaria exclusiva, para que essa  situação não ocorra mais. E não foi a primeira vez que o secretário  apareceu em público para falar e não ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros três pontos  são reivindicados há mais de 10 anos, e estão mais do que documentados  em encontros, debates, cartas, artigos de jornal e, inclusive, uma  manifestação pública. São eles: 1) Uma política de Estado, não de  governo, porque sempre que um governo quer “fazer” cultura todos saem  perdendo; 2) A reformulação total e urgente do Funcultural, fazendo com  que a verba disponível seja investida em editais públicos e em projetos  que não precisem da espúria captação com empresários; 3) A criação de  editais públicos por área, e que sua formulação seja amplamente debatida  com a classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governos governam e os artistas fazem arte.  Esta deveria ser a lógica de um Estado que se arvora de ser rico,  industrializado e com alto índice de alfabetização. Porém, é o Estado  que menos exporta cultura, por causa destas e outras omissões e  equívocos. Santa Catarina é também o Estado mais atrasado do país no que  se refere a uma política pública para a cultura, pois nem uma  secretaria exclusiva existe, ao contrário de quase todos os outros da  federação, incluindo os mais importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, cultura 100% já.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Além do mais... Em defesa de um jeito de falar tupiniquim&lt;/h2&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/11187829.jpg" rel="lightbox" title="REPRODUÇÃO "&gt;  &lt;img alt="" class="miniatura" src="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/11187830.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O  debate sobre a cartilha do Ministério da Educação, que diz aceitar  “falares” e “dizeres” das mais variadas regiões do país provou mais uma  vez que a elite fala sem ler. Há tempos, como bem lembrou o colunista  Victor da Rosa, na sua coluna de segunda-feira aqui no DC, a maioria dos  linguistas já aceita a diversidade e a riqueza da língua portuguesa  usada no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não fosse o povo, como dizia o poeta russo  Maiakóvski, o verdadeiro inventa-línguas, estaríamos falando ainda  “vossa mercê”. O que seria de Guimarães Rosa, um dos mais importantes  prosadores da literatura universal do século passado, se ele não pudesse  reproduzir o linguajar do sertão? E de Oswald de Andrade, o descobridor  do Brasil, e seu genial romance Memórias Sentimentais de João Miramar? O  que será de todo o cidadão do Planalto Serrano e do Meio-Oeste  catarinense, que quase na sua totalidade inventa formas de falar como  “ponhar” ao invés de “pôr”, e que insiste em falar “nóis fumo”? Quem  defende mais a sua língua? A elite que critica o povo e coloca em suas  lojas off ao invés de “liquidação”, e vai ao “shopping” ao invés de ir a  um centro de compras, ou o serrano que diz “nóis peleamo uma  barbaridade”, e todos compreendem o que ele diz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva Oswald de  Andrade, descobridor da língua brasileira, e “a contribuição milionária  de todos os erros”. Abaixo os arcaísmos de uma elite neocolonizada, que  acha “chique” falar inglês, mas nunca leu nada sobre a existência de  “preconceito linguístico”, que é do que trata a cartilha. Abaixo a elite  que reclama dos “erros”, mas não consegue compreender que a barbárie se  instalou no dia em que ela abandonou a escola pública, e que ainda acha  um absurdo professor fazer greve por um salário justo.&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-8705308947909506947?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/8705308947909506947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=8705308947909506947&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8705308947909506947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8705308947909506947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/06/cultura-100-apenas-para-lembrar-ja-que.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4451508918578005878</id><published>2011-05-08T14:33:00.000-07:00</published><updated>2011-05-08T14:36:54.965-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;ul class="notas" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="fonte"&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;A justiça no lixo&lt;/h2&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/10967697.jpg" rel="lightbox" title="FÁBIO NIENOW "&gt;  &lt;/a&gt;Para  o historiador Eric Hobsbawn, o século 20 começou com a Primeira Guerra,  em 1914, e terminou após a queda do Muro de Berlim e os posteriores  conflitos nos Bálcãs, no início dos anos de 1990. Essa reconfiguração  geopolítica, causada pelo fim da Guerra Fria, teve o mesmo motivo de  toda a história do belicismo humano, que, em última instância, tem a ver  com a gana dos países ricos em querer expandir seus negócios para além  de suas fronteiras, numa espécie de neocolonialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o século  começou mesmo com Paul Gauguin, quando desviou seus olhos da Europa  para o Taiti, em 1898, e perguntou – com cores ainda não vistas – quem  éramos, de onde vínhamos e para onde iríamos. Do mesmo modo, também não  terminou com os conflitos nos Bálcãs, mas no dia em que alguns  muçulmanos (mas não por isso), supostamente comandados por Osama bin  Laden, filho de um milionário saudita e parceiro dos norte-americanos no  combate ao comunismo russo no Afeganistão, derrubaram um dos símbolos  do capitalismo: as Torres Gêmeas do World Trade Center, em 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois  de 10 anos escondido, Bin Laden foi sumariamente assassinado,  contrariando todas as convenções e tratados de guerra já assinados.  Pressupõe-se, no Estado de direito, que um cidadão só pode ser  considerado culpado depois de um julgamento justo. Parece redundante a  expressão, mas a história está cheia de julgamentos injustos. Mas fique  claro que essa defesa do direito não significa a defesa dos atos de Bin  Laden.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me incomoda até os ossos é a comemoração da morte,  qualquer uma, de qualquer pessoa, seja ela considerada demônio ou santa,  porque a história está cheia de bandidos heróis e heróis bandidos,  justiçados ou injustiçados posteriormente. É melancólico e ao mesmo  tempo assustador perceber que quase ninguém se dá conta que quando  alguém comemora a morte sumária de um cidadão por parte de um Estado é a  mesma coisa que comemorar a concessão de sua própria morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bin  Laden não estava armado, e, de acordo com uma de suas filhas, foi  capturado vivo e executado na frente da família. Se aprovarmos isto,  estaremos dando o direito de o governo norte-americano entrar em  qualquer país, invadir qualquer casa e matar qualquer cidadão. Isso é  assassinato, e Barack Obama, o mandante, torna-se, já que confesso, um  criminoso que deve ser também julgado pelo seu crime. Além do mais, ao  dizer que havia feito justiça, jogou a ideia de justiça na lata de lixo  da história, porque a fez quase com as próprias mãos, e nem mesmo as  lavou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou óbvio também que a ordem de Obama era para matar,  porque o julgamento de Osama bin Laden daria a chance do próprio se  defender. Não que houvesse perdão. Ele é confesso nos caso do 11 de  Setembro, e é bem provável que, diante de um júri, confirmaria seu mea  culpa. Porém, suas palavras de defesa e seus ataques (desta vez verbais)  ao imperialismo cruel do Estado norte-americano seriam como uma nova  Bíblia para uma parcela do mundo islâmico. E é por isso que Barack Obama  preferiu seu quase homônimo morto.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;&lt;b&gt;Além do mais...&lt;/b&gt;&lt;/h2&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;É BOM LEMBRAR&lt;/h2&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/10967699.jpg" rel="lightbox" title="RYAN REMIORZ, AP, 13/09/2006 "&gt;  &lt;/a&gt;O  cineasta Michel Moore – que construiu a melhor tese sobre a origem da  violência norte-americana, no filme Tiros em Columbine (foto),  atribuindo-a ao medo durante a colonização da América – foi certeiro e  mordaz em sua declaração sobre a morte de Osama bin Laden: “Depois de 10  anos, duas guerras, 919.967 mortes e 1,188 trilhão de dólares,  conseguimos matar uma pessoa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carlyle Group, no qual a família  de Osama bin Laden (foto) detinha ações até pouco depois de 11 de  setembro de 2001, com a família Bush, é uma companhia de investidores  privados que fatura aproximadamente US$ 13 bilhões ao ano. Ela atua nos  setores de armamentos, telecomunicações e laboratórios farmacêuticos.  Três dias depois dos atentados ao World Trade Center, após retirar todas  as suas ações do grupo, a família Bin Laden foi a única a deixar o solo  norte-americano, com visto de saída do próprio governo Bush.&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3300911.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=17054&amp;amp;section=1323"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 7 de maio de 2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul class="notas" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="fonte"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4451508918578005878?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4451508918578005878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4451508918578005878&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4451508918578005878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4451508918578005878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/05/justica-no-lixo-para-o-historiador-eric.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-8984701143045205332</id><published>2011-04-09T07:59:00.000-07:00</published><updated>2011-04-09T07:59:47.880-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;ul class="notas" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="fonte"&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Só o que se discute é o gosto&lt;/h2&gt;Em um debate sobre alguns temas específicos – e incluo a arte em  primeiro lugar – quase sempre que alguém se vê diante de um argumento  contrário aparentemente irrefutável entoa a frase “gosto não se  discute”. Sem saber que está diante de um dos paradoxos da linguagem, o  incauto embatedor está querendo apenas dizer “azar o seu que você tenha  razão”. Essa é uma das evidências de que a única coisa que se discute é o  gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz uma pessoa gostar disso ou daquilo (ou de  ambos) é a experiência. Mas até mesmo para experimentar é necessário  primeiro escolher o que se quer provar. Existem escolhas motivadas por  um projeto de vida, baseado sabe-se lá no que, num estímulo, talvez, mas  a maioria escolhe aquilo que os outros querem que ela escolha, e  geralmente porque não tem outra opção, porque está cercada de um modus  vivendi que não lhe dá oportunidade de conhecer outra coisa além daquilo  que lhe oferecem. Jean-Paul Sartre – o que disse: “o inferno são os  outros” – fez a crítica aos que se deixavam influenciar pela escolha  alheia. Muitos escolhem a escolha do outro por medo de ser diferente,  por medo de ser incompreendido. E esse detalhe também é formador do  gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moda é uma das provas da relatividade do gosto. É comum  um grupo de amigos, ao ver um álbum de fotos antigas, comentar o quanto a  roupa que usavam era de mau gosto. Mas poucos olhariam para si mesmos,  no presente, e diriam que o que estão usando também pode ser de mau  gosto. O gosto também se modela pelo contexto. Se todos usam a mesma  roupa, o mesmo estilo, o mesmo corte de cabelo, parece que é sinal de  bom gosto, opinião que o comentário futuro tratará de refutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  citei a arte em primeiro lugar, foi por entender que o artista, de modo  geral, é aquele que não tem medo de escolher por si, ainda que tenha  feito porque viu, presenciou, leu, assistiu a algo que o tenha  estimulado. O artista é antena da raça, disse o grande poeta Ezra Pound,  e Freud afirmou que o artista sempre está à frente de sua época. Mas  seu gosto é diferente, e, por isso, bárbaro, como dizia Montaigne, em  outras palavras: o que faz do outro um bárbaro é a apenas o modo de vida  diferente do meu. O mau gosto também é sempre o do outro, o inferno  sartriano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho admiração por quem consegue gostar de coisas  aparentemente distintas, como, por exemplo, de Thelonious Monk e  Chitãozinho e Xororó ao mesmo tempo. Eu não consigo. Minhas escolhas, e  vamos traduzir por “meus gostos”, são por exclusão. Posso até tomar um  vinho muito ruim durante a vida toda. Mas depois de tomar um bom, como  gostar do ruim? Obviamente, numa discussão sobre o que seria um vinho  bom ou um vinho ruim, o que se está discutindo não é o gosto pelo gosto,  mas a experiência que cada um já teve diante do vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas  conheço muita gente – e aí minha tese começa a tornar-se refutável – que  consegue, mesmo depois de assistir a um filme de Godard (e gostar),  assistir a um filme da Xuxa inteiro (e gostar). Conheço alguns,  inclusive com pós-doutorado e tudo, que assistem ao Big Brother. Não  quero, com isso, dizer que minhas escolhas são melhores, porque radicais  e excludentes. Não dá para gostar de Oswald de Andrade e José de  Alencar ao mesmo tempo. Mas talvez – e aí resida o radicalismo, na  acepção mais marxista possível, de ir às raízes – eu tenha uma ideia  fixa de que não tenho mais tempo a perder com coisas que considero de  gosto duvidoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa prosa é apenas uma prova de que só o que se discute é o gosto.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Além do mais...&lt;/h2&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Gosto e barbárie&lt;/h2&gt;&lt;a class="miniatura" href="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/10755242.jpg" rel="lightbox" title=""&gt;  &lt;img alt="" class="miniatura" src="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/10755243.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Michel  de Montaigne, nos seus Ensaios, disse que os homens são atormentados  pelas ideias que eles têm das coisas, e não pelas coisas. Toda ideia  fixa é uma crença, e dela também surgem os gostos. Montaigne diz mais,  baseado na primeira asserção, que “se os males só entram em nós por  nosso julgamento, parece que está em nosso próprio poder desprezá-los ou  transformá-los em bem”. No resumo, Montaigne, um dos principais  pensadores do relativismo, quer dizer que inventamos nós o bem e o mal, e  circulamos sobre eles como tolos, aceitando esta ou aquela ideia,  porque, segundo Epicuro, uma das principais referências de Montaigne, “a  todo argumento pode-se opor um argumento da mesma força”.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Gabriéla e as formigas&lt;/h2&gt;Gabriéla, a única que teve o acento no “e” registrado em cartório,  quando era menina, ao limpar as calçadas da casa materna, apreciava  formigas graúdas, destas de piquenique. Um dia, resolveu jogar um balde  de água nelas. Do mesmo modo como exerceu um poder muito grande com os  insetos, pensou que, talvez, alguém, bem maior do que ela, numa  proporção igual a que existe entre seres humanos e formigas, poderia  também ter tal poder. Uma tempestade, por exemplo, vá que seja um deus  jogando um enorme balde de água sobre os homens. Mas ela não tem certeza  disso. Gabriéla estará de aniversário na segunda-feira. Parabéns,  Gabriéla, pelo aniversário e pela coragem, porque, apesar de ser uma  frase meio cafona, só pessoas de bom gosto sabem amar.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Tem mais&lt;/h2&gt;Falando em bom gosto, a Bernúncia Editora e a Fundação Cultural  Badesc lançam, na quarta-feira, dia 13 de abril, os livros 28  Desaforismos, de Franz Kafka, traduzido do alemão por Silveira de Souza,  e Um Livro de Nonsense, de Edward Lear, por Vinícius Alves. Os autores  (tradutores) estarão autografando os títulos e esperando os leitores  para um bate-papo e um comes e bebes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3268810.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=16860&amp;amp;section=1323"&gt;Diário Catarinense, 9 de abril de 2011 &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-8984701143045205332?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/8984701143045205332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=8984701143045205332&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8984701143045205332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8984701143045205332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/04/so-o-que-se-discute-e-o-gosto-em-um.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1968896086168850254</id><published>2011-03-11T07:02:00.000-08:00</published><updated>2011-03-11T07:02:51.848-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify;"&gt;Psicodália 2011&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;      &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho cada vez menos paciência pro Carnaval. Se um dia tive, foi por  conta do livro homônimo do Manuel Bandeira, no qual os versos só  faltavam dançar na página. “Na boca, na boca”, pedia o poeta aos  passantes, exigindo o lança perfume, que metaforicamente era o pedido de  um beijo. Mas nunca consegui imaginar o bardo recifense com samba no  pé. Sendo assim, tanto o meu gosto remoto pelo Carnaval quanto meu  desgosto atual são por culpa do Manuel Bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fugir dos  sambas enredos cada vez mais pobres, de uma generalização da festa  (porque tudo vira Carnaval nestes dias), das Claudias Leittes e Ivetes  Sangalos da vida e da violência crescente, passei cinco dias acampado  num festival de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sétima edição do &lt;a href="http://www.psicodalia.mus.br/"&gt;Psicodália&lt;/a&gt; aconteceu  em Rio Negrinho, na divisa com o Paraná, numa fazenda com toda  infraestrutura necessária para abrigar, acampados, aproximadamente cinco  mil pessoas, em sua maioria jovens fugidios da festa do Momo. Além das  oficinas para todos os gostos, apresentações de teatro e cinema, entre  oito e 10 bandas tocaram por dia. Ao contrário do Carnaval, de festas de  rodeio ou de bailões de sertanejos pós graduados, os seguranças  reclamavam que não tinham o que fazer, porque não houve uma única briga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além  da irreverência e inteligência de Tom Zé, da reaparição de bandas como O  Terço, incluindo a presença de Flávio Venturini, a Traditional Jazz  Band, tocando de Duke Ellington ao emblemático e dos mais importantes  compositores e pianistas da história, Thelonius Monk, o Psicodália teve  um certo didatismo necessário, pra mostrar à garotada que não haveria  rock and roll sem o jazz. Mas sobre isso, ninguém precisa concordar, é  apenas mais uma idiossincrasia desse cronista ranzinza, que se dispôs a  dormir numa barraca, conviver com pessoas pelo menos duas décadas mais  jovens, mas ouvir música de gente grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Psicodália já pode  ser considerado um dos grandes festivais de música do Brasil, e também a  maior reclusão brasileira por parte daqueles que detestam a  industrialização e a decadência que se transformou não só o velho e bom  Carnaval de Manuel Bandeira, mas a música de modo geral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3235430.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=16665&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 11 de março de 2010 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1968896086168850254?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1968896086168850254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1968896086168850254&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1968896086168850254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1968896086168850254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/03/psicodalia-2011-tenho-cada-vez-menos.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1744337623216713162</id><published>2011-03-09T07:09:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T07:09:49.263-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify;"&gt;Um carro a menos&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;      &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sexta-feira passada, um funcionário do Banco Central, de 47 anos,  atropelou um grupo de ciclistas em Porto Alegre. Vinte ficaram feridos. O  grupo, autodenominado Massa Crítica, fazia um protesto justamente  contra o uso indiscriminado do automóvel em detrimento de meios de  transportes coletivos e não poluentes, como a bicicleta. Irritado,  porque não lhe davam passagem, o funcionário, não teve outra  “alternativa” (segundo ele mesmo) a não ser atropelar os ciclistas. Quem  assistiu ao vídeo (disponível &lt;a href="http://www.youtube.com/verify_age?next_url=http%3A//www.youtube.com/watch%3Fv%3D6XL3g4vPK30"&gt;aqui&lt;/a&gt;) – ainda que não devemos  condenar alguém antes da justiça – mostra o quanto foi doloso, e não culposo,&amp;nbsp; o atropelamento. O motorista poderia chamar a polícia e exigir o  seu direito de ir e vir. Claro que um policial de bom senso nada poderia  fazer quanto a isso, porque os ciclistas não estavam obstruindo a via,  mas sim usando-a de um outro modo, que não com o automóvel, exercendo  igualmente seus direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista alegou ainda que foi em  legítima defesa, porque os ciclistas o teriam ameaçado. Do mesmo modo,  como qualquer cidadão consciente de seu direito, poderia ter dado queixa  da agressão. Mas o que acontece no Brasil, de forma geral, é a  descrença dos cidadãos no Estado de Direito. Um Estado omisso nesta, e  em quase todas as suas obrigações, como saúde, educação, saneamento,  infraestrutura e cultura, principalmente cultura, leva um sujeito como  esse a acreditar que pode fazer justiça com as próprias mãos. E tudo  leva a crer, porque os precedentes são inúmeros, que não haverá nenhum  tipo de punição legal para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é essa impunidade que gera  descrença nas instituições às quais pagamos para que nos defendam, seja  para andar de bicicleta, seja para usufruir do direito de ir e vir. Ah,  sim, o mais emblemático nessa história de horror urbano é que o grupo de  ciclistas tinha como palavra de ordem a frase “um carro a menos”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1744337623216713162?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1744337623216713162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1744337623216713162&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1744337623216713162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1744337623216713162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/03/um-carro-menos-na-sexta-feira-passada.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4888126677030555063</id><published>2011-02-25T08:52:00.001-08:00</published><updated>2011-02-25T08:52:57.228-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='turismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='patrimônio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='urbanismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coliformes'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="color: #43447f; font-size: 22px; font-weight: normal; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Turismo de coliforme fecal&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Atenção, atenção, turista. Venha para a Ilha de Nossa Senhora dos Aterros, o melhor lugar do mundo para se visitar, em qualquer estação. Conheça as famosas placas “Praia imprópria para banho” e fique apenas na vontade de mergulhar. Não precisa trazer roupa de banho, a não ser que queira pegar uma virose, uma das grandes atrações desse verão. Ainda por cima, você poderá presenciar in loco os coliformes fecais mais visíveis do planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui, patrimônio histórico não tem vez. Assista ao tombamento literal de uma cidade. Veja também os assassinatos de jovens ligados ao tráfico, na média de um por dia. Um dos atrativos mais emocionantes e tradicionais é esperar quase 40 minutos no ponto de ônibus, quase sempre lotado, afinal, você está vindo para uma das cidades com a pior mobilidade urbana do mundo. Ah, não vá embora antes de ser roubado, atropelado ou, se tiver sorte, sofrer um emocionante sequestro relâmpago.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venha ver as belas praias onde a inteligência humana joga lixo, esgoto e pedras no mar. Venha ver os belos monumentos a céu aberto, como o da Polícia Militar e o da Maçonaria, obras primas da arte local. Ah, não deixem de visitar o belíssimo merdário, uma obra genial da arquitetura ilhoa, bem na cabeceira da ponte. De brinde, dependendo da direção do vento, você ainda sente o cheirinho intestinal da elite local.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venha, venha ver os aterros mais lindos da natureza, onde as árvores são fantasmas e as pessoas não precisam caminhar, atividade, aliás, do século passado. Em Nossa Senhora dos Aterros você poderá presenciar um dos maiores espetáculos da falta de senso coletivo. A cada dez automóveis que passam, nove tem apenas uma pessoa. Pedale pelas ciclovias mais seguras do mundo, onde você fica, veja só, a apenas trinta centímetros dos automóveis, numa aventura alucinante.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venha assistir ao vivo o maior descaso praticado contra a natureza. Venha, mas venha logo, antes que esse grande espetáculo de estupidez, descaso e ignorância política afunde no mar para sempre, bem juntinho aos coliformes fecais da Lagoa da Conceição.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4888126677030555063?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4888126677030555063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4888126677030555063&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4888126677030555063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4888126677030555063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/02/turismo-de-coliforme-fecal-atencao.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-6255604311665889420</id><published>2011-02-18T11:57:00.000-08:00</published><updated>2011-02-18T11:58:46.724-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;TEOGONIAS&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só me dei conta de que estava quebrando uma tradição secular – ainda  que apenas da minha vidinha íntima e particular – quando minha filha,  aos três anos de idade, pediu que eu lhe contasse mais uma vez a  história do Big Bang. E lá se vão quase duas décadas desse pedido que,  sei lá o motivo, me veio à cabeça agora. A maioria dos pais conta, ao  invés de uma gênese físico-química, como a minha, suas teogonias  tradicionais. No caso dos católicos e judeus, a história de Adão e Eva.  No Egito antigo, papiros reportam sobre Mat, a deusa do céu, e Geb, o  deus da terra, algumas vezes separados pelo deus do ar, a quem eles  chamavam de Shu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indígenas das mais variadas etnias atribuíam  poderes divinos aos fenômenos naturais. Na Polinésia existe uma estátua  que representa o deus Tangaroa, que carrega nas costas o corpo de todos  os seres do mundo. Para os navajos, tribo norte-americana, que tanto  vimos dizimada por caras-pálidas nos filmes de caubói, a terra era  representada por quatro montanhas, cada qual um canto do mundo, e o  coiote era quase um deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gregos, antes de serem convertidos  ao cristianismo, eram politeístas. Cada um dos deuses tinha uma  determinada tarefa, mesmo que no alto de uma montanha vivesse Zeus, o  pai de todos eles. Para os mixteques, no México, os primeiros bebês  nasceram do solo, e o primeiro homem e a primeira mulher saíram de uma  árvore mãe, aberta por seres divinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso que em todas as  teogonias a gênese ou está na natureza ou veio do espaço. A terra teria  sido povoada por seres extraterrenos, inclusive para os católicos e  judeus, já que seu deus veio e mora no céu. O mesmo céu de onde teria  nascido a primeira estrela, como tentei explicar à minha filha. Mas a  questão não está nas teogonias, todas elas míticas e poéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  problema é atribuir maldade, bondade ou poder a um deus – qual seja ele –  porque estas características são apenas humanas, demasiadamente  humanas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Diário Catarinense, 18 de fevereiro de 2011. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-6255604311665889420?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/6255604311665889420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=6255604311665889420&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6255604311665889420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6255604311665889420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/02/teogonias-so-me-dei-conta-de-que-estava.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-9220378271773676453</id><published>2011-02-11T05:18:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T05:18:54.524-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="color: #43447f; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 22px; font-weight: normal; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left;"&gt;Idiossincrasias&lt;/h2&gt;&lt;div style="margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tenho certa irritação com moscas e o hábito de só ir ao banheiro se tiver algo para ler. Tomo chá de alho com limão e mel para que todas as crueldades saiam com aquilo que os especialistas chamam de toxinas. Sou alérgico a ar-condicionado, porque se fosse bom a natureza já trataria de vir falseada. Minhas idiossincrasias só não são piores do que as da Claudinha, que dorme as nove da noite, ou as do Dennis, que só toma café frio e seu menu se restringe a pipocas e alcaparras. Já o Fifo não pode ver nada sujo, mal acaba de comer e já vai à pia lavar louça. O Vinícius tem a mania de imitar o Chacrinha, coisa que o Dennis tem pavor. As idiossincrasias, que seríamos sem elas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não consigo ler jornal sem que seja na ordem. Primeiro os editoriais, depois a política, a geral, dou uma olhada só nas manchetes da página policial, porque os personagens só mudam de nome, e, por último, a página de cultura. Mania herdada de outro vício, que é o de sempre comer a melhor bolacha quando já não há quase mais fome.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheci um sujeito que detestava pessoas que tinham piscina em casa e outro que desconfiava de homens que mandavam flores e usavam terno e gravata. Confesso que também desconfio, principalmente no verão, onde nada justifica – nem mesmo a tradição, o decoro e o ar-condicionado – combinação tão extemporânea. Aliás, adoro usar algumas palavras. Extemporânea é uma delas.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho um absurdo comer pizza com estrogonofe e batata palha por cima ou gente que coloca açúcar no café. Tenho alergia a políticos sem noção da separação entre bens privados e interesses públicos, mas principalmente dos eleitores mal informados que os elegem. Gosto de fotografia, literatura e cinema. Mas do cinema que eu gosto, quase ninguém aprecia.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; line-height: 1.4;"&gt;&lt;div style="font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;Mas eu queria mesmo é ter um milhão de dólares, para morar um mês em cada cidade do mundo, pegar na mão da namorada – não sem antes se comover com sua existência extemporânea – e ouvi-la dizer: bom dia, meu moço bonito.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3205028.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=16475&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 11 de fevereiro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-9220378271773676453?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/9220378271773676453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=9220378271773676453&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/9220378271773676453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/9220378271773676453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/02/idiossincrasias-tenho-certa-irritacao.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-5642014286366680788</id><published>2011-02-04T07:08:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T07:08:42.744-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small; line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #43447f; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 22px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4; margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TUwUV5x0LvI/AAAAAAAAAzI/WDXw63w4_e8/s1600/%25C2%25A92011CaioCezar_2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TUwUV5x0LvI/AAAAAAAAAzI/WDXw63w4_e8/s200/%25C2%25A92011CaioCezar_2.jpg" width="132" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Daniel Olivetto, um certo ator,&lt;br /&gt;retratado por Caio Cezar.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #43447f; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 22px; line-height: normal;"&gt;Certos atores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #43447f; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 22px; line-height: normal;"&gt;&lt;/span&gt;A fotografia é um indicador, porque aponta indícios de que algo aconteceu no mundo, de que alguma coisa se movimentou, foi pensada, estruturada. O retrato, entre os estilos (se é que podemos usar a palavra estilo), é o de mais difícil realização, principalmente porque o fotógrafo, além de se preocupar com quadro, luz, foco e todas as nuanças técnicas do ofício, ainda tem que dirigir a cena, ao contrário de fotografia de natureza, do cotidiano ou o fotojornalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Apesar de o retrato de estúdio parecer mais ficção do que o resto, os índices de uma suposta “verdade” – ou de que “coisas aconteceram no mundo” – também estão presentes. E para dirigir a cena (esse ato a mais do retrato) o fotógrafo deve ter conhecimento de tudo isso. Ele tem que ter habilidade em lidar com a expressão e o movimento humano, e ainda fazer coabitar essa faceta com a luz, que, em última instância, é o que faz a fotografia. Fotografar, de raiz grega, é desenhar (grafia) com a luz (foto). E no caso do retrato, essa direção da expressão humana não pertence ao universo da reprodutibilidade comum à fotografia. Para isso, só a experiência serve, para roubar outra expressão benjaminiana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas essa conversa toda é mesmo só pra dizer que o Caio Cezar conhece profundamente do assunto, que é um fotógrafo dedicado, talentoso e superexigente consigo mesmo. Tanto que, mesmo exercendo o ofício há muito tempo, tendo trabalhado em jornais e revistas, e ter sido educado pelo pai fotógrafo, o Marco Cezar, Caio voltou à escola pra conhecer mais do que já sabe. Outra prova é a de que demorou bastante tempo pra que ele expusesse sua fotografia. O resultado disso tudo é esta mostra, Certos Atores – que abriu ontem a noite no Nomuro –, de retratos belíssimos dos atores Renato Turnes, Gláucia Grígolo, Daniel Olivetto, Grazi Meyer e Elianne Carpes, na qual está tudo ali: cor, quadro, luz, expressividade e a marca autoral do Caio. E, claro, está o indício de que alguma coisa bacana aconteceu no mundo; e isso não é pouco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; color: #666666; line-height: 1.4; text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3197410.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=16429&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 4 de fevereiro de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-5642014286366680788?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/5642014286366680788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=5642014286366680788&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5642014286366680788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5642014286366680788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/02/daniel-olivetto-um-certo-ator-retratado_04.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TUwUV5x0LvI/AAAAAAAAAzI/WDXw63w4_e8/s72-c/%25C2%25A92011CaioCezar_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-6984952919145803273</id><published>2011-01-29T06:57:00.000-08:00</published><updated>2011-01-29T07:00:05.064-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="color: #43447f; font-size: 22px; font-weight: normal; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Carta aberta a Raimundo Colombo&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Prezado governador. Meus pontos de vista sobre políticas públicas para a área da cultura são publicamente conhecidos há bastante tempo pelos leitores e pelos colegas de ofício que me acompanham. Tanto que jornalistas, artistas, amigos e militantes da área perguntam qual nome seria o ideal para ocupar a gerência da Fundação Catarinense de Cultura. Minha resposta é a de que não importam nomes, mas sim uma política para a área. E ela só será feita se o governo e produtores culturais pensarem conjuntamente. A indústria cultural (e não cabe aqui juízo de valores sobre ela por enquanto) é hoje a terceira economia do mundo. Não é à toa que os produtores de cinema norte-americanos investem até US$ 200 milhões num único filme/produto, soma cem vezes mais do que o Estado de Santa Catarina investe por ano, através do edital da Cinemateca, para toda a classe cinematográfica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É sabido e notório – e quem produz independentemente sabe e fala disso – o desastre que foi o seu antecessor na área da cultura, por ter juntado três pastas distintas (esporte, turismo e cultura) numa única; por ter acabado com os editais que funcionavam (ainda que modestamente), criando um apenas no último de seus oito anos de mandato; e por ter feito uma política de governo, enquanto todo o mundo sabe que o ideal é uma política de Estado. Mas para criá-la é preciso, antes de mais nada, conversar com quem produz, porque não cabe ao governo, nem ao Estado fazer cultura, mas sim à comunidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Essa carta é, portanto, um pedido simples, que faço não em meu nome, mas no dos produtores culturais do Estado, ou de pelo menos daqueles que há muitos anos se reúnem para debater tais questões, quais sejam: 1) criar uma secretaria de cultura; 2) rever urgentemente o Funcultural e acabar com todos os seus vícios; 3) ouvir a categoria para criar, ainda este ano, um edital democrático, claro e inteligente para a área. Estas três medidas seriam o começo do maior investimento para a cultura que um governador já teria feito em toda a história de Santa Catarina. Por que não ousar fazê-lo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; line-height: 1.4;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3190868.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=16387&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 29 de janeiro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-6984952919145803273?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/6984952919145803273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=6984952919145803273&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6984952919145803273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6984952919145803273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2011/01/carta-aberta-raimundo-colombo-prezado.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2206300077520324665</id><published>2010-12-24T08:23:00.001-08:00</published><updated>2010-12-24T08:28:16.785-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TRTKA10SFOI/AAAAAAAAAy4/FIKsLzFoDj0/s1600/pan%2Blagoa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 86px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TRTKA10SFOI/AAAAAAAAAy4/FIKsLzFoDj0/s320/pan%2Blagoa.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554286356249842914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estarei de férias até o fim de janeiro. &lt;div&gt;Talvez eu apareça pra qualquer nota de viagem no Twitter ou no Facebook.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aproveito pra desejar um baita 2011 pra todos os 11.251 visitantes deste espaço, desde as últimas férias, e um abraço especial aos 138 seguidores declarados do blogue.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele abraço e até 2011.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2206300077520324665?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2206300077520324665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2206300077520324665&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2206300077520324665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2206300077520324665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/12/estarei-de-ferias-ate-o-fim-de-janeiro.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TRTKA10SFOI/AAAAAAAAAy4/FIKsLzFoDj0/s72-c/pan%2Blagoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-6756112984485044649</id><published>2010-12-24T03:27:00.000-08:00</published><updated>2010-12-24T03:30:36.675-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='presentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 22px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Memórias das coisas abandonadas&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;No Natal de 1970, ganhei um carrinho azul de ferro, uma espécie de jipe. Era pequeno, tinha até molas, mas era grande praquele garoto ainda pequeno. A infância é feita de coisas gigantes, e que na medida em que crescemos vão se reduzindo. Das coisas aos sentimentos, das descobertas enormes às minúsculas decepções. Eu fazia estradas no chão batido, e elas foram, sem palavra escrita, minhas primeiras histórias. Muitos amigos imaginários pegaram carona no automóvel azul. E não sei onde foi parar. Não lembro se escondi, se presenteei, se esqueci, ou se apenas abandonei, trocado por coisa de mais interesse. Criança é assim mesmo. Quer muito, depois enjoa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;No Natal de 1972, ganhei um brinquedo muito maluco. Era um macaco. A gente esticava um arame de uma parede a outra e ele deslizava, como se tivesse vida, num movimento idêntico ao de um malabarista. Aquele símio foi minha primeira lição de equilíbrio nas cordas. Depois disso, tudo o que fiz até hoje foi pensando em equilibrar-me em alguma corda, para ir de um lado a outro. Seja de uma parede, seja de uma cidade, seja de casa à esquina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;No Natal de 1991, o primeiro em que minha filha sabia falar, ela pediu um fusca azul e duas espadas. De onde veio esse desejo não tenho a menor ideia. Mas comprei um fusca de brinquedo e duas espadas de plástico no camelô. Durante muito tempo os objetos (sim, estranhos para uma menina) foram mudando de casa, de bairro, de caixa, até desaparecerem. Por que o azul do jipe e o do fusca? Simbólicas coincidências natalinas? Onde foram parar? Em algum anel de saturno, junto com todas as coisas perdidas? Talvez as coisas nunca se percam, sejam apenas esquecidas, porque perdem sua função (principalmente, e talvez a mais importante) simbólica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;Aproveito para desejar um ano batuta a todos os que ainda insistem em ler há oito anos esse pequeno pedaço de jornal, aos sábados, e dizer que estarei de férias a partir da próxima semana, até o mês de fevereiro, período em que a coluna será assinada interinamente por outro autor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Diário Catarinense, 24 de dezembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-6756112984485044649?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/6756112984485044649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=6756112984485044649&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6756112984485044649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6756112984485044649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/12/memorias-das-coisas-abandonadas-no.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-3408859733651413271</id><published>2010-12-11T05:31:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T06:18:50.469-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='performance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feira do livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='truculência policial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='telma scherer'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 22px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;Não alimente o escritor&lt;/h2&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A escritora Telma Scherer (veja seu blogue &lt;a href="http://www.telmascherer.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;), 31 anos, foi presa, em Porto Alegre, na última Feira do Livro de lá, por fazer uma performance chamada “Não alimente o escritor”. Ela colocou uma coleira em seu próprio pescoço, cuja corda estava amarrada a uma casinha de cachorro. Ao invés de um cão, havia contas prosaicas a pagar: como aluguel, luz, água e telefone. Não preciso aqui explicar a metáfora, mas para quem puder acessar às imagens (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=C20SQnXgMr8"&gt;assista aqui&lt;/a&gt;), disponíveis no Youtube, a própria poeta explica: “eu só quis dizer que estou triste. muito triste”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;A performance de Telma atraiu muitos curiosos, mas não agradou aos expositores, que, pelo jeito gostam mais do negócio do livro, ou da grana, do que do livro em si. Com o argumento de que ela estava “atrapalhando as vendas”, chamaram a polícia, que a prendeu, com frases do tipo “você tem que me obedecer”. No camburão, ainda disseram que ela deveria fazer exame de sanidade mental.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;É lamentável esse episódio, que mancha a história democrática da maior feira de livro de rua da América Latina. E é também preocupante, porque denota o espírito conservador guardado no mais profundo “inconsciente coletivo”. Se em uma feira de livros o escritor não pode criticar a falta de incentivo público à leitura e ao próprio papel do escritor na sociedade, em que outro lugar poderia? Escritores têm a mania incorrigível de fazer pensar, e por isso usam de metáforas. Mas construir metáforas, fazer versos, tratar o mundo com analogias, numa época em que o moralismo, a homofobia e o preconceito falam mais alto, pelo jeito agora será caso de polícia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;E esse tipo de pensamento tem contaminado muita gente, desde policiais mal preparados, vendedores de livro que não leem e comerciantes incapazes de compreender que se alguma coisa ainda vale a pena nesse mundinho cada vez mais caduco, doente, falso moralista, reacionário e conservador, é ouvir os que conseguem pensar dialeticamente. Do contrário, só matando o escritor de fome, de uma fome que não é de comida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; " &gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3137940.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=16062&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 11 de dezembro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-3408859733651413271?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/3408859733651413271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=3408859733651413271&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3408859733651413271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3408859733651413271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/12/nao-alimente-o-escritor-escritora-telma.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2919554560914363589</id><published>2010-12-04T06:38:00.000-08:00</published><updated>2010-12-04T06:45:07.860-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vagabundagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dazaranha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 22px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sou vagabundo, confesso&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;Tomo emprestado o título de hoje do pessoal da banda &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=uo84eVmLB58&amp;amp;feature=related"&gt;Dazaranha&lt;/a&gt;, a quem sempre admirei, desde os primórdios, quando, inclusive, escrevi uma crítica chamada Dazaranha é massa. Acontece que ainda ouço por aí a velha história da cigarra e da formiga como sendo exemplar, principalmente em Santa Catarina, estado que cultiva esse amor que nunca tive pelo trabalho acima de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;O escritor Moacyr Scliar, no livro &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?sid=76519422012124458571296960&amp;amp;nitem=9013914"&gt;O Texto, ou: a Vida&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; conta história de dois vizinhos de cerca. Um deles saia para trabalhar todos os dias, no mesmo horário. O outro, o escritor, ficava na varanda lendo. O primeiro, sempre que passava, perguntava; “descansando, escritor?”. E este respondia: “Não, trabalhando”. Um dia, o escritor estava mexendo no jardim e o vizinho, antes de trabalhar, disse: “Ah, trabalhando, escritor?”, e este respondeu: “Não, descansando”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;Essa mania é tanta, que o pai de um baixista profissional (ou seja, vive da música) perguntou a ele – com uma inocência perturbadora – se estava trabalhando ou “só tocando”. Esse ideário coletivo é muito mais que comum (e irritante), porque não leva em consideração a possibilidade da existência das cigarras, da arte, e da sobrevivência do artista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;É comum, por exemplo, escritores serem convidados para falar e não receberem nada por isso. Os caras pagam hospedagem, alimentação e transporte, mas o motivo principal não precisa de grana, porque, pelo jeito, escritor não precisa comer, vestir ou respirar, basta escrever. Nessa cadeia de negócios, o dono do hotel, do restaurante e do posto de gasolina recebem, porque são atividades consideradas “normais”. Mas escrever é coisa de desocupado, de quem não tem o que fazer. Sendo assim, sou vagabundo, e confessado está. E, como em qualquer outra atividade, deveriam inserir os atos de ler, pensar e escrever como parte do capitalismo selvagem. Levei anos estudando para ser vagabundo, e não existe ainda esse diploma, talvez o mais importante da cadeia produtiva. Mas minha vagabundagem tem &lt;i&gt;pedigree&lt;/i&gt;, por favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3130116.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=16023&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinens&lt;/a&gt;e, 4 de dezembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2919554560914363589?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2919554560914363589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2919554560914363589&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2919554560914363589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2919554560914363589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/12/sou-vagabundo-confesso-tomo-emprestado.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-7526839966057021050</id><published>2010-11-27T10:13:00.000-08:00</published><updated>2010-11-27T10:15:41.391-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drogas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descriminalização'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 22px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;O direito ao uso&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;Assim como as doenças, o melhor remédio começa a aparecer quando se conhece o problema. No caso da guerra civil travada no Rio de Janeiro entre traficantes e o Estado, todos sabem qual é o problema: o tráfico de algumas drogas proibidas. Digo “algumas”, porque a sociedade, apesar de aparentemente ser bem informada, não se toca que para a uma dúzia de drogas consideradas ilícitas existem duzentas outras que podem ser compradas sem nenhum problema, como o álcool, o cigarro e a maioria dos medicamentos considerados tarjas pretas, produzidos com uma quantidade absurda de drogas, inclusive psicotrópicas e alucinógenas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;Desse modo, cabe a pergunta: por que algumas drogas podem ser vendidas e outras não? Tenho pelo menos duas suspeitas. A primeira é de fundo moral, e inclui a falta de informação, como tudo que se moraliza A segunda é uma questão econômica. Países produtores de canabis e folha de coca, principalmente, seriam mais ricos se pudessem vender livremente seus produtos, o que não convém às grandes potências econômicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;Portanto, antes de acreditar em campanhas preconceituosas como a de quem consome drogas financia o tráfico, é preciso pensar outras duas questões. O direito ao uso, no caso o direito ao suicídio, porque usar droga é de foro íntimo; e o bom senso, porque, afinal, se pode usar algumas por que não se pode usar todas? O que deve ser criminalizado é a violência por causa do uso de droga, mas não o simples ato de usar, porque a maioria dos consumidores é mais pacífica do que muita gente que considera “bacaninha e limpa”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;Do mesmo modo como a violência ligada à venda ilegal de bebidas nos Estados Unidos nos anos de 1930 só recrudesceu após a liberação da venda de álcool, parece muito óbvio – se usarmos de inteligência para aprender com a história – que a violência geradora desses conflitos também acabe com a liberação do uso de tóxicos, e que possam ser vendidos como as outras drogas consideradas lícitas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3122760.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=15970&amp;amp;section=1315"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Diário Catarinense&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;, 27 de novembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-7526839966057021050?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/7526839966057021050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=7526839966057021050&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7526839966057021050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7526839966057021050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/11/o-direito-ao-uso-assim-como-as-doencas.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-7826676999405700193</id><published>2010-11-20T07:50:00.000-08:00</published><updated>2010-11-20T07:53:31.354-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paternidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 22px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;A morte do meu pai&lt;/h2&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Eu nunca tive pai, mas tive três. Do primeiro, o que chamam de “verdadeiro”, “de sangue”, conheço apenas as fotografias e seu túmulo, no qual seu nome se confunde duas vezes com o meu. Do jazigo, algumas lascas de tinta de prata deixam uma ponta para que eu a descasque. Está lá: “saudade da esposa e filho”, o que ele nunca conheceu, porque não olhou para os lados justamente na hora em que passava um automóvel. Morreu aos 28 anos, com sua mulher esperando, de oito meses, um garoto: eu, que nunca tive pai, mas tive três. Sobraram duas questões dessa pequena tragédia familiar: 1) Por que ele sempre parece mais velho que eu na fotografia? Por que ele tinha que morrer sem antes eu olhar bem nos seus olhos e chamá-lo de pai?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O segundo, o que olhei nos olhos, conheci quando eu já era um mocinho de 11 anos e andava sozinho pelas ruas de uma cidade grande. Apesar de não ser o pai “verdadeiro”, “de sangue”, não tive outra opção naquela pequena vida a não ser chamá-lo de pai. Afinal, todos tinham um, por que eu não poderia ter também? E tive, durante quase trinta anos. Sempre às turras, numa teimosia quase folclórica, convivemos, podemos dizer assim, numa harmonia possível, mas nem sempre harmônica. Mas o que esperar mais? Da relação desse pai com minha mãe, ganhei de presente três irmãos e uma irmã, que se fossem irmãos “inteiros”, e não “meio irmãos”, como dizem, talvez não houvesse tanto amor como o que há.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O terceiro, apesar de conhecê-lo desde antes do segundo, morreu na semana passada. Conta a história dessa pequena história que ele poderia ter sido – se o destino, ou qualquer coisa parecida com isso (porque, vá lá, eu não creio em destino) – meu “verdadeiro” pai, porque amou minha mãe a vida inteira, como ele fazia questão de dizer, e esperou ela ficar viúva duas vezes. Agora, três.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A história é mesmo engraçada, é o que posso &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;dizer desse episódio de quase meio século, no qual eu nunca tive pai, mas tive três.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3114687.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=15923&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 20 de novembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-7826676999405700193?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/7826676999405700193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=7826676999405700193&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7826676999405700193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7826676999405700193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/11/morte-do-meu-pai-eu-nunca-tive-pai-mas_20.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2044118011462518945</id><published>2010-11-13T09:15:00.000-08:00</published><updated>2010-11-13T09:30:50.593-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='edifício mussi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='patrimônio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='progresso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquitetura'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TN7Kq7FG3wI/AAAAAAAAAyU/KP3FfflXXHw/s1600/mussi"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TN7Kq7FG3wI/AAAAAAAAAyU/KP3FfflXXHw/s320/mussi" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539087430474718978" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: georgia; -webkit-text-decorations-in-effect: none; font-size: x-large; "&gt;A IGNORÂNCIA DO PROGRESSO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;          Progresso é uma palavra perversa, porque traduz a capacidade que as coisas têm de mudar de estágios, tanto para o bem quanto para o mal. Uma “obra em progresso”, por exemplo, expressa a evolução de um trabalho literário no tempo na medida em que é produzido. Já uma cidade em progresso – devido à ausência de capacidade intelectual de quem as governa (e nem vou pedir desculpas pela generalização) – não leva em conta o conceito de Charles Baudelaire. Progresso, dizia o poeta francês, só existirá quando não houver mais nem um traço do que chamam “pecado original”. Mas talvez seja exigir demais a um político que ele tenha noção conceitual de que progresso não se traduz somente por areia, cimento e cal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, levei mais um dos vários sustos que o progresso encerra. Um dos prédios mais bonitos da cidade, raro exemplar da arquitetura modernista, foi literalmente tombado. O edifício Mussi, ali na rua Nereu Ramos, construído em 1957, era ostentado pelas colunas sinuosas e reveladoras de uma época. Os apartamentos ainda tinham pé direito alto, para não sufocar – ao contrário dos prédios construídos a partir dos anos de 1970 –, e não era alto demais, como convém a uma cidade que não pretende ser ignorante do ponto de vista urbano. Sua demolição é a prova mais cruel de que a Ilha de Nossa Senhora dos Aterros está cada dia mais insuportavelmente feia do ponto de vista arquitetônico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para uma cidade que se pretende turística, demolir o passado é como matar a galinha dos ovos de ouro. Não sei onde estudaram estes construtores, mas é certo que não aprenderam que a destruição da memória é a gênese da barbárie, e que o progresso, sem a sua função poética, sem uma reflexão profunda sobre seu conceito, desemboca na violência. Aliás, já vivemos numa das cidades mais violentas do País. E aposto que o abandono da memória tem tudo a ver com isso. Sei que para os construtores isso não tem nada a ver, e que eles apenas vão rir da minha cara. Mas insisto na tese: não seria a permissão da destruição – por parte dos moradores e do poder público – uma demonstração de ignorância igual?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;P.S. O texto acima foi enviada por e-mail pelo professor e arquiteto Luiz Eduardo Teixeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Diário Catarinense, 13 de novembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2044118011462518945?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2044118011462518945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2044118011462518945&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2044118011462518945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2044118011462518945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/11/ignorancia-do-progresso-progresso-e-uma.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TN7Kq7FG3wI/AAAAAAAAAyU/KP3FfflXXHw/s72-c/mussi' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-690489368029150665</id><published>2010-11-06T07:13:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T07:14:22.297-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;A beleza do relativismo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;Apesar de aparentemente antagônicas, ciência e religião tratam da mesma ilusão, ou objeto – para alguns – que é a verdade. A diferença está no modo de tratamento que cada um dispensa. Para a ciência, sem querer generalizar – porque tem muito estudo metafísico autoproclamado científico (e aí começa a se desmontar o mito da verdade) –, quando não há evidências ou provas de algum fato não se deve emitir juízo. Para a religião, ao contrário, a verdade pode ser baseada em hipóteses, lendas, mitos e, claro, na propagação histórica de uma crença.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;Antes da invenção do consumismo, era comum a humanidade se perguntar o que era, de onde viera, para onde iria. Hoje, com tanta coisa para consumir, ver, sentir, tocar, pouca gente se questiona sobre a própria existência. Os que insistem em saber recorrem à ciência ou à religião. O cientista que se preza, pelo menos até este sábado, deverá responder: “não sei, ainda não descobrimos”. O religioso, seja de qualquer igreja, dirá que fomos desenhados por algum ente superior, mesmo que não exista evidências, provas ou qualquer outro fato que pessoa embasar sua tese.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;Pensei nisso, apesar de ser apenas um início de uma conversa da qual sempre gosto, por conta da leitura do livro Breves notas, do escritor angolano Gonçalo Tavares, recém publicado no Brasil pela editora da UFSC, com apresentação de Júlia Studart. Breves notas é a união de três livros: Breves notas sobre o medo, Breves notas sobre as ligações e Breves notas sobre ciência. Nas notas sobre ciência, Gonçalo resume o que penso quando trata da verdade. Diz ele: “No absoluto nada é verdade. Cada coisa é verdade de acordo com uma certa metodologia. (...) Todas as hipóteses podem ser verdades pois podemos encontrar uma metodologia que as faça verdadeiras”. Do contrário também, ele diz mais adiante. E é isso que os que acreditam em “uma” verdade não conseguem enxergar muitas vezes: a beleza do relativismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3100431.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=15836&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 6 de novembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-690489368029150665?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/690489368029150665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=690489368029150665&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/690489368029150665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/690489368029150665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/11/beleza-do-relativismo-apesar-de.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-5844394537873776408</id><published>2010-10-30T11:39:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T11:42:15.066-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eleições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dilma'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Dilma X Serra&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Existem vários motivos para alguém escolher entre Dilma Rousseff ou  José Serra para ser a próxima presidente do País. Porém, os principais  motivos, que deveriam ser o ideológico e o programático, passam longe do  debate. Ao contrário da primeira eleição após o fim da ditadura, entre o  desconhecido Fernando Collor e o militante metalúrgico Luis Inácio, o  medo de um presidente que não vinha das elites era enorme. Daquela vez, a  direita brasileira, formada por usurpadores do patrimônio público,  orquestrou de tal maneira que derrotou o operário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que  não dá para comparar a biografia de José Serra com a de Fernando Collor,  e quem conhece um pouco da história do País sabe do que estou falando.  Mas é justamente aí que mora o perigo. Passaram-se 21 anos daquela  eleição. Uma geração inteira, que hoje já pode votar, não tem a menor  ideia da história do País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eleitor que pretende votar em José  Serra ciente de que o projeto dele é neoliberal, e pensa que a  iniciativa privada pode resolver tudo, é um eleitor consciente. Do mesmo  modo será aquele que votar em Dilma acreditando que o Estado tem  obrigações sociais, que deve investir em cultura, em educação, e que  deve distribuir melhor a renda do País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ouço declarações  de pessoas dizendo que não votam em Dilma porque ela é antipática, ou  não votam em Serra porque é feio, dá até para concordar com Pelé, quando  disse que o brasileiro não sabia votar. O que está em jogo, e só isso  importa, são dois programas bem distintos de governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O de Serra é  o do estado mínimo, o da Dilma é o do Estado comprometido com questões  que a iniciativa privada não está nem aí. Escolher qualquer um dos dois,  mas ciente disso, é justo e democrático. Escolher por questões  pessoais, ou religiosas é ignorância. Mas está aí outra coisa difícil de  fazer o povo brasileiro compreender, que graças à Constituição, o  Estado brasileiro é laico, e que quem pode ou não descriminalizar o  aborto é o congresso e não o presidente da república.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3091949.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=15801&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 30 de outubro de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-5844394537873776408?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/5844394537873776408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=5844394537873776408&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5844394537873776408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5844394537873776408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/10/dilma-x-serra-existem-varios-motivos.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-3663207698688682409</id><published>2010-10-23T08:20:00.000-07:00</published><updated>2010-10-23T08:33:17.790-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='serra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='governo lula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dilma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Para que serve o Estado?&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; line-height: 1.4; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em 2002, o promotor público Pedro Roberto Decomain e eu publicamos o livro &lt;a href="http://www.livroselivros.com.br/index.php?menu=pesquisa_detalhes&amp;amp;produtos=55227201"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Para que Serve o Estado?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (ou &lt;a href="http://www.americanas.com.br/produto/264120/livros/cienciashumanasesociais/cienciassociais/livro-para-que-serve-o-estado"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;), no qual debatemos os problemas e benefícios da existência do Estado. Trata-se de um diálogo entre um leigo e um especialista em direito tributário e eleitoral. Não chegamos a um consenso, até porque a ideia era mais perguntar, como a interrogação do título, do que responder.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Passada quase uma década, o tema ainda não está nas conversas cotidianas, mesmo tão próximo do segundo turno das eleições para presidente. Lembrei disso porque a polarização entre Dilma Rousseff e José Serra se dá justamente no papel que cada um deles pretende dar ao Estado em seus governos. Porém, pelo que tenho lido e ouvido, o motivo pelo qual cada cidadão está declarando seu voto não passa por esta pergunta. Se tal candidato é feio, se veste mal, tem olheiras, se foi preso, ou se pensa isso ou aquilo sobre questões religiosas e morais é o que está em pauta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O voto no Brasil não é dado por questões ideológicas e políticas. Se fosse, naturalmente, os 20 milhões depositados em Marina Silva no primeiro turno seriam transferidos para a candidata do PT, porque Marina foi ministra do Meio Ambiente e não esconde sua enorme admiração pelo presidente Lula. É politicamente incompreensível que ela tenha ficado em cima do muro, porque muita gente não ficou quando votou nela, eu inclusive.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas é tão bizarra a forma pela qual as pessoas votam, que ouvi mais de uma dizer que votou em Dilma no primeiro, mas agora irá com Serra. Os motivos? Qualquer um, às vezes nenhum especial, ou a alegação que a candidata não é simpática – como se fosse um concurso para miss simpatia. Por este motivo, creio que o papel do Estado prioritariamente é investir em cultura e educação, para que as escolhas futuras sejam baseadas em critérios políticos e não pessoais. E o mérito do presidente Lula foi ter, pelo menos, começado isto, depois de 500 anos de abandono.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 22px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); line-height: 1.4; "&gt;&lt;div style="text-align: right; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3083967.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=15752&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 23 de outubro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-3663207698688682409?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/3663207698688682409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=3663207698688682409&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3663207698688682409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3663207698688682409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/10/para-que-serve-o-estado-em-2002-o.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-7137973383629520162</id><published>2010-10-09T10:09:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T10:12:52.250-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tiririca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eleições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deputado'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Tiririca do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;O cidadão Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como Palhaço Tiririca, foi eleito como o deputado federal mais votado do País, com mais de um milhão de votos. No meio da semana, porém, o tribunal eleitoral de São Paulo questionou sua capacidade de ler e escrever. Quase todos os “letrados”, principalmente com manifestações nas redes sociais, acharam um absurdo a eleição do palhaço. Sim, é absurdo, mas quem menos culpa tem nesse processo é o próprio deputado eleito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro, porque foi a campanha mais honesta que eu já vi. Se fizermos uma pesquisa rápida, ainda que empírica, entre todos os candidatos, incluindo aí alguns eleitos, perguntando aos mesmos se sabem o que faz um deputado federal, será enorme o número de respostas afirmando desconhecer a tarefa. Tiririca, pelo menos, teve a honestidade de dizer que não sabia. Quem votou nele, portanto, sabia muito bem disso. E os que votaram nos candidatos que não sabem, mas não falaram nada? Honesto, também, porque disse em alto e bom tom que, se eleito, ajudaria muita gente, a começar por ele mesmo e sua família. Do mesmo jeito, quantos não pensam dessa forma, porém não falam?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seus detratores, infelizmente, são incapazes de criticar os partidos políticos, os magistrados e a elite que, por mais letrada que seja, não consegue se mobilizar para sequer propor uma reforma política que iniba esse tipo de candidatura, ou que acuse seus problemas (no caso o analfabetismo do candidato) antes das eleições, porque, se configurar mesmo o crime, pelo menos um milhão de pessoas terá, literalmente, perdido seus votos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os analfabetos políticos, muitos deles eleitos ou reeleitos, não teriam também que passar por um teste sobre seus conhecimentos políticos? E aposto que muitos seriam reprovados. Por fim, não podemos esquecer que os Estados Unidos elegeram George Bush, a Itália elegeu Silvio Berlusconi, e olhem bem alguns eleitos em Santa Catarina. Entre estes, mil vezes o palhaço original.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3068404.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=15658&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 9 de outubro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-7137973383629520162?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/7137973383629520162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=7137973383629520162&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7137973383629520162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7137973383629520162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/10/tiririca-do-brasil-o-cidadao-francisco.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-965469300540960292</id><published>2010-10-02T09:00:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T09:00:42.745-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eleições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='progresso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voto'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;No que não voto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial; font-size: 13px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Há 30 anos, quase bienalmente, saio de casa para votar. Amanhã farei o mesmo. Já militei a favor do voto nulo, até o ministro do STF, Marco Aurélio Melo, fazer uma interpretação a seu modo da lei eleitoral, afirmando que o voto nulo não vale nada mesmo, nem como protesto. O candidato será eleito, nas majoritárias, com 50% dos votos válidos mais um. Nessa conta, que julgo equivocada e antidemocrática, elege, como nas últimas eleições, um governador com bem menos de 30% dos cidadãos aptos a votar, porque as abstenções os votos em branco e os nulos alcançaram quase os mesmos 30%. É democrático, se levarmos em conta que é ideal eleger um governador por maioria? Não, claro que não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Portanto, não voto em quem sequer citou a reforma política como prioridade. Não voto em quem sequer tocou na mais alta prioridade pública, que é a cultura. Afinal, o modo como nos comportamos no trânsito, o modo como pensamos sobre religião, homossexualismo, segurança pública, transporte público, aborto, educação, tudo isso depende do quanto temos capacidade de pensar dialeticamente. E isso, meus leitores, isso é cultura. E é bem por isso que os candidatos, por conta desse círculo vicioso em não investir em cultura para que ninguém reflita, sequer tocam no assunto. E, claro, porque não têm a mínima capacidade intelectual para pensar sobre isso, porque se tivessem não se fariam campanhas tão burras, não encheriam a cidade com cartazes horríveis, não ligariam o som tão alto como se tivessem vendendo batatas, com músicas tão medíocres quanto as que ousam fazer e tocar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Não voto em quem se anuncia honesto, nem em que afirma dizer que trabalha. Oras, isso é condição &lt;i&gt;sine qua non&lt;/i&gt;, caro candidato. Não voto em quem acredita que o progresso deve vir a qualquer custo, mesmo poluindo. Não voto em quem pensa em sucatear o patrimônio público. Não voto em quem acha que administrar uma cidade é o mesmo que administrar uma empresa. Sobra bem pouco, mas a quem interessar possa, aviso publicamente que não anularei meu voto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Diário Catarinense, 2 de outubro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-965469300540960292?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/965469300540960292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=965469300540960292&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/965469300540960292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/965469300540960292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/10/no-que-nao-voto-ha-30-anos-quase.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-3362551715419049248</id><published>2010-09-25T09:10:00.001-07:00</published><updated>2010-09-25T09:13:03.946-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eleições'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="font-family: georgia; text-align: justify; font-weight: bold;" class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Reforma política urgente&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;O que mais se ouve por aí em tempos de campanha eleitoral são estas  musiquinhas infames que não dizem nada com nada e os bordões de  “segurança”, “saúde” e “educação”. Sem contar com o candidato que faz  questão de dizer que é honesto. Destes, honestamente, são os que mais  tenho medo. Nem vou reclamar mais da ausência absoluta de projetos de  políticas públicas para a cultura. O máximo que os candidatos ao governo  conseguem balbuciar quando tratam do tema é “boi de mamão e  Oktoberfest”. Quase todos acham o máximo ligar cultura à educação (isso  quando não fazem a ligação espúria com o turismo). Educação, senhores  candidatos, é um trilhão de vezes diferente, no que se refere à ações  públicas, de cultura. Se os candidatos fossem inteligentes, saberiam que  a cultura perpassa tudo, inclusive a economia, a segurança e a saúde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Mas  não dá para esperar nada dessa gente mesmo. Talvez, uma grande e ampla  reforma política seja, ao fim e ao cabo, o grande projeto que um destes  candidatos pudesse apresentar. Mas, sabemos, uma reforma real, para que  fosse eficiente mesmo, teria que mexer com privilégios deles próprios.  De qualquer modo, deixo aqui algumas sugestões de poeta, que, como diria  o Paulo Leminski, não levam perigo à meta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;1) Unificar as  eleições. Iríamos às urnas a cada quatro anos para eleger de vereador a  presidente. Evitaríamos assim essa mania feia que alguns candidatos têm  de não cumprir seu mandato até o fim, além de ser uma economia enorme ao  País. 2) Adotar o financiamento público das campanhas. 3) Adotar o  regime parlamentarista. 4) Acabar com os programas eleitorais gratuitos  de rádio e televisão (que de gratuitos não têm nada). 5) Acabar com a  obrigatoriedade do voto (o Brasil ainda é um dos poucos que adotam essa  prática antidemocrática). 6) Acabar com a imunidade parlamentar e com o  foro privilegiado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Mas a mais importante de todas as reformas  políticas seria aquela em que os tribunais eleitorais fossem ágeis  (contratar mais juízes? usar súmulas vinculantes?) porque uma das coisas  mais bizarras do sistema político é um governador ou um prefeito se  manter no cargo sob suspeita de crime, seja eleitoral, seja de  corrupção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a3052330.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=15567&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 25 de setembro de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-3362551715419049248?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/3362551715419049248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=3362551715419049248&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3362551715419049248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3362551715419049248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/09/reforma-politica-urgente-o-que-mais-se_25.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4215701928143729051</id><published>2010-09-18T07:13:00.000-07:00</published><updated>2010-09-18T07:14:27.973-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;A suspensão do juízo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;O que quer de mim o mundo com tantas evidências? Por que vivo aqui, nessa cidade de quase um milhão de habitantes, cercada de mar por todos os lados, administrada por uma gente tão incapaz, tão inferior, tão despreparada que dá pena mesmo é de quem a escolheu. De que sou feito? De que memória me alimento, se na maioria das vezes confundo o que sonhei com o que vivi, o que vivi com o que inventei e com o que pretendo viver? Por que algumas pessoas são tão próximas de mim, e por que dessa forma e não de outra?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o mistério é não haver mistério, como meu comparsa Álvaro de Campos me soprou no cérebro, me sobra olhar sem pensar, como ele mesmo fez no dia de sua mais aguda lucidez. Eu rio quando olho e não penso. Pode ser um rio de acidente geográfico, pode ser o rio da primeira pessoa do verbo rir. Eu rio quando lembro do filósofo Pirro de Elis, que não fundou o pirrismo, mas foi o primeiro sábio a pedir o silêncio, a dizer que diante de algo que não sabemos o melhor mesmo é calar. Sim, a suspensão do juízo. É isso que acontece quando olhamos um rio e ele nos suspende, como um fio, como uma baleia que não quer mais nadar, como um homem que, de um dia para o outro, decidiu fazer duas coisas no resto de sua vida: caminhar o suficiente para dar a volta no globo terrestre e amar sua mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não pense que andar a circunferência do mundo e amar sejam tarefas para qualquer um. São de igual delicadeza, ultrapassam todas as miudezas do embate tão prolixo e pobre das campanhas eleitorais. São tão superiores a qualquer juízo que não leve em conta a história recente, ou o desconhecimento da mensagem cifrada de Hermes, ou Mercúrio, como queiram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Eu não sei mais nada”, disse o homem, e partiu com sua amada – a qual conheceu dentro de uma caixa com uma carta dentro – para uma volta ao mundo, com o juízo suspenso igual a um fio, como um rio a quem se deve olhar com a reverência de quem não precisa dizer mais muita coisa.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4215701928143729051?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4215701928143729051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4215701928143729051&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4215701928143729051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4215701928143729051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/09/suspensao-do-juizo-o-que-quer-de-mim-o.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-7547171012191796850</id><published>2010-09-13T08:33:00.001-07:00</published><updated>2010-09-13T08:33:52.877-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Invariavelmente as mesmas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;Algumas questões filosóficas são irrespondíveis mesmo. Até já me conformei com isso. Muitas pessoas, diante do inexplicável, decidem tomar emprestado do além, do metafísico, algumas respostas. Principalmente às três perguntas essenciais, tão bem pintadas no Tahiti por Paul Gauguin: “O que somos? De onde viemos? Para onde vamos?”. Da minha parte, já que não consigo crer no intangível, nem no incomensurável, decidi deixar por isso mesmo, viver na ignorância, ser um agnóstico, o que dá no mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ainda tem muitas coisas que me perturbam, como, por exemplo, balas de gengibre, formigas que comem teclados de computador, pincéis feitos de rabo de cavalo, nuvens com forma de camelo, um avião antes de decolar, navios em alto mar e um trem no deserto. Também vivo me perguntando o motivo pelo qual algumas pessoas estão na minha vida. Nem é o motivo, mas o formato. Por que sempre esbarro com aquele fulano na rua, e ele me cumprimenta? Não sei seu nome, o que ele faz, de onde veio ou pra onde vai. Mas é um rosto familiar, está ali, me chamando a atenção, e não precisamos mais do que o cumprimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre achei um mistério o fato de andar numa rua cheia de gente e ter a impressão que aquela massa humana é a mesma de ontem, com os mesmos rostos, o mesmo tipo de passo, uma onda, quase em câmara lenta, que vai não sei pra onde. Também me intriga conhecer alguém e ter a impressão de que se parece com outra pessoa que conheço há mais tempo. Talvez o cérebro tenha um mecanismo que nos resguarde de surpresas faciais, por isso achamos que todo movimento humano, tirando a roupa que a moda impõe numa determinada época, é igual ao de ontem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um rosto é uma intriga. Aquela primeira ruga aparecendo no amigo, o primeiro fio de cabelo branco do fulano que conheço desde que quando tinha apenas 20 anos. O tempo e o espelho modificam os rostos, mas nunca as pessoas. Pro bem e pro mal, elas são invariavelmente as mesmas, sempre.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-7547171012191796850?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/7547171012191796850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=7547171012191796850&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7547171012191796850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7547171012191796850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/09/invariavelmente-as-mesmas-algumas.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4775723094051880002</id><published>2010-09-04T09:18:00.000-07:00</published><updated>2010-09-04T09:32:16.312-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="margin: 0px 0px 12px; padding: 0px; text-align: left; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;A morte do jornal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding: 0px; margin: 0px 0px 12px; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Nesta semana, o Jornal do Brasil, um dos veículos mais importantes da história do jornalismo brasileiro, anunciou seu fim. Ele deixou de circular em seu formato impresso, mas existirá nas páginas composta por bites e bytes da internet. Os saudosistas do papel reclamam e anunciam a morte do jornalismo como um todo, como se apenas o papel tivesse credibilidade, e como se apenas ele pudesse anunciar uma notícia. Para outra parte, uma geração mais nova, gente que nunca saiu de casa para comprar um jornal na banca, a morte do JB não faz a menor diferença, porque só lê notícia pela internet ou pela televisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito que o jornalismo “de furo” perdeu o sentido. Hoje, as redes sociais, e principalmente o Twitter, são os veículos de comunicação do que podemos chamar de “notícia fresca”. Expertos foram os jornais que encheram seus papeis de opinião. Se a tevê e a Internet davam o furo antes do impresso, sobrava ao jornal publicar a opinião para comentar o furo. E foi isso que aconteceu durante, talvez, os últimos 10 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que os formadores de opinião começaram a ficar independentes e a ter seus próprios blogues. Mais uma vez, o que salvou os jornais foi mantê-los, ainda que independentes, sobre as asas de seus próprios portais na rede. Mas não é todo mundo que entrou nessa. Para estes, talvez só reste mesmo a transformação, sair totalmente, como fez o JB, do velho e bom papel para o impalpável da internet.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos, porém, ainda pensam que a internet não tem credibilidade suficiente. Mas basta pesquisar na história e ver quanta barrigada o jornalismo também produziu. A diferença é que a internet não tem dono. Qualquer um pode escrever o que bem entender. E se nela tem do ruim e do bom, é apenas um espelho da sociedade. O que teremos que ter no futuro é bons leitores, para filtrar com inteligência o crível do não crível. E talvez tenha sobrado ao jornal impresso não mais o papel de noticiar, mas o de educar, e deixar a notícia para quem é mais rápido que a prensa.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4775723094051880002?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4775723094051880002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4775723094051880002&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4775723094051880002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4775723094051880002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/09/morte-do-jornal-nesta-semana-o-jornal.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-8722748192104969262</id><published>2010-08-23T19:20:00.000-07:00</published><updated>2010-08-23T19:23:46.024-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;DEMOCRACIA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    As ditaduras não precisam de reflexão quando instaladas. Basta um maluco qualquer dizer o que deve ser feito com o dinheiro que é de todos, uma elite aceitar e um povo calar-se (sob pena de de ser torturado, morto ou expulso). O mais repugnante das ditaduras é a aceitação dela, porque ainda é absurdo que alguém, em sã consciência, consiga viver sob o jugo de um déspota, ou de um grupo deles.   &lt;br /&gt;    Já a democracia precisa o tempo todo de cuidados, precisa ser repensada todos os dias, tem que estar antenada com as mudanças sociais e de comportamento. As ditaduras odeiam mudanças, porque pra mudar tem que pensar, aceitar a diferença, ter paciência para ouvir também as minorias e reservar um espaço a elas. Ditadores odeiam pessoas que pensam.&lt;br /&gt;    Um dos modos mais fáceis de instalar uma ditadura é manter uma nação na ignorância e, é claro, rejeitar suas manifestações sociais, impedir seus avanços, não respeitar as minorias. O outro modo é a força. A ditadura militar quando instalou-se no Brasil, primeiro exilou seus pensadores, depois queimou livros, e, por último, torturou e matou os que pensavam diferente.&lt;br /&gt;    A democracia brasileira é muito recente. E se olharmos em volta, estamos cercados de prefeitos, governadores e deputados que apoiaram o golpe militar e a ditadura. Muitos partidos, apesar de terem mudado de nome, sustentaram o regime autoritário.&lt;br /&gt;    Mas o grande barato da democracia é sua imensa bondade intrínseca (coisa que ditadores são incapazes de compreender), porque na democracia até os malucos (incluindo ditadores) têm seu direito a voz e voto. Democracia é dar ouvido também aos imbecis. Isso não seria tão ruim e assustador se tivéssemos eleitores com formação histórica e cultural suficientes apenas para rir destas candidaturas. Infelizmente, não é bem assim.  Daí, que é preciso estar atento, olhar para a história recente, para que não tenhamos que dizer mais uma vez, depois das eleições, que cada povo tem o governo que merece.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-8722748192104969262?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/8722748192104969262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=8722748192104969262&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8722748192104969262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8722748192104969262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/08/democracia-as-ditaduras-nao-precisam-de.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-7000403551902598552</id><published>2010-08-14T09:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-14T09:25:55.076-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Pelo fim da produtividade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;Mas palavra feia mesmo é produtividade. Sempre que um economista fala em “crescimento” eu coloco as mãos nos bolsos. Não, não é metáfora de descansar e assistir a banda passar, mas para ver se os minguados centavos que carrego cresceram mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse papinho aí de economia é mais metafísico que qualquer novela de reencarnação. O fato de o produto interno bruto (ainda que eu nunca tenha visto um “produtointernobrutômetro” na vida) aumentar ou reduzir é muito café pequeno para a conversa que todo político esquece na hora de prever o crescimento ou medir a tal “produtividade”, que é a distribuição dessa renda toda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que essa turma não fala que crescer demais também tem suas mazelas? Aliás, quer saber, tem muito mais danos que lucros. Estamos tão acostumados com a cultura protestante, aqui no sul principalmente, e a do colono trabalhador católico, que nem vive de tanto trabalhar, baseada na moral escravocrata do trabalho, que nem nos damos contas que já está mais do que na hora de parar de crescer e distribuir de vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia de que devemos consumir para crescer é o que está nos matando. Há tempos morreu o Homo Sapiens, e no lugar dele nasceu o Homo Shopins. Portanto, chega, não queiram me vender mais nada, parem com essa mania insana de achar que preciso de coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu aparelho celular faz e recebe chamada e está bom assim. Meu carro tem onze anos de idade e chega em qualquer lugar que uma Ferrari também chega. Minhas roupas estão puídas mas ainda me protegem do frio. Portanto, economistas, políticos, publicitários, trabalhadores do meu Brasil varonil, eu quero apenas pegar um sol, tomar meu mate, namorar e ler um livro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isto está bem bom. E por favor, distribuam essa riqueza enorme que tem por aí, porque vocês não podem levar pra baixo da terra quando a indesejada das gentes chegar.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-7000403551902598552?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/7000403551902598552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=7000403551902598552&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7000403551902598552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7000403551902598552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/08/pelo-fim-da-produtividade-mas-palavra.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-8995859608403965304</id><published>2010-08-07T09:43:00.000-07:00</published><updated>2010-08-14T10:27:28.259-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TGbRbQYwS2I/AAAAAAAAAxk/aGu-0zEtJOU/s1600/budanit.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: left;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 250px; height: 320px; " src="http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TGbRbQYwS2I/AAAAAAAAAxk/aGu-0zEtJOU/s320/budanit.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505317860692478818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;&lt;b&gt;Colaboração do leitor&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-weight: bold; white-space: nowrap; -webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;Antonio Paulo D'Aquino Noronha, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; font-size: x-small; border-collapse: collapse; font-weight: bold; white-space: nowrap; -webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;que foi ver como seria o Joaquim, na mistura de Buda com Nietzsche.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;JOAQUIM&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outro dia um amigo disse que existem dois tipos de pessoas,  basicamente. Sim, o basicamente foi apenas para minimizar o absolutismo  da tese. Um, segundo ele, correspondente a 90% da população (e fico  pensando no quanto é fácil “percentuar” as questões no chutômetro) é  aquele que tem fobia aos diferentes, logo, ele mesmo não pode ser  diferente. Tipo camaleão. Se tivesse que viver entre esquimós,  aprenderia rapidinho a ser um deles. Se fosse teletransportado pra lua,  seria uma rocha pro resto da vida. Aliás, disse o amigo, a maioria das  pessoas é como rocha. Não é capaz de mudar de opinião mesmo diante de um  argumento irrefutável. Para estes, os seres-rochas, disse o amigo,  todas as discussões acabam facilmente com duas frases. A primeira: “Ah,  Deus quis assim”. A segunda: “Isso aí é só retórica”. “Tudo é só  retórica, tudo é só linguagem. Somos seres de linguagem. O assassino não  usa revólver, mas a linguagem. Mata quando não tem mais o que dizer,  quando cansa do verbo. O medo se instaura quando não há mais linguagem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  acabou de falar, o amigo (tá bom, vamos chamá-lo de Joaquim) deu a mão e  disse tchau. Mas ficou um instante ainda, como se quisesse dizer mais  alguma coisa, mas que já havia dito tudo. Dizer tudo é o mesmo que dizer  nada, ele disse ainda, como se tivesse lido meu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim  é o último livre-pensador que conheço. Vaga por aí pensando e dizendo,  nessa ordem, coisas que ninguém mais ousa, de tão atrofiados que estão  pela falta de transcendência, como diz outro amigo. Nem falo de uma  transcendência metafísica, apesar do termo não me dar outra opção.  Joaquim fará muita falta quando encher a paciência de tanta palavra que  não diz nada, de tanta imagem mal editada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Joaquim custa a se  despedir. Ele tem tanto pra dizer, por isso, volta várias vezes, me dá a  mão depois de uma frase que ele diz com orgulho. Mas ontem ele saiu  mudo. Está acontecendo alguma coisa com o Joaquim. Talvez esteja  transcendendo de verdade, virando um misto de Nietzsche com Buda, bem a  cara do Joaquim.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-8995859608403965304?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/8995859608403965304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=8995859608403965304&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8995859608403965304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8995859608403965304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/08/joaquim-outro-dia-um-amigo-disse-que.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/TGbRbQYwS2I/AAAAAAAAAxk/aGu-0zEtJOU/s72-c/budanit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4979659170108165038</id><published>2010-07-31T08:18:00.001-07:00</published><updated>2010-07-31T08:36:10.824-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c"  style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left;  color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; font-family:Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;Refletir ainda é perigoso&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:georgia;"&gt;Estou lendo – não sem algum atraso – porque foi publicado no começo dos anos de 1980, a autobiografia de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luis_Bu%C3%B1uel"&gt;Luis Buñuel&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;Meu último suspiro&lt;/i&gt;, um dos cineastas mais geniais e transgressores que o século passado já viu. Revi, por conta da leitura, e estão na íntegra na internet, &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mwee-xe7xVc&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=6F08D56C47F6E847&amp;amp;playnext=1&amp;amp;index=16"&gt;O cão andaluz&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; e a &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NHZyIx3oNZk"&gt;Idade do ouro&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Uma das cenas mais tocantes e grandiosas deste último é um plano fixo de alguns cardeais da Igreja Católica (instituição odiada por Buñuel e grande parte dos surrealistas) rezando à beira de um precipício e transformados em esqueletos. Isso ainda nos anos 1920.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que mais me fez pensar, tanto relendo a livro quanto revendo o filme, passados quase 90 anos, foi o quanto ignoramos todo esse pensamento contra o medievalismo irracional das religiões, do modelo de estado conservador, do quanto se guarda ainda como sendo dadivosa a moral escravagista do trabalho, o culto ao consumo, e, o pior de tudo, a um conservadorismo que me dá medo, porque ainda está no ar um ideal explosivo contra a liberdade, como o próprio Buñuel refletiu no seu também genial &lt;i&gt;O fantasma da liberdade&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunto-me, depois de tanto livro escrito contra a barbárie, onde foi parar esse ideário? Por que ainda tem gente que acredita que uma ditadura é melhor que a liberdade de expressão? Por que ainda existem pessoas que desejam tanto a pena de morte? Por que ainda há os que se importam tanto com o que o outro pensa ou diz, principalmente quando é contrário à sua crença irracional?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez essa insensatez tenha uma presença tão assustadora justamente porque a maioria nunca viu um filme de Buñuel. Talvez explique também o motivo pelo qual prefeitos e governadores retrógrados, sustentados por eleitores iguais, odeiem tanto a palavra cultura, porque esta faz pensar.  E refletir, ao contrário do que possamos imaginar, ainda é perigoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Publicado originalmente no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2989103.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=15198&amp;amp;section=1315"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Diário Catarinense&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;, 31 de julho de 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4979659170108165038?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4979659170108165038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4979659170108165038&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4979659170108165038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4979659170108165038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/07/refletir-ainda-e-perigoso-estou-lendo_31.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-6626135567378637414</id><published>2010-07-24T12:03:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T12:08:37.415-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="font-weight: normal;" class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Presente sem licitação?&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sinceramente, não sei o que fere mais o sentido de democracia, se a  corrupção generalizada, ou se a frase da arquiteta Cristina Maria da  Silveira Piazza, ao dizer que “quando é presente para a cidade não  precisa de licitação”. Sim, ela disse isso, depois de ter sido exonerada  (não sem tempo, pois desde o ano passado os funcionários do Ipuf já  reclamavam do escândalo) por estar em duas pontas de um processo de  restauro do casarão da Câmara e Cadeia do Município. Uma como  funcionária pública, outra como membro da Ong responsável pelo restauro,  que levaria 10% dos R$ 25 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, pensando bem, é bastante  comum, em Santa Catarina, esse tipo de comportamento. Há algum tempo,  um sobrinho de um secretário do Estado também levou pouco mais de um  milhão de reais para fazer um filme sem precisar participar de um edital  público, como todos os outros produtores fazem anualmente. Será que ele  levou a grana só porque era sobrinho do secretário? Será que a  arquiteta também está nas duas pontas do processo só porque é sobrinha  do ex-governador Luiz Henrique da Silveira? O leitor acha mesmo que é  perseguição política denunciar esse real nepotismo? E nunca é demais  lembrar que os dois casos levam literalmente ao nepotismo, já que  “nepto” significa, em latim, sobrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer democracia  decente, na qual população e poder público têm real consciência do que  cada um tem de direito e dever, em hipótese alguma alguém deveria ocupar  um cargo público, ainda mais comissionado, por ser parente do  funcionário eleito. Mas aqui, na Santa e Brega Catarina, Estado onde  habita uma das elites mais daninhas do País, isso pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só espero  que o contrato seja anulado (isso, sim, um grande presente para a  cidade) e seja designada uma equipe de técnicos, de preferência sem  ligação política partidária com o governo, para que uma nova licitação  seja feita. Aí sim a cidade será presenteada, mas de forma legal e  ética.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-6626135567378637414?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/6626135567378637414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=6626135567378637414&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6626135567378637414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6626135567378637414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/07/presente-sem-licitacao-sinceramente-nao.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-5954236788810625299</id><published>2010-07-17T10:10:00.001-07:00</published><updated>2010-07-17T10:18:05.261-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='herança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='casamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='distribuição de renda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c"  style="margin: 0px 0px 12px; padding: 0px; text-align: left; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal;font-family:Georgia,'Times New Roman',Times,serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;Proposições para um debate&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p size="13px" style="line-height: 1.4; padding: 0px; margin: 0px 0px 12px; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;1) Acho estranho &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a priori &lt;/span&gt;qualquer tipo de casamento, porque ninguém tem que dar satisfação de sua vida amorosa, nem à igreja nem ao estado. Logo, independentemente se o casal é ou não homossexual, não seria a proposta nascida de uma discussão que nunca existiu antes, que seria a ideia pública de casamento?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) O argumento da união, pelo menos civil, entre pessoas do mesmo sexo de que o casamento universal concede direitos ao cônjuge também precisa de um debate &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a priori&lt;/span&gt;, que é o direito de herança. Para isso, existem há muito tempo os contratos, nos quais qualquer pessoa, de qualquer sexo, podem fazer qualquer tipo de acordo público sobre o destino de seus bens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3) O direito de herança é uma das grandes pragas de uma sociedade. No resumo, premiam-se herdeiros com grandes fortunas apenas por serem filhos ou parentes. Toda herança não poderia ser pública? Incluiria ainda o direito autoral, pois, afinal, quem mal ganha com sua obra é o artista, não seus herdeiros. Aliás, uma parcela enorme de herdeiros mais atrapalha a divulgação da obra de seus ascendentes do que ajuda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4) Pode parecer absurdo, mas uma parcela razoável e bem desinformada da população, que acredita ainda na revista Veja, critica os programas de distribuição de renda do atual governo federal. Mas não consegue enxergar que existe um grande programa de concentração de renda na mão de poucos, baseados no modelo arcaico de herança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5) Falo da enorme fortuna que o estado paga, ou seja, que nós pagamos mensalmente, para viúvas de desembargadores, filhas de militares, governadores, ministros e toda sorte de sugadores de dinheiro público que nada fizeram para o país, a não ser suportar seus discursos medíocres. Mas quem se indigna contra essa enorme bolsa família, que nem mesmo para movimentar a economia do país serve, porque é concentradora de renda e gasta, geralmente, em outros países?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2973659.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=15101&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 17 de julho de 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-5954236788810625299?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/5954236788810625299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=5954236788810625299&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5954236788810625299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5954236788810625299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/07/proposicoes-para-um-debate-1-acho.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-5376385790605696440</id><published>2010-07-03T09:19:00.000-07:00</published><updated>2010-07-03T09:22:31.822-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='namorada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='caetano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='wittgenstein'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felicidade'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Tanta gente, tão pouco tempo&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial; font-size: 13px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Não lembro exatamente quando nem onde e nem quem escreveu (coisa que nem deveria dizer, vão falar por aí), li uma frase que até hoje me persegue: “tanta gente, tão pouco tempo”. E isso aconteceu quando a população era, no mínimo, metade da de hoje, numa cidade provinciana e que sequer pensava no significado futuro da expressão “explosão demográfica”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;A frase me tomava de susto, e ainda toma, porque a ideia de felicidade não parecia estanque. Quer dizer, eu nunca seria feliz totalmente. No máximo, seria feliz momentaneamente, porque era impossível abraçar o mundo, conhecer todas as cidades, amar todas as pessoas, entrar em cada edifício que eu julgasse merecedor de uma visita, ler todos os livros, compreender todas as línguas, enfim, meu “eu” cabia num espaço reduzido de desejo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;A opção menos cruel, disso me lembro, era não ser assim tão grandiloquente nos desejos, até porque, recordo de ter sido muitas vezes bem feliz apenas sentindo o sol na pele. A outra decisão, talvez apenas de aparência sensata, seria sempre (sim, e reitero, sempre) querer apenas o que poderia me pertencer, e isto incluía recusar a todo custo o que se convenciona chamar de “desejo coletivo”. Algo que está no ar, que é fabricado, que há tempo deixou de ser humano no que se refere ao desejo pelo acúmulo, porque penso que não é da natureza humana acumular, ainda que essa mesma fábrica de alucinação coletiva indique o contrário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Se eu fosse Ludwig Wittgenstein e escrevesse um tratado lógico filosófico talvez tivesse imitado Caetano Veloso, quando cantou: “Onde queres dinheiro sou paixão”. Mas o feito, o tecido, o cozido no caldeirão insuspeitado da crença nas pátrias, nas religiões, nas associações de ajuda mútua, nas altas cortes, essa gosma não me pertence, essa meleca não quero pra mim, por mais que abarque tanta gente e tantos outros “quereres”. Ainda me basto com uma grama verde, o sol na pele, e minha mão no ventre da namorada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2959054.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=15014&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 3 de julho de 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-5376385790605696440?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/5376385790605696440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=5376385790605696440&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5376385790605696440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5376385790605696440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/07/tanta-gente-tao-pouco-tempo-nao-lembro.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2741088224717581685</id><published>2010-06-26T09:30:00.000-07:00</published><updated>2010-06-26T09:42:21.876-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='partidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='santa catarina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Alianças de araque&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial; font-size: 13px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;A ideia de partido político é muito mais interessante do que o quadro que temos hoje, principalmente no Brasil. O propósito – pelo menos como se iniciou na Grécia e em Roma, e que depois das revoluções Industrial e Francesa se firmou como instituição – era agrupar pessoas com um mesmo ideal político, ou para seguir um determinado líder. No Brasil, muitos líderes ainda se acham donos dos partidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Nos Estados Unidos, único país onde o presidencialismo faz sentido, por causa do projeto de nação ser profundamente aceito pela maioria, existe apenas duas agremiações com um número de filiados suficiente para decidir uma eleição. Ainda assim, qualquer cidadão pode ser candidato a cargo público eletivo. No Brasil são 27 partidos registrados, e ainda mais o mesmo número em processo de legalização. Mas ao contrário dos Estados Unidos, a lei não permite candidaturas independentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Para se ter uma ideia da discrepância da democracia brasileira, apenas pouco mais de 2% da população é filiada a algum destes partidos. E é um engano enorme acreditar que tenham uma bandeira a defender a mais do que a manutenção do poder. E para tanto, os supostamente de esquerda aceitam como vice um supostamente de direita sem a menor cerimônia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;A lei eleitoral é tão esdrúxula, que no Estado de São Paulo, por exemplo, numa das eleições para deputado federal, um candidato foi eleito por apenas 26 votos, enquanto outros, que obtiveram mais de 50 mil votos, não o foram. Sinal de que vagueamos numa enorme e perigosa ignorância política, que se transforma cotidianamente em uma democracia fragilíssima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Na Santa e Brega Catarina, os partidos demonstram todos os dias que não fogem à regra, porque buscam alianças não importa com quem, desde que se mantenham no poder ou o alcancem. Programas, ideias, projetos, debates sobre a real política pública, disso ninguém fala. Nem os partidos, nem, infelizmente, os eleitores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2950039.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=14971&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 26 de junho de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2741088224717581685?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2741088224717581685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2741088224717581685&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2741088224717581685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2741088224717581685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/06/aliancas-de-araque-ideia-de-partido.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-8766419619169472579</id><published>2010-06-12T09:02:00.000-07:00</published><updated>2010-06-12T09:19:38.008-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c"  style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left;  color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; font-family:Georgia, 'Times New Roman', Times, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;Torcer pelo Brasil&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial; font-size: 13px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começou ontem mais uma Copa do Mundo. Sim, eu torço pelo Brasil, do mesmo modo como torço pelo planeta inteiro. Torço para que não exista mais um único faminto, um único assassinado, um único doente por falta de grana, para que todo mundo possa saber ler e, mais importante, saiba compreender o que lê. Torço para que os governantes de todos os países sejam menos babacas, e para que as grandes corporações comecem a pensar que, afinal, se elas querem continuar a ser grandes precisam de pessoas saudáveis, instruídas e com grana no bolso. Mas não é o que acontece, infelizmente, apesar da minha torcida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não torço apenas pelo fim da miséria crônica, seja de alimento, seja de conhecimento, da maioria dos países, porque é um engano acreditar que a miséria é privilégio dos países pobres. Todos viram o tanto de miseráveis que moravam na Georgia quando o furacão Katrina passou por lá. Têm miseráveis em Paris, em Barcelona e em Nova York.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha torcida é universal, e minha lógica me faz torcer pelo que me dá prazer. Por ter sido um guri bem magro e fraco, nunca torci para os fortes. Até porque os fortes não gostam de pessoas inteligentes, até porque, desgraçadamente, de nada adianta palavra contra um revólver, de nada adianta argumento diante da força. Torço, portanto, pelo belo, como no poema da poetisa &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Safo"&gt;Safo&lt;/a&gt;: “Quem é belo / é belo aos olhos – e basta. / Mas quem é bom / é subitamente belo”, e pelo bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro dessa lógica, confesso, bastante idiossincrática, não vou torcer pela seleção brasileira, porque seu técnico não privilegiou o belo e o bom, mas o forte e o feio. Vou torcer pela seleção que jogar o futebol mais bonito, ainda que seja perdedora, como já aconteceu tantas vezes, em tantos campeonatos, em tantas copas do mundo. O futebol, nesse caso, é quase igual a tudo na vida. Mas continuarei torcendo pelo Brasil, para que sua população torça para um país mais letrado, justo e alimentado, do mesmo modo como torce pela sua seleção de futebol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Publicado também no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2933916.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=14877&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense,&lt;/a&gt; 12 de junho de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-8766419619169472579?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/8766419619169472579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=8766419619169472579&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8766419619169472579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8766419619169472579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/06/torcer-pelo-brasil-comecou-ontem-mais.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2846357006409415782</id><published>2010-06-05T10:55:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T10:58:08.777-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;Direitos de ir e vir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial; font-size: 13px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É quase inacreditável que o aparato policial, cujo mandatário é o governador do Estado (o mesmo que só não pode ser processado, apesar de todas as gravações explícitas que o incriminam, apenas porque o ex-governador deixou de bandeja o cargo pra ele), ainda continua usando quase todo seu contingente para prender e bater em estudantes. Enquanto isso, casas são arrombadas, pessoas são assassinadas, automóveis são roubados, sem que toda essa “inteligência” militar possa conter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa ideia de que o governo, usando ilegítima e ostensivamente a polícia para proteger não um patrimônio público, mas privado, que são as empresas de ônibus, é balela. A questão em jogo não é o direito de ir e vir do cidadão que usa automóvel, que é minoria, mas a do que não usa, que é maioria. O fato de a Ilha de Nossa Senhora dos Aterros ter o pior sistema de transporte e o mais caro inviabiliza, na verdade, o direito de ir e vir da maioria que usa o sistema. E o modo que essa maioria escolheu para protestar contra essa barbaridade é fazer passeata, porque usando de argumentos mais que sólidos e razoáveis parece que não funciona.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O debate que o Diário Catarinense promoveu com o vice-prefeito, João Batista Nunes, e com um dos manifestantes, Diógenes Moura Breda, mostrou quem tem mais argumentos e inteligência. O vice-prefeito, ao negar que a proposta de municipalização não será aceita porque não deu certo em outras cidades só não é mais infeliz do que a de ele mesmo mandar pra “sua cidade” aqueles que não gostam do sistema de transporte. Também não é verdadeira a informação de que não deu certo. Existem experiências bem interessantes em Fortaleza, e até mesmo a gestão de Erundina, em São Paulo, que, se “não deu certo”, como diz o vice-prefeito, não foi pela ideia em si, mas pela falta de fiscalização e pelos vícios políticos e administrativos das gestões posteriores. Mas isso é fácil de corrigir. Além do mais, a gestão do atual prefeito também não deu certo (principalmente porque não fez nada pelo direito à mobilidade, e ainda atrapalha) mas nem por isso vamos propor sua privatização.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2926627.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=14827&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 5 de junho de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2846357006409415782?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2846357006409415782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2846357006409415782&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2846357006409415782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2846357006409415782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/06/direitos-de-ir-e-vir-e-quase.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-8777863115692099179</id><published>2010-05-29T09:18:00.000-07:00</published><updated>2010-05-29T09:19:04.350-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;QUEM NÃO PULA QUER TARIFA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acompanhei de perto pelo menos uma das inúmeras manifestações que estudantes estão fazendo, desde que os preços das passagens aumentaram na Ilha. A primeira impressão que tive, claro, foi lembrar-me das tantas passeatas que participei quando era estudante. A segunda foi pensar no motivo pelo qual apenas estudantes estavam na passeata. A terceira foi perceber que tem muito, mas muito mesmo, policial na Ilha. Ao contrário da sensação de segurança que seria normal ter diante de tantos homens e mulheres armados, tive foi é muito medo. Ôpa, alguma coisa aqui está errada, porque se eu pago bastante imposto para ter segurança, e quando me deparo com a sua represetnação fico com medo, é sinal de que a ordem das coisas está mudando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade – volto às leituras de Michel Foucault e Max Weber, dos que me lembro agora –, não há nenhuma novidade nisso. Só mesmo um incauto não entenderia que o aparato policial, ideologicamente, não foi criado para dar segurança aos que o sustentam, mas, pelo contrário, para dar segurança ao próprio Estado, principalmente contra aqueles que o contestam. Se a polícia existisse mesmo para nos dar segurança ela daria, estaria nas ruas, teria postos policiais em cada esquina de cada bairro (e não é mais desculpa dizer que não tem contingente, porque eu vi), mas não tem. Ela aparece apenas quando o Estado sente-se ameaçado, quando o Estado não tem mais inteligência para argumentar, e quando ele nos rouba, seja em tarifaços, seja ajudando empresas amigas, seja superfaturando obras, seja, enfim, nos sacaneando nas multas de trânsito ou nos altos salários dos políticos e cargos comissionados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais de quatro mil pessoas gritavam “quem não pula quer tarifa”, pedindo para que a população (afinal, só estudante pega ônibus?) descesse dos prédios e engrossasse a passeata. Mas adultos são medrosos, preferem ser vilipendiados pelo Estado a dar a cara numa passeata, prefere ficar em casa assistindo novela a não reclamar da falta de policiais quando mais precisa, porque quando seu carro é roubado, quando sua casa é roubada, quando matam seu parente, ainda colocam a culpa no ladrão. Mas os ladrões de verdade estão protegidos pela lei que eles mesmos criaram e ainda têm a polícia para protegê-los de nós, cujo pecado, aos olhos do Estado, é apenas querer uma cidade um pouquinho melhor e mais humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-8777863115692099179?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/8777863115692099179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=8777863115692099179&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8777863115692099179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8777863115692099179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/05/quem-nao-pula-quer-tarifa-acompanhei-de.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-5546926406401711727</id><published>2010-05-22T09:25:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T09:47:29.501-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/S_gIFfMNmAI/AAAAAAAAAw4/0H7mjMyMar8/s1600/cartaz.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 238px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/S_gIFfMNmAI/AAAAAAAAAw4/0H7mjMyMar8/s320/cartaz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474134237433927682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto de cena da peça &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prenome Fausto&lt;/span&gt;, montada no começo dos anos 90, escrita por mim e dirigida por Nando Moraes. Sylvio Montavani, à direita, é Fausto, e Édio Nunes, à esquerda, é a Barbárie. Naquela época, Fausto vence o embate. Se alguém quiser encenar hoje, autorizo apenas com a condição de que a Barbárie vença, para, quem sabe, reinventar o teatro naturalista. A foto é de Renato Gama.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(102, 102, 102); font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;font-family:'Trebuchet MS',Verdana,Arial;font-size:13px;"  &gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="margin: 0px 0px 12px; padding: 0px; text-align: left; font-family: Georgia,'Times New Roman',Times,serif; font-size: 22px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="margin: 0px 0px 12px; padding: 0px; text-align: left; font-family: Georgia,'Times New Roman',Times,serif; font-size: 22px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal;"&gt;Cultura e barbárie&lt;/h2&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(102, 102, 102); font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;font-family:'Trebuchet MS',Verdana,Arial;font-size:13px;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É cada vez mais tênue, ou talvez tenha sempre sido, o fio que separa o pacifismo da barbárie. Desde a forma como o Estado lida com seus cidadãos (onde a violência é presente, seja na tortura explícita, seja na sua ausência) até na relação quase sempre desconfiada, mais prosaica, com o vizinho, a violência é uma condição humana. O que a contém é um “tipo” de cultura, que, na falta de um nome melhor por enquanto, chamamos de “cultura da paz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(102, 102, 102); font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;font-family:'Trebuchet MS',Verdana,Arial;font-size:13px;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cultura não é apenas um tipo de ação, não é o cara que faz teatro ou literatura. Isso é manifestação artística, ainda que também seja cultura. Quando defendo quase de forma quixotesca que a principal ação de um Estado (e por isso é essencial uma pasta que cuide exclusivamente desse assunto) tem que se dar no âmbito da cultura, significa que é todo o resto é cultura. A forma como o Estado trata a saúde pública, e de como o cidadão não consegue cobrar do Estado uma ação minimamente eficiente nessa área, tem a ver, antes de mais nada, com a cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não existem políticas públicas para a educação, por exemplo – nem o cidadão cobra, nem o Estado faz questão de ter – em poucos anos, desde que a Ditadura Militar acabou com o País, impondo políticas de idiotização da população, temos uma geração incapaz sequer de compreender a diferença entre estado e governo. E isso é um tipo de violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um abismo que se abre, e ele é cada vez maior, quando tanto Estado quanto população compreende “cultura” somo se fosse perfumaria. Essa incompreensão conceitual é o caminho mais fácil para a barbárie, que talvez seja, no fundo, o que todos queiram. Talvez a barbárie seja uma parte da essência humana, a qual, poucas pessoas, lutam contra ela. É como se fosse um furacão empurrando uma porta, muito maior que nossa capacidade física tem de segurá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A barbárie sempre esteve (e está) bem próxima. Instalada, cada vez mais, nos gabinetes dos governos, nos tribunais, na mídia, na escola, no trânsito, é uma enorme, crescente, e cada vez mais assustadora onda, cuja educação e a arte, infelizmente, não conseguiram, e talvez nunca consigam, barrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://www.diario.com.br"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 22 de maio de 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(102, 102, 102); font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;font-family:'Trebuchet MS',Verdana,Arial;font-size:13px;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-5546926406401711727?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/5546926406401711727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=5546926406401711727&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5546926406401711727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5546926406401711727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/05/cultura-e-barbarie-e-cada-vez-mais.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/S_gIFfMNmAI/AAAAAAAAAw4/0H7mjMyMar8/s72-c/cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-496597795425134075</id><published>2010-05-15T10:05:00.001-07:00</published><updated>2010-05-15T10:06:50.413-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS', Verdana, Arial; font-size: 13px; "&gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;O que é público no transporte?&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;Na Ilha de Nossa Senhora dos Aterros não existe transporte público, porque o modo como funciona não se dá com o propósito do bem público, mas sim do privado. Portanto, o tal Sistema Desintegrado de Transporte é bem burro, porque as pessoas (e vamos parar de chamá-las de usuários), hoje, levam mais tempo para se locomover de um ponto a outro do que antes da sua criação e o do inchaço urbano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que a população – inclusive a que acredita que o automóvel resolve todos os problemas de locomação – e o poder público têm que pensar é que esse grave problema urbano só será resolvido quando se levar a sério a ideia de que transporte para ser público não pode ser privado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lógica do privado é uma só: dar lucro. Mas não é lucro para a comunidade, para o público, mas sim para o empresário, para o privado. E se o empresário se lixar para o caso de ter que colocar mais ônibus pra sanar os problemas e ajudar as pessoas a ir com mais tranquilidade de um lugar pra outro? Na lógica do público, a ideia de lucro não passa pela grana, mas por inúmeros outros fatores fundamentais pra vida em comunidade, que é ar menos poluído, menos violência no trânsito, menos tempo de locomoção, menos acidentes, mais sociabilidade, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lucro do transporte público tem que ser social, não econômico. Sendo assim, ele não pode ser privado, mas público de verdade. E como se daria isso? Simples, todos, mesmo os que andam aparentemente tranquilos nos seus automóveis – achando que não sofrem com o péssimo sistema – deve arcar com o transporte público. Ele não daria lucro, no sentido mais ortodoxo, mas faria um bem enorme para todo mundo, inclusive os que não abrem mão do suposto conforto do automóvel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que não dá é para suportar uma das tarifas mais caras do País, ou esse caos cada vez maior no trânsito e ainda chamar isso de transporte público. O subsídio faria um bem enorme, porque se o sistema funcionasse, se ninguém precisasse ficar mais do que cinco minutos aguardando um ônibus, muito mais gente usaria o transporte coletivo, teria menos automóveis nas ruas, menos estresse e menos violência. Quer lucro maior do que esse?&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-496597795425134075?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/496597795425134075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=496597795425134075&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/496597795425134075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/496597795425134075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/05/o-que-e-publico-no-transporte-na-ilha.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-3859008483590940561</id><published>2010-05-08T08:24:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T08:29:57.718-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102);font-family:'Trebuchet MS',Verdana,Arial;font-size:13px;"  &gt;&lt;h2 class="tipo-c"  style="margin: 0px 0px 12px; padding: 0px; text-align: left; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal;font-size:22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Fora, pavão&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 class="tipo-c"  style="text-align: justify; margin: 0px 0px 12px; padding: 0px; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal;font-size:22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); line-height: 18px;font-size:13px;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;O pavão é um bicho esquisito. Quero dizer, é feio mesmo. Não entendo por qual motivo alguém resolveu criar o adjetivo “pavonear” para falar de pessoas que gostam de aparecer. Para parecer um pavão? Sei não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding: 0px; margin: 0px 0px 12px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Mas conta uma das fábulas de Estopo (sic), um filósofo latão (sim, destes que vivem na lata de lixo, como viveu Diógenes, o cínico), que o pavão queria ser o rei da floresta. Mas como não tinha porte de leão – o rei forjado a urros, garras e dentes –, teve que fazer uma aliança. Seus aliados (os do pavão, é claro) concordaram que ele fosse coadjuvante de um reinado estranho, porque multifacetado, cuja única plataforma era criar cargos públicos em regiões afastadas do centro do reino, e, assim, além de empregar amigos, gastar uma grana federal do reino. Consta que toda grana que o reino arrecadava deveria ser usada para melhorar a educação, a saúde, a segurança pública, a cultura e a infraestrutura pública dos outros animais que pagavam impostos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Porém, o rei não sabia o que era política pública. Ele era apenas um agregador astuto, mais raposa do que leão até. De cultura, nada entendia. Mesmo com toda a bicharada saindo em passeata, pedindo fundos, editais, transparências, o leão nunca quis ouvir esses bichos. O rei era tão iletrado, que achava que cultura, turismo e esporte eram a mesma coisa. Mas qualquer um, até o ingênuo coelho, sabe que uma coisa nada tem a ver com a outra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Depois de muito tempo no poder, o rei quis fazer outra coisa na vida, outro cargo público, talvez. E é claro, o plano do pavão deu certo. De vice-rei, virou rei. O rei pavão I. Acontece que antes desse fato, O Diário da Selva publicou gravações nas quais o pavão, apesar de não ser macaco, foi pego com a boca na botija, recebendo uma grana para safar uma empresa privada de um processo público. Mas tem uma lei bem esquisita no reino, que proíbe que o próprio rei seja processado. Nem juízes corujas, nem os outros animais que pagam impostos, se importaram com isso. Se eu fosse um fabulista daquela época, ao invés da palavra fim, escreveria em letras grandes, apesar de parecer um ato bastante solitário num reino cada vez mais estranho: “FORA, PAVÃO”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://migre.me/CZeg"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 8 de maio de 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-3859008483590940561?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/3859008483590940561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=3859008483590940561&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3859008483590940561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3859008483590940561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/05/fora-pavao-o-pavao-e-um-bicho-esquisito.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-8360310743363429444</id><published>2010-05-01T09:05:00.000-07:00</published><updated>2010-05-01T09:06:34.884-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify; color: rgb(255, 0, 0);" class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Meninos também escrevem diários&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando fui garoto, acreditava que os meninos que gostavam de música e  poesia eram maricas. E mais ainda os que gostavam de dançar. Ninguém  usava os termos gay, homossexual, viado ou bicha. Era maricas mesmo. E  eu não queria ser um maricas. É engraçado, mas apesar da feminização do  sujeito, o artigo era masculino: “um”, sim, “um maricas”. Mas eu gostava  mesmo era de jogar futebol, coisa de menino. Por sorte, hoje tem  meninas, como a Graziela Meyer, que gostam de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um  dia, comecei a ler romances, depois livros de poemas, e, enfim, ouvi  Chico Buarque, Caetano Veloso e Milton Nascimento, e comecei a gostar de  música. Mas peraí, como assim? Eu gostava, gosto, de mulheres, do  cheiro delas, do pescoço, daquele osso que aparece nos quadris quando  elas são magrelas (daí meu gosto pelas magrelas, talvez), enfim, eu  descobri, ouvindo música e lendo poemas, que os meninos gostam mesmo é  de contrariar. E eu contrariei. Tanto, que logo logo, mais do que gostar  de música, de ler poemas, de gostar de teatro, aquele garoto que fui  também começou a fazer tudo isso, a despeito do que os machistinhas e  preconceituosos pensavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra usar um brinco na orelha esquerda,  como protesto por uma ditadura que poucos ao meu redor reconheciam como  sendo, foi um pulo. E, é claro, a cidade não coube mais em mim. E no dia  em que eu fui-me embora eu nem olhava pra trás. Hoje, acho engraçado  dançar. Mãos para um lado, olhos procurando o outro sem disfarce (não  tem como disfarçar, porque só se dança se for para alguém), pés tentando  encontrar um ritmo que o satisfaça, enfim, não danço nada, apesar de  saber que se eu soubesse dançar teria todas as mulheres do mundo aos  meus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu nem quero todas as mulheres do mundo. Nem  caberiam numa agenda, e eu não tenho tantos ouvidos assim, para tanta  boca falando neles. Eu quero apenas aquela que não se importa pelo fato  de eu não saber dançar, mas que gosta quando eu seguro a sua mão  enquanto ela dança. Sim, aquele garoto, que nasceu tão cedo, tão antes,  pertence a um mundo talvez bem estranho à maioria que não lê poesia e  ainda acredita em deuses. Aquele garoto continua lendo, se acha o último  romântico, sabe pouca coisa do mundo, apesar de desconfiar de muita, e  ainda é amigo de muitos maricas. Só não dança, né, que aí já é demais.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-8360310743363429444?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/8360310743363429444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=8360310743363429444&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8360310743363429444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8360310743363429444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/05/meninos-tambem-escrevem-diarios-quando.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-3134927306201729935</id><published>2010-04-24T07:30:00.001-07:00</published><updated>2010-04-24T08:09:53.647-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="color: rgb(204, 0, 0);" class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A hermenêutica da coisa&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A elite brasileira beira ao nojo, quase sempre. É iletrada,  consumista, acha que a Veja é a maior fonte de verdade do universo,  rejeita qualquer dialética, é preguiçosa – no que eu consideraria  virtude se não fosse a paradoxal crença na moral do trabalho como  transcendência – e, o pior de tudo, adora bajular quem está no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=76W5Qpi4oVo"&gt;episódio&lt;/a&gt; da desembargadora Rejane Andersen – acusada de usar da  prerrogativa do cargo para tentar dissuadir os policiais a liberarem o  veículo irregular de seu filho – é bastante revelador, porém, não comum  no Brasil que carrega nas costas uma elite com todas as “virtudes”  citadas acima. Pior do que a suposta tentativa da magistrada foi a  divulgação de uma &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a2878632.xml"&gt;nota&lt;/a&gt; infeliz da Associação dos Magistrados  Catarinenses, que só fez piorar o fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, porque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a  priori&lt;/span&gt; a justiça só pode se manifestar após extenso inquérito e ouvir  todas as partes envolvidas num litígio. Mas numa leitura atenta das  entrelinhas da nota (coisa que os próprios estudiosos do Direito chamam  de hermenêutica) percebe-se que a AMC julgou por antecedência,  inocentando um membro de seus pares, apenas ouvindo uma das partes, qual  seja, o próprio “relato” da magistrada. A nota ainda confirma que a  desembargadora “começa a questionar de maneira educada (...) se havia  possibilidade de liberar todos os envolvidos antes da chegada do  caminhão-guincho”. Ora, se ela conhece mesmo a lei, como a própria nota  avisa, jamais deveria, mesmo que de forma educada, “questionar” a  possibilidade da liberação dos envolvidos. Se está irregular, o policial  não pode fazer vistas grossas, e, como um deles diz no vídeo, “aí mesmo  é que tem que dar o exemplo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas num Estado onde um governador  não pode ser julgado apenas pela condição de estar exercendo o cargo,  mesmo com &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;section=Pol%EDtica&amp;amp;newsID=a2778325.htm"&gt;evidências&lt;/a&gt;, as quais todos conhecemos, e ainda assim permanece  no poder, coisa que AMC nunca divulgou um nota para esclarecer à  população o motivo de tal descalabro, não dá para exigir da  desembargadora uma atitude que seria a mais digna ao cargo que ela  exerce, a de pedir desculpas, e dizer que os juízes, assim como nós,  “simples mortais” sujeitos às benesses e rigores da lei, também erram.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2882174.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=14557&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 24 de abril de 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-3134927306201729935?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/3134927306201729935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=3134927306201729935&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3134927306201729935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3134927306201729935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/04/hermeneutica-da-coisa-elite-brasileira.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1354372069700949326</id><published>2010-04-17T07:52:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T07:57:11.854-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;AMORES SECRETOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ela disse que o encontrou em uma página de receitas, entre um punhado  de arroz e um tempero indiano. Disse também que estava cansada dos  outros que apenas contavam histórias, e que, talvez, naquele dia, viesse  alguém diferente. E veio, não por sua culpa, mas de alguém da  desorganização, só que bem depois da desapresentação de uma certa peça  de teatro que ele nunca viu e sequer sabe do que se trata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela  disse ainda que sua lição sobre o tempo, esse senhor tão bonito, havia  lhe comovido. E que só por isso, e não pela receita de arroz, resolveu  chamá-lo de um jeito diferente, como nunca ousou chamar ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim,  ele foi, chegou perto, mas não disse muita coisa, porque o segredo  daquele dia em diante seria esse pequeno silêncio. Mas havia um cheiro,  ela disse, um fumo doce, forte, que depois se misturou com a tinta azul  que ela usou pra desenhar cores, formas, nomes. Eram dezenas de anos o  segredo daquele amor que demorou tanto pra chegar pra ela, pra ele, cada  qual com sua medida, cada qual com seu tempo de espera, cada qual com  sua ternura que cabe apenas num instante, e que fica, ele disse, no  abraço apertado, peito no peito, porque depois vira imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele  acreditava que ela havia pedido uma fotografia, mas ele estava  enganado. Ela não faria isso. Depois, ele pediu um abraço, e ela, mais  que isso, lhe deu um beijo. Claro, sempre em segredo, porque tem um  certo tipo de amor que não precisa ser público, que não precisa de  testemunhos, que precisa apenas do segredo em si e de um beijo, vários  beijos escondidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amores secretos não têm hora para começar,  do mesmo modo que não têm hora para terminar, e só por isso são  secretos. Dá para reconhecer um amor desse tipo quando, como disse  Roland Barthes, no seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fragmento do Discurso Amoroso&lt;/span&gt;, os pés dos  apaixonados são vistos juntos, mesmo que eles estejam distantes. Mas por  pouco tempo, porque ele me disse que um dia fará finalmente aquela  receita de arroz pra ela, e acordará naquela manhã e lhe dirá “bom dia, meu  amor não mais secreto”, enquanto prepara o mate e corta o pão feito na  noite anterior, porque ninguém, ele me disse, precisa mais do que isso.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2874989.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=14515&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 17 de abril de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1354372069700949326?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1354372069700949326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1354372069700949326&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1354372069700949326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1354372069700949326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/04/amores-secretos-ela-disse-que-o.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-7493124463729935696</id><published>2010-04-10T08:17:00.000-07:00</published><updated>2010-04-10T08:18:40.104-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify; color: rgb(153, 0, 0);" class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Desastres anunciados&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Existem dois tipos de homens públicos. O primeiro é aquele que age em  prol do bem público. O segundo é aquele que faz apenas o que lhe dará  voto. A história do País tem mostrado que o primeiro tipo, infelizmente,  não tem vez entre os eleitores. Isso explica porque estamos cercados  pelos políticos do segundo tipo. Andamos tão ocupados com o pagamento do  plano de saúde, com a falta de leito nos hospitais, em dar um jeito  para pagar a mensalidade da escola dos filhos, que nem nos tocamos mais  do óbvio. Se votássemos no político do primeiro tipo, seria sinal de que  somos bastante inteligentes para perceber que não precisaríamos mais  nos preocupar com planos de saúde, pedágios ou escolas privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas  também somos eleitores do segundo tipo, porque não nos importamos, por  exemplo, com o fato que todos os morros, praias, mangues e áreas de  preservação ambiental estão sendo ocupados com vistas grossas, quando  não convenientemente avalizados por algum vereador, deputado, prefeito  ou governador do segundo tipo. Um dia, como está acontecendo com o Rio  de Janeiro, como aconteceu com Blumenau, e, mais recente, com Jaraguá do  Sul, a casa cai. E a natureza não é a culpada. Desde que a Terra  existe, chove, neva, tem terremoto, tem vulcões e tem tsunamis. Não  sabemos nem como nem quando isso vai acontecer, mas é possível prevenir  os desastres. Mas estamos cercados de políticos do segundo tipo, e a  maioria da população votou neles, não resta muito o que fazer, a não  ser, daqui a um tempo, chorar e colocar a culpa na natureza, em algum  deus, ou no destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que perdemos a noção do que seja  política pública. Nos últimos 30 anos, a população da Capital mais do  que dobrou, e, pasmem, o número de leitos hospitalares permanece o  mesmo. O número de automóveis emplacados cresceu proporcionalmente  centenas de vezes mais que a população. Todos os dias novas famílias se  instalam nos morros, praias e mangues, sem que o poder público faça  alguma coisa, porque está apenas preocupado com alianças, com a  manutenção do poder, e em escapar dos processos por corrupção, enfim,  menos com você, eleitor do segundo tipo, que sabe muito bem que estamos  diante de desastres anunciados, mas não faz nada para evitar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-7493124463729935696?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/7493124463729935696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=7493124463729935696&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7493124463729935696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7493124463729935696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/04/desastres-anunciados-existem-dois-tipos.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2922291267673751536</id><published>2010-04-03T09:46:00.001-07:00</published><updated>2010-04-03T09:48:55.889-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="color: rgb(204, 0, 0);" class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Cristianismo e ética&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;John Lennon disse que o que acabou com Cristo foi o cristianismo.  Essa frase dá para levar a qualquer instância de coletivos seguidores,  como, por exemplo, o que acabou com Marx foram os marxistas. Claro que  há uma diferença abissal. Marx existiu e deixou seus escritos, que até  hoje são os melhores ensaios sobre o capitalismo. E o mais  inacreditável, é que os capitalistas condenam Marx sem nunca terem lido  uma única linha de seu principal teórico. Do mesmo modo, a maioria dos  cristãos nunca leu o Novo Testamento, porque se o tivessem lido não  seriam do jeito que são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que existe apenas um  parágrafo na história sobre a existência de um homem chamado Cristo, no  livro do historiador Flavio Josefo, mas não há uma única linha sobre o  fato de ele operar milagres. Também não há um único texto escrito por  Jesus. Todos os textos que falam da suposta existência dele, e de seus  dotes de prestidigitador, foram escritos mais de cem anos depois de sua  suposta crucificação. Isso significa que, para o rigor científico que a  história deve necessariamente ter, os textos não passam de resultado  daquela brincadeira chamada telefone sem fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, Cristo  tendo existido ou não, nenhuma diferença faz, porque o cristianismo é  muito maior do que ele, infelizmente. O filósofo Sócrates também pode  ter sido uma genial invenção de Platão, porque igualmente não deixou  nada escrito. Mas o ideal socrático é exemplar do ponto de vista ético,  do mesmo jeito que é o ideal cristão, se não fosse o cristianismo.  Aliás, muito da filosofia grega, tirando, é claro, o politeísmo, foi  copiado pelos cristãos, principalmente o respeito ao próximo, coisa que  muitos dos que praticam o cristianismo ignoram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou  católico, nem pertenço a qualquer religião, mas tenho uma propensão  quase masoquista a dar a outra face, a ser um vagabundo tal e qual os  lírios do campo, a querer andar pelos desertos, a amar o próximo como a  mim mesmo, a expulsar os vendilhões dos templos (cada vez mais), e a  crer que ninguém precisa mais do que um prato de comida e um dia de sol  para ser feliz. Enfim, acho que sou cristão, socrático e marxista.  Dispenso apenas os milagres, a abstinência sexual e o discurso cada vez  mais patético das igrejas, porque distanciados de sua própria e pretensa  ética.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2860372.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=14419&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 3 de abril de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2922291267673751536?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2922291267673751536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2922291267673751536&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2922291267673751536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2922291267673751536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/04/cristianismo-e-etica-john-lennon-disse.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1160318247932145619</id><published>2010-03-20T10:03:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T20:18:59.397-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="color: rgb(153, 0, 0);" class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ilha dos Aterros, 284&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Ilha de Nossa Senhora dos Aterros comemora 284 anos e está se  transformando numa metrópole cada vez mais feia. Não adianta dizer que  estamos cercados por não sei quantas praias e isso e aquilo, porque pelo  ritmo da especulação imobiliária e da quantidade de automóveis  cadastrados diariamente, não vai sobrar praia com água própria para o  banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, temos um espaço urbano tenebroso. Não há um  único prédio construído após os anos de 1970 (e isso já são mais de 40  anos) que alguém com uma câmara tenha vontade de fotografar. O pouco que  sobrou de patrimônio histórico, os empresários da construção civil (que  não gostam de arquitetura, pelo jeito), os últimos prefeitos, as  últimas legislaturas, os comerciantes, e, enfim, o próprio povo, não faz  nenhuma questão de manter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ilha dos Aterros tem uma das elites  mais ignorantes do Brasil. Basta olhar em volta. Dê um passeio pelo  centro, olhe atentamente. Foram capazes de construir um enorme merdário  na entrada da cidade. Olhem bem aquela estátua da Polícia Militar (nada  contra a instituição). É uma das coisas mais fora de qualquer  conhecimento sobre história da arte, arte pública ou estética que alguém  já pode ter concebido. Por que está lá? Reparem nos azulejinhos  extemporâneos dos prédios, nas fachadas, e no modo como gulosamente os  terrenos são ocupados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de onde vem esse mau gosto, essa  cafonice toda? Da elite, é óbvio. Uma elite que não tem bibliotecas em  casa, que não vai ao cinema, que só vai ao teatro quando tem um ator  famoso. E quando vai, é só pra tirar fotografia ao lado da celebridade e  mandar fazer um quadro pra pendurar na parede da sala. Como essa elite  pode ter alguma noção estética, de comprometimento com mobilidade,  distribuição de renda, educação pública de qualidade, noção mínima de  políticas públicas para a cultura, se tudo o que conhece é apenas o que  vê na televisão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, será votado o novo Plano Diretor da  cidade. E pelo que pude perceber até agora, não fomos capazes de  planejar uma cidade minimamente flanável. Parabéns, Ilha dos Aterros.  Adoro morar aqui porque meus amigos estão aqui. Mas que é duro conviver  com essa elite ignorante, ah, isso é.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1160318247932145619?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1160318247932145619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1160318247932145619&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1160318247932145619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1160318247932145619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/03/ilha-dos-aterros-284-ilha-de-nossa.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4475896233344713389</id><published>2010-03-13T07:33:00.001-08:00</published><updated>2010-03-13T07:46:02.521-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify; color: rgb(153, 0, 0);" class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sobre o direito de dizer&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nessa semana, Alexandre Nodari, doutorando em Teoria Literária e  blogueiro, como ele mesmo se define, publicou no seu blogue &lt;a href="http://www.culturaebarbarie.org/blog/"&gt;Cultura e  Barbárie&lt;/a&gt; excelente artigo chamado A dimensão formal do Direito. Ele  questionou o motivo pelo qual os ministros do Supremo Tribunal Federal  não deram voz de prisão ao senador Demóstenes Torres, apesar de ele ter  cometido “crime de racismo”. Segundo Nodari, o problema está na dimensão  formal do Direito. Não importa o crime, segundo o blogueiro, mas sim o  modo como ele se deu, ou a forma como as palavras “racistas” foram  ditas, no que concordo. Tudo está na forma. Existem duas formas de  dominação. Uma pela força, outra pelo convencimento, e este é feito com  palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o artigo de Nodari me fez pensar numa questão que  me incomoda faz tempo, que é a ideia de “crime de racismo”.  Independentemente se o senador cometeu ou não, não seria ela  contraditória à liberdade de expressão? Não vejo como problema jurídico o  fato de alguém dizer bobagens. Do mesmo modo, palavras como “honra”  numa me disseram nada. A justiça brasileira perde muito tempo e dinheiro  julgando ações por danos morais, como aconteceu outro dia, quando o  publicitário Nizan Guanaes criticou o cantor Bell Marques, líder de um  dos milhares de grupos de axé da Bahia. Bell processou Nizan por danos  morais apenas por criticá-lo em público. Ora, e quem vai processar o  cantor pelas bobagens que ele canta? Eu é que não. Está no direito dele,  e azar de quem o consome. Proibir o “outro” agora é o mesmo que proibir  a si mesmo no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa proliferação de ações pelo que o  “outro” diz pode criar jurisprudência contra a liberdade de expressão. E  quando o Direito atinge esse ponto fundamental da democracia, que é o  direito do outro dizer o que bem entender, não estaríamos perdidos,  confundindo as coisas, e abandonando a própria ideia do Direito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  criminalização contra a “ofensa” é o reconhecimento dela como uma coisa  importante. Pensei tudo isso porque não considero “honra” ou “ofensa”  como coisas importantes. Eu jamais ficaria ofendido em ser chamado de  qualquer coisa. Nessas horas, dou uma risadinha e viro as costas. Mas  talvez eu apenas esteja pensado em voz alta mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2836340.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=14283&amp;amp;section=1315"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado originalmente no Diário Catarinense, de 13 de março de 2010&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4475896233344713389?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4475896233344713389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4475896233344713389&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4475896233344713389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4475896233344713389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/03/sobre-o-direito-de-dizer-nessa-semana.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4667507054644867983</id><published>2010-03-06T06:47:00.000-08:00</published><updated>2010-03-06T06:49:01.365-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify; color: rgb(153, 0, 0);" class="tipo-c"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Animais políticos&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A ausência de uma formação histórica consistente é o que provoca a apatia política. Se bem que é uma suposta apatia, porque toda vez que um cidadão diz que não gosta de política, ou que não se interessa por ela, está querendo dizer que não gosta de si mesmo. Aristóteles, há mais de 2.300 anos, escreveu que somos animais políticos. Se concordarmos com ele, significa que não há como escapar dela ou de si mesmo. Das nossas ideias, passando pelo nosso discurso, até nossos atos, e o modo como fazemos um se transformar no outro, tudo é política. A falta desse conhecimento de si mesmo e do significado de política é a responsável pela eleição e manutenção no poder de cidadãos cada vez mais babacas e corruptos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo cidadão, porque ao chamar o vereador, o prefeito ou o deputado de político, estou tirando de mim mesmo a condição de político que não se pode tirar, se mantivermos ainda a máxima aristoteliana. Estes caras todos que ocupam os poderes estão pelo voto. Antes de serem políticos como nós todos, têm outras profissões. Estão ali provisoriamente, porque pela mesma falta de formação, de educação, de conhecimento histórico, uma maioria de 50% mais um assim o quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ausentar-se do debate, opinar sem conhecimento histórico, não levar em conta as nuanças da situação, não sequer ter lido um livro na vida não faz um cidadão ser melhor do que outro. A qualidade de uma democracia é proporcional à qualidade da educação de um povo. Se existem representantes imbecis no poder público, me parece óbvio, segundo essa lógica, que somos igualmente imbecis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, sou contra o voto obrigatório. Aliás, sou contra qualquer tipo de obrigação, porque política é também desejo. A negação da política continua sendo um ato político, e é natural que se permita a sua própria negação dentro das regras democráticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas com uma altíssima formação, com profundo conhecimento histórico é que será possível, um dia, termos representantes com espírito público. Enquanto isso, nos contentamos com o que somos: um país de semianalfabetos políticos, que mal sabe que não há como fugir da política. Basta acordar, abrir os olhos e dizer “bom dia”, que os animais que somos estaremos fazendo política. Ter essa consciência é o primeiro passo para expulsar os babacas do poder.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4667507054644867983?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4667507054644867983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4667507054644867983&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4667507054644867983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4667507054644867983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/03/animais-politicos-ausencia-de-uma.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-3485770689279864788</id><published>2010-02-27T07:01:00.000-08:00</published><updated>2010-02-27T07:07:58.166-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="color: rgb(153, 0, 0);" class="tipo-c"&gt;Os outros&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Albert Camus, o escritor francês, nascido na Argélia, autor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O estrangeiro&lt;/span&gt;, começa um de seus livros, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mito de Sísifo&lt;/span&gt;, com uma frase instigante: “O suicídio é o único problema filosófico verdadeiramente sério, pois julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder a questão fundamental da filosofia”. A frase aparentemente pode parecer uma apologia ao suicídio, mas Camus discorre é sobre o absurdo da vida, e faz apologia à revolta como possível alívio à incompreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que o suicídio, claro, como metáfora da escolha, o grande problema filosófico é o que chamamos “outro”. Reside nesse “outro” duas ideias das que mais adoecem o ser humano: o medo e a expectativa. A espera é sempre pelo outro, e o medo é sempre medo do outro. Alguém pode dizer que a natureza também causa medo. Mas no geral, confiamos mais na natureza do que no “próximo”. Um terremoto, por mais que seja arrasador, pode nunca acontecer. E é tão maior do que nós que, ou vivemos nessa constante espera por ele o (que é assustador mesmo), ou deixamos para lá. O que chamamos, talvez, de destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o “outro” é que é cruel, justamente porque ele pode escolher. Ao contrário da natureza, o outro é movido por paixões, decisões momentâneas, pode vir ao teu encontro nos próximos cinco minutos, como pode nunca mais aparecer. O inferno, sim, são os outros, disse também Jean-Paul Sartre, porque o outro é sujeito a terremotos de escolhas mais cruéis do que um tremor de terra “real”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade, na minha mais modesta e singela ideia que eu possa ter dela, virá no dia em que eu puder acordar e pensar que não espero nada de ninguém, ou que ninguém pode me colocar medo. Sim, como dizia o velho ditado latino: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nec spec nec metu&lt;/span&gt; (sem medo, sem esperanças) A esperança é uma droga, ela é a morfina, ela se traveste de ilusão e aprisiona. Ela nos faz deixar olhar para o lado, para o sol, para a árvore, porque esperamos aquilo que sabemos que nunca virá. A esperança é o único problema filosófico, porque resido no “outro”. E o outro é sujeito de escolhas, seja para ter como para se deixar ter. E contra isso, não podemos fazer nada.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-3485770689279864788?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/3485770689279864788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=3485770689279864788&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3485770689279864788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3485770689279864788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/02/os-outros-albert-camus-o-escritor.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2591105532960370355</id><published>2010-02-25T07:20:00.000-08:00</published><updated>2010-02-25T07:48:36.544-08:00</updated><title type='text'>LÍVIA  NA CASA DA VÓ</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-6579b27a5d05e7b7" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" 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src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-9203392543685671089</id><published>2010-02-20T06:40:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T06:48:17.242-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cravan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='surrealimo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maintenant'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/S3_2Hmw8bSI/AAAAAAAAAvc/LTpIvq1Pz3c/s1600-h/poster-cravan-johnson-blogue.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 144px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/S3_2Hmw8bSI/AAAAAAAAAvc/LTpIvq1Pz3c/s320/poster-cravan-johnson-blogue.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440337485412199714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;O poeta que dava porrada&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;            O filósofo Platão, na sua república ideal, expulsaria os poetas, porque, para ele, seriam um mal à sociedade. Ainda tem muita gente que paga esse tributo ao filósofo grego. Poetas, como disse o próprio Freud, estão sempre à frente de seu tempo, principalmente porque têm a pretensão de transformar a vida em linguagem. Mas isto não interessa mais a ninguém em tempos onde a linguagem é quase mínima. A ideia da ordem, da república, das coisas todas em seu lugar preestabelecido mataram a arte poética faz algum tempo já. Talvez seja redundante dizer isso, mas a estupidez brilha nas redes de tevê, com idiotas dentro de uma casa se fazendo de herói. Mas o pior é a crença quase absoluta de que os confinados são mesmo heróis. Platão sabia que idiotas não fazem mal a nenhuma república.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Arthur Cravan não foi apenas mais um poeta maldito. Mais do que transformar sua vida em linguagem, ele também dava e recebia porrada. Cravan foi boxeador e editor da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Maintenant&lt;/span&gt;, que, segundo alguns críticos, foi a precursora do surrealimo e do dadaísmo. Ele assinava todos os textos, críticos e poéticos, mas como nomes diferentes. Cravan nasceu na Suíça em 1887 e supostamente desapareceu no México, em 1918. Esse “suposto” desaparecimento fica por conta de que algumas pessoas disseram tê-lo visto por Paris, a mesma onde ele lutou várias vezes, sob outro pseudônimo, Dorian Hope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Cravan se dizia sobrinho de Oscar Wilde. A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Maintenant&lt;/span&gt;, nas suas únicas quatro edições, atirava para todo lado, mas sempre idolatrava o autor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O retrato de Dorian Gray&lt;/span&gt;. Seria Dorian Hope uma homenagem ao tio? Elogiado por Marcel Duchamp, Francis Picabia, André Breton e muitos outros revolucionários da época, Cravan, cujo nome verdadeiro era Fabian Avenarius Lloyd, não estava nem aí. Queria dançar, boxear e escrever versos para mudar o mundo. Não se contentava em apenas escrever. Dava conferências, queria recitar nas ruas, nas escolas e durante as lutas de boxe. Os cartazes de suas apresentações anunciavam um espetáculo de “dança, luta e poesia”, uma mistura nada platônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Lembrei de Cravan por causa de um de seus poemas: “Eu queria estar em Viena e em Calcutá, / tomar todos os trens e todos os navios / Eu sou todas as coisas, todos os homens / e todos os animais. / Quisera poder deixar / Minha funesta pluralidade!”. Para mim, ele deixou.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-9203392543685671089?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/9203392543685671089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=9203392543685671089&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/9203392543685671089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/9203392543685671089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/02/o-poeta-que-dava-porrada-o-filosofo.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/S3_2Hmw8bSI/AAAAAAAAAvc/LTpIvq1Pz3c/s72-c/poster-cravan-johnson-blogue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-178125080796476935</id><published>2010-02-13T06:43:00.001-08:00</published><updated>2010-02-13T06:43:46.239-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; "&gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify;font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 22px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;Sábado de Carnaval&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Sábado de carnaval é um dia muito chato para o cronista. Primeiro, porque não pode escrever qualquer outra coisa aparentemente séria, porque não haverá leitor para coisas aparentemente sérias. Segundo, porque o escriba de sábado não gosta de Carnaval. Claro, ele é um ranzinza, não gosta de calor, porque dá brotoeja, sofre com ar condicionado, porque quando era criança algum médico lhe arrancou as amígdalas, no tempo em que estas eram apenas tecidos linfoides que não serviam para nada. Hoje se sabe que servem como filtros. Mas, para o cronista, é tarde demais, já não tem filtros para os poluentes do ar-condicionado. Fora isso, toda pessoa que toma umas cervejas acredita que sabe tocar um pandeiro e cantar. E tem mais, ele não tem identificação alguma com alguma tradição carnavalesca, tipo blocos de sujo, escolas de samba, marchinhas, fantasias (pelo menos não as de Carnaval) e sabe-se lá mais o quê que rola por aí.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Fora isso, o cronista tem memórias ruins das últimas vezes em que resolveu ficar na cidade para ver o Carnaval. A violência foi assustadora, as letras das escolas eram muito ruins, repetiam as mesmas palavras de todos os outros carnavais, coisas como: brilho, herói, sonho, fantasia, divino, coração, e por aí vai. E mais, qualquer letra se encaixa em qualquer das melodias. Mas tudo bem, a ideia do Carnaval é essa mesmo. Nada de conversa boa, crítica sensata, filosofia ou muita criatividade. O negócio é a alegria. Mas para o cronista chato, apenas uma falsa alegria, ainda que para a maioria a falsidade do riso seja, talvez, a coisa mais essencial da vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O Carnaval é apenas uma extensão, ou a potencialização do que todos fazem o ano inteiro. E se todos admitissem isso, talvez o ano todo fosse bem melhor, menos hipócrita, e o Carnaval seria apenas um grande feriado para o descanso necessário do grande Carnaval que é o desejo humano. E o desejo, é uma pena, muita gente deixa apenas para alcançar alguns dias no ano, exatamente no Carnaval. Se o que se quer do Carnaval acontecesse o ano todo, é bem possível que as letras dos sambas fossem bem melhores, as vozes mais afinadas e essa concentração de desejo, violência e falso riso seria diluída, e, por isso, mais criativa. Decididamente, o sábado de Carnaval, para o cronista, é um dia muito chato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-178125080796476935?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/178125080796476935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=178125080796476935&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/178125080796476935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/178125080796476935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/02/sabado-de-carnaval-sabado-de-carnaval-e.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-5842983027586778165</id><published>2010-02-06T09:22:00.000-08:00</published><updated>2010-02-06T09:23:35.517-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; "&gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Diante da biblioteca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Volto das férias decidido, entre outras resoluções de fim de ano que nunca serão cumpridas, a dar um jeito na pequena biblioteca, de modestos dois mil volumes. Ainda assim, é maior do que muitas das várias bibliotecas de escolas públicas, das vinte e duas escolas do interior do Estado, que visitei no ano passado. Digo isso com certa vergonha. Mas é o resultado de uma política pública de cultura ignorante, de gente que acredita que buscar uma escola na Itália, um balé na Rússia ou um corpo de baile da Polônia é mais importante que aparelhar as bibliotecas escolares do Estado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A resolução a que me propus seria me desfazer da maioria dos livros e ficar com apenas cem exemplares. Escolheria os autores mais importantes (para mim, é lógico), aquilo que o poeta norte-americano Ezra Pound chamou de “paideuma”, e resolveria problemas com poeira, falta de espaço, traças, tempo de limpeza, rinite alérgica, arrumação, etecétera.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O resultado é que consegui, sim, escolher cem livros. Mas não para deixá-los, como sendo meu “paideuma”, e sim para expurgá-los. Ainda assim, metade deles foram expulsos por serem repetidos. Tenho mania de comprar livros acreditando que não os tenho, e quando vou colocá-los no lugar, lá está seu irmão gêmeo, noutra edição, noutra tradução, quando não, às vezes igual.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;E como ordená-los? Não fiz curso de biblioteconomia, e tenho minha metodologia própria para saber quando encontrá-los na hora em que mais preciso deles. É por assunto e nacionalidade do autor. Poesia brasileira de um lado, e o mesmo tanto de poesia estrangeira pro outro. Com a prosa a mesma coisa. Já filosofia, história da arte, cinema e teatro não tem divisão nacional. Por quê? Não sei. Como escreveu Walter Benjamin: “Na prática, se há uma desordem de uma biblioteca, seria a ordenação de seu catálogo”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Penso nisso como um enorme prazer, o do sujeito que joga no lixo as metodologias científicas para se deleitar numa ordem pessoal, muito própria, de uma criança com seu brinquedo, que o esconde para que ninguém mais o encontre. Diante da biblioteca, por um breve período, sei agora onde está cada um dos volumes, até que eles, por conta própria, saiam de seus respectivos lugares e tomem outros, porque os livros caminham, para dentro e por fora de nós.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-5842983027586778165?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/5842983027586778165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=5842983027586778165&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5842983027586778165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5842983027586778165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2010/02/diante-da-biblioteca-volto-das-ferias.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4858593336177806538</id><published>2009-12-24T06:05:00.000-08:00</published><updated>2009-12-24T06:07:28.954-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FÉRIAS E O BASTANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo seria bem melhor sem as demarcações simbólicas. É lógico que seria outro, mas reside apenas no meio da palavra utopia. Imagino o mundo sem mapas com linhas imaginárias, nomes de países diferentes, e taxonomias de qualquer tipo e números. Para algumas tribos indígenas, depois de nove não vem o dez, mas o “bastante”. Que importância há se é onze ou se é bastante? Não faz diferença nenhuma para a existência se este mês é dezembro e se o próximo será janeiro, pois nada mudará. Mas que diachos nos faz pensar que alguma coisa será nova? Por que agimos desesperados, correndo como malucos para entregar projetos, trabalhos, fazer resoluções que não mudam nada a vida de alguém se concluirmos agora ou mais adiante? Por que atribuímos um nome e um número à passagem do tempo, essa coisa tão abstrata, a qual Santo Agostinho dizia saber o que era, mas que não sabia explicar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos parecem esperar o novo, algo que mude sua vidinha prosaica. Mas não parece, porque se quiséssemos mesmo o novo, não seríamos assim tão velhos, tão apegados às tradições, tão atrasados no que se refere à convivência pública, nos modos de fazer política ou no jeito de tratar o que denominamos “outro”. Nos achamos modernos mas ainda estamos na pré-história, porque traçamos as tais linhas imaginárias e chamamos o reduto restrito de pátria, depois o entregamos ao primeiro corrupto ou ditador que encontramos. O que nos diferencia do velho é apenas, talvez, a grandeza quase metafísica da decolagem de um avião. De resto, pelo preconceito, pela destruição insana da natureza, pela insistência em achar que somos animais diferentes de uma bactéria (e no entanto ela ainda nos mata), somos tão arcaicos quanto o homem de Neardenthal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas graças aos nomes que damos às coisas, terei algo a que chamamos de “férias”, depois de todo este “bastante” de dias a que chamamos de 2009. Tentarei, nos próximos vinte dias, ficar bem longe do que chamamos de “computador”, no que chamamos de Velho Continente, essa coisa que também nos dá a ideia abstrata de que é preciso de “bastante” informação. Até a volta, e fiquem com o texto saboroso e divertido do Victor da Rosa, que será chamado nas próximas quatro semanas de “interino”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4858593336177806538?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4858593336177806538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4858593336177806538&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4858593336177806538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4858593336177806538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/12/ferias-e-o-bastante-o-mundo-seria-bem.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1735734939242607898</id><published>2009-12-19T09:06:00.000-08:00</published><updated>2009-12-19T09:07:01.341-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Ainda sobre a árvore&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por respeito aos leitores tentarei explicar o que o secretário de turismo da Capital não sabe, o que a oposição não consegue de forma clara, e o quanto o Tribunal de Justiça tergiversou sobre a árvore na Avenida Beira-Mar, aqui na Ilha de Nossa Senhora dos Aterros. Qualquer pessoa que disser que aquele monstrengo não foi feito com dinheiro público está enganando a população, porque se não fosse público não precisaria de dispensa de licitação. Quando um servidor público diz que determinado projeto não foi pago com dinheiro público, mas por uma empresa por meio de incentivo fiscal, está querendo ludibriar o consumidor. Incentivo fiscal, até criancinha sabe – por mais que tenha sido “captado” na iniciativa privada – ainda é dinheiro público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão primeira do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, e que por sapiência do próprio Pleno foi revista na quarta-feira passada, é bastante simbólica, porque retrata a pobreza intelectual da capital da Santa e Brega Catarina. Dizia o juiz que o pagamento não deveria ser suspenso porque causaria um prejuízo à imagem de Florianópolis. Como assim? Não leram as matérias na Folha de S.Paulo e todas as piadas que saíram em centenas de blogues e entre os tuiteiros do País, justamente tirando graça por uma cidade gastar tanto dinheiro com uma árvore de Natal? Isso não arruinou a imagem da cidade? A reversão da decisão sabiamente pune o absurdo, o que causa um efeito contrário, que é mostrar ao resto do País que na Ilha de Nossa Senhora dos Aterros tem uma população que zela pelo dinheiro público e que os responsáveis por ideias insensatas são punidos pelo seus magistrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, ainda que não fosse dinheiro público, uma empresa privada seria muito estúpida por gastar R$ 3,7 milhões numa coisa medonha como aquela. Tem tanta escola caindo aos pedaços, tanto equipamento queimado nas clínicas públicas, tanta gente dormindo na rua, que essa grana seria uma festa. Mas na Ilha dos Aterros, graças à falta de inteligência, pra não dizer coisa pior, de seus administradores, a falta de bom senso faz apenas criar árvores que já nascem com suas raízes pra lá de podres. Só não vê quem não quer.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1735734939242607898?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1735734939242607898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1735734939242607898&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1735734939242607898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1735734939242607898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/12/ainda-sobre-arvore-por-respeito-aos.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2115117330908190802</id><published>2009-12-12T10:52:00.000-08:00</published><updated>2009-12-12T10:59:34.046-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; "&gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify;color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 22px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;O amor é uma viagem&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; "&gt;É bem fácil, e até divertido, fazer uma analogia do amor com uma viagem. Não lembro quem me disse um dia destes, que para saber se uma relação amorosa pode ser legal, o melhor, antes de juntar os trapos, é viajar juntos. Há que se ter muita paciência mútua para ficar dias num mesmo carro, quarto de hotel, barraca, enfim, seja o que for, durante um tempo sem se incomodar, às vezes, com questínculas, como diz o diminutivo redundante, bem mínimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa viagem, como num amor, em algum momento um quer ir, o outro quer voltar, um quer o leste, outro o sul, quer ternura outro o tesão. Para que a viagem seja harmoniosa, alguém tem que ceder, ainda mais se a ideia é ficar juntos até o fim, ainda que não saibamos bem direito o que seja o fim. No amor, como numa viagem, os termos são mesmos. “Nosso destino”, “seguir juntos” ou “essa nossa jornada” têm conotação igual tanto para quem viaja quanto para quem ama.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto o amor quanto a viagem têm um começo, um meio e um fim, mesmo que esse fim seja a indesejada das gentes. Talvez, uma das poucas coisas que diferencie o amor da viagem seja a frase “juntos para sempre”, até porque as viagens são mais curtas do que um “para sempre”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No amor também é necessário “traçar um rumo”, e, no meio, “rever o destino”. Também é possível, tanto na viagem quanto no amor “mudar os planos”. Esta frase talvez seja a maior responsável pelo fim das viagens ainda na metade, assim como dos amores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto numa viagem quanto no amor, talvez o grande barato seja o frio na barriga do começo, as incertezas e dúvidas no meio, e a saudade e a melancolia do fim. Para amar, às vezes, é preciso comprar uma passagem só de ida, ou arrumar as malas, ou voltar desde o começo da estação, ou jogar o bilhete fora, porque a viagem supostamente não tem futuro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo que leve duas semanas para chegar o dia, ou quatro horas e meia para desembarcar no grande e quase utópico terreno de batalha ao qual chamamos de hotel, o amor é mesmo uma viagem, cujo destino é o imponderável, e cuja consequência é o incomensurável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2115117330908190802?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2115117330908190802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2115117330908190802&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2115117330908190802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2115117330908190802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/12/o-amor-e-uma-viagem-e-bem-facil-e-ate.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1032769923574865889</id><published>2009-12-05T06:52:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T06:53:43.244-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Razão e paixão no futebol&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nenhuma religião, partido político, banda de música, associação, clube ou qualquer outra atividade coletiva humana junta tanta gente como o futebol. Por conta disso, da coletivização do espetáculo, o futebol não prescinde da paixão, por mais que racionalistas (como sou tantas vezes chamado pelos leitores) queiram o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a gente não consiga descartá-la a qualquer momento, ou deixá-la de lado, a paixão emburrece qualquer coisa. Ela não deixa ver, na maioria das vezes, o óbvio. A paixão mata e faz matar, ela é cega, e, no futebol, ela mais obscurece do que abrilhanta uma partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa da paixão é que ainda existe a regra do impedimento. Num espetáculo cujo objetivo é marcar gols, impedir que um atacante se coloque inteligentemente (sim, com razão) longe do defensor é uma desrazão. Não parar o relógio, como em outros esportes como o basquete, por exemplo, que não acaba nos pontos, como o vôlei, também é fruto de uma paixão doentia (sei que é redundância, já que toda paixão é doença, pois vem do grego pathos, que nos deu patologia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a cada vez que a bola parasse, o tempo fosse interrompido, acabaria de vez essa desrazão de jogadores fazendo cera. Mas não, os brucutus da paixão adoram essa palhaçada de jogador caindo por qualquer encostão, ou de juiz dar desconto sem nenhuma razão e a seu critério, como fez com o Fluminense, na última quarta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que a razão prevaleceu no campeonato brasileiro, desde que instituíram os pontos corridos. Cada partida é decisiva, e a prova é a grande final de amanhã, que será dividida (ainda que já saibamos que o Grêmio perderá) em quatro grandes finais. Só mesmo movido pela paixão que torcedores do Inter, Palmeiras e São Paulo irão aos estádios pensando o oposto. Paixão é isso mesmo, é pensar que se pode, é ter um pingo de esperança, ainda que a razão nos diga o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em falta de razão, os cartolas da Fifa não deram bola para a ideia razoável de incluir juízes atrás dos goleiros. Penso, às vezes, que esse medo de mudar no futebol, movido pela paixão, é que estimula a violência nos estádios. Mais razão nas regras levaria naturalmente mais razão ao torcedor.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1032769923574865889?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1032769923574865889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1032769923574865889&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1032769923574865889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1032769923574865889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/12/razao-e-paixao-no-futebol-nenhuma.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2279148829908806115</id><published>2009-11-28T14:26:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T14:27:25.735-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; "&gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify;font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 22px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;Quanto vale uma árvore?&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num único fim de ano, como já alertou no começo da semana o meu colega de coluna, Felipe Lenhart, a Ilha de Nossa Senhora dos Aterros vai gastar mais de R$ 10 milhões para três ações que só mesmo a falta de bom senso administrativo dos governantes, estaduais e municipais, pode conceber. Por pouco mais de R$ 10 milhões nós pagaremos por uma corrida de kart, um cantor italiano e uma árvore de natal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o leitor ter uma ideia, o edital de cinema, que só existe ainda porque é lei, investe pouco mais de R$ 1 milhão por ano. No entanto, emprega atores, diretores, roteiristas, cenógrafos, e resulta em pelo menos um longa-metragem por ano, três ou quatro curtas, vídeos, roteiros e projetos. Isso tudo para mostrar como vivemos, o que pensamos e quem somos. Uma corrida de kart, um cantor italiano e uma árvore valem dez vezes mais, na conta dos nossos governantes, porém, não resulta em nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um projeto de estímulo à leitura, que seria muito mais revolucionário e necessário, mas que não existe, não custaria mais do que R$ 100 mil por ano. Ou seja, uma árvore vale quantas vezes mais do que um ideia revolucionária, que teria como princípio tirar o Estado de um dos piores índices de leitura do País?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas talvez o pior deles seja a tal árvore de natal, por todo simbolismo que representa. Políticos são notórios mentirosos. Falam em educação sem nunca terem visitado uma escola pública, falam em saúde sem nunca terem pisado numa clínica pública, porque ganham o suficiente para se tratar em clínicas privadas. Uma árvore de natal pública é o simbolismo de uma crença em algo que não existe, chamado “espírito natalino”. Parece uma analogia um tanto vulgar, mas se pensamos nisso, que outra lógica haveria para gastar tanto com um negócio tão desnecessário?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso o quanto nós valemos, caros leitores, dez vezes menos, por termos escolhido pessoas sem nenhuma vontade de pensar uma política pública à cultura e à educação. Dez vezes menos que uns caras andando de kart, dez vezes menos que um cantor italiano, e, enfim, dez vez menos que uma árvore.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2279148829908806115?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2279148829908806115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2279148829908806115&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2279148829908806115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2279148829908806115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/11/quanto-vale-uma-arvore-num-unico-fim-de.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4138185375483295235</id><published>2009-11-21T07:10:00.000-08:00</published><updated>2009-11-21T07:12:06.617-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Outros dois míopes&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outros dois míopes se conheceram de forma diferente dos anteriores. Começa a história já descompassada, até porque histórias de compasso não têm muita valia, a não ser que seu contador seja mesmo muito bom. A míope demorou muito pra nascer. Não foram nove meses, não, mas contaram nos dedos dos pés e das mãos quase trinta invernos, trinta luas cheias. E ele esperou por ela esse tempo todo, quase como na novela de F. Scott Fitzgerald, na qual o menino nasce velho e morre na escuridão, como bem narra o autor: “E seu alvo berço, os rostos turvos que pairavam sobre ele, e o doce aroma do leite se esvaíram por completo de sua mente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo se parecendo como estrelas, como dois sóis sós, de uma hora para outra, um míope foi posto na frente do outro. E ele a enxergou de longe a primeira vez que a viu, por mais que isso possa parecer coisa apenas pra aumentar história. E como não enxergava os detalhes, gostou do contorno, e depois reconheceu, como cabe bem aos míopes, sua voz . E ela, lá de longe, disse: “Bem vindo, moço bonito”. E ele pensou que ela nunca, como os míopes anteriores, deveria tirar os óculos, porque se para ela, ele parece um moço bonito, como o senhor do tempo, nada deve corrigir tal conceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muita e mútua correspondência, eles embaciaram os óculos. Ela chora, e ele seca os olhos dela. Ela pede que ele espere, e ele espera. Mas tem um detalhe que compromete a continuidade dessa história de bater óculos um no outro, e de embaciá-los. Como na história de Fitzgerald, o descompasso temporal, a distância de um lugar a outro, faz com que em apenas num ínfimo do tempo eles possam ser, digamos, na falta de palavra melhor, felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem um cavalo cinza escuro. Ela um corcel branco, mas não tem ainda carteira para dirigir. A felicidade reside nesse detalhe, mínimo, sabemos disso. Mas existe um lugar no tempo em que bebês que nascem velhos, e velhos que nascem bebês se encontram no tempo e no espaço, como na história de Fitzgerald, e não importa se usam óculos ou não. E ele disse que viverá por causa desse ponto incomensurável, único, quase epifânico, porque sabe que a miopia é metáfora mais que perfeita pra essa história, mas que só a alguns é dado vê-la.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2724122.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=13570&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 21 de novembro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4138185375483295235?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4138185375483295235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4138185375483295235&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4138185375483295235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4138185375483295235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/11/outros-dois-miopes-outros-dois-miopes.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-306124318114784012</id><published>2009-11-19T12:00:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T12:01:45.980-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SwWkHZz9tuI/AAAAAAAAAnw/mYNY5Tjzp4Q/s1600/convite.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 285px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SwWkHZz9tuI/AAAAAAAAAnw/mYNY5Tjzp4Q/s400/convite.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405907374823028450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;imprima o convite e ganhe 20% de desconto na compra de qualquer livro, no lançamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-306124318114784012?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/306124318114784012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=306124318114784012&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/306124318114784012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/306124318114784012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/11/imprima-o-convite-e-ganhe-20-de.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SwWkHZz9tuI/AAAAAAAAAnw/mYNY5Tjzp4Q/s72-c/convite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-3298559830939132047</id><published>2009-11-14T09:22:00.000-08:00</published><updated>2009-11-14T09:23:09.157-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Neocaretismo me dá medo&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Cada um pensa o que quer, isso é a democracia. É compreensível que uma pessoa não admita, por convicções religiosas, políticas, filosóficas que possa haver modos distintos de ver o mundo. Inaceitável é a imposição, e, por consequência, a proibição de determinadas atitudes, por conta destas convicções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos de 1960, a grande Leila Diniz já havia escandalizado a sociedade apenas porque resolveu, com todo direito que tinha, de ir à praia de biquíni, mesmo estando grávida. Passados mais de 40 anos, um bando de machistinhas (sim, existem garotas machistas) agridem verbalmente uma garota que resolveu ir de minissaia para a escola. Nem todo mundo precisa gostar de ver perna. Quem não gosta, não olhe. Os garotos e garotas que agrediram a estudante da Uniban são apenas o reflexo de um neomoralismo que me dá medo. Foi este mesmo moralismo que deu guarda ao golpe militar, que criou este neopentecostalismo ultracareta e conservador, e que tenta criar regras cada vez mais sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um das regras é a nova lei antifumo, sancionada pelo prefeito em exercício. Cito aqui o argumento do jornalista Fábio Bianchini (que nem fuma), do seu blog, como sendo exemplar sobre esse neocaretismo que assola o país. Ele diz textualmente: “É quando, então, vou poder sair e chegar em casa sem cheiro de cigarro, certo? Errado. Bem pelo contrário. Em primeiro lugar, eu já posso fazer isso. É só escolher um lugar onde, por iniciativa dos proprietários, já não se pode fumar. Quem não quer a fedentina vai a esses. Quem não se importa frequenta os outros. Simples e democrático, né? E ‘poder’ implica em escolha, portanto, o problema é mais grave do que ‘eu já posso’.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é questão principal, o direito individual de escolha. Ninguém precisa gostar de minissaias, basta não olhar. Quem não gosta de cigarros não vá a lugares onde se pode fumar; quem não gosta de homossexuais, não precisa ser um, nem mesmo tentar impedir que eles possam se amar. Quem não gosta de viver, enfim, que fique em casa, assistindo tevê, igual a um carola do século passado, torcendo para que o mundo pare de se transformar, porque, independente da vontade dos caretas, e dos neomoralistas, ele vai mudar sempre, ainda bem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-3298559830939132047?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/3298559830939132047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=3298559830939132047&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3298559830939132047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3298559830939132047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/11/neocaretismo-me-da-medo-cada-um-pensa-o.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-456129772873089378</id><published>2009-11-07T06:03:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T06:41:40.533-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SvWHHfb5egI/AAAAAAAAAnQ/ok2Y6qoDXHU/s1600-h/pesquisa+itau+066.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 347px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SvWHHfb5egI/AAAAAAAAAnQ/ok2Y6qoDXHU/s400/pesquisa+itau+066.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401371890868124162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Luna e o muro de Berlim&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na próxima segunda-feira, comemora-se 20 anos de dois acontecimentos fundamentais pra história da humanidade, ou pelo menos da história recente dela. O primeiro é a queda do muro de Berlim. Construído em 1961 pela ex-Alemanha Oriental, que se autodenominava República Democrática Alemã, mas que de democrata não tinha nada, o muro dividia Berlim ao meio. Mais do que a real barreira, feita de concreto, foi símbolo de uma guerra que de fria também tinha apenas o nome. Eram 66,5 km de pedra, com 302 torres de observação, redes eletrificadas, cães de guarda e seres humanos dispostos a matar outros seres humanos apenas porque desejavam passar de um pedaço de terra a outro. Nada mais era do que um símbolo da estupidez humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo acontecimento, enquanto civis alemães começavam a lascar e derrubar tal muro, foi o nascimento de uma menina a que batizei de Luna. Lembro bem da minha cara colada na vitrina que separa pais chorões de bebês igualmente chorões. Lembro que não tinha sol naquele dia, que era mais ou menos cinco da tarde, e que a mãe dela estava linda. Lembro que Luna agitava os braços procurando uma parede de barriga que não existia mais. Lembro bem de ter pensado o que seria a vida daquele bebê, num mundo que parecia se renovar. Lembro de ter pensado, como ela será daqui a vinte anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vinte anos passaram rapidinho e o mundo não ficou melhor. É cada vez mais violento, mais preconceituoso, e com mais pessoas à margem de qualquer coisa que o leitor possa imaginar de conforto, saúde, educação, moradia, alimentação ou cultura. É um mundo onde a tecnologia nos faz derrubar, sim, os muros que cercam a comunicação. Podemos nos comunicar sem problemas com qualquer cidadão de Berlim que tenha acesso a um computador. Mas é cruel, por esta mesma estatística, pensar que apenas 2% das pessoas no planeta têm acesso a computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um mundo onde ficou muito fácil para qualquer babaca se dizer democrata, mas que no fundo ainda compra votos, acha que progresso é asfalto, que cultura é turismo, e que destruir cidades e mangues é bacana. Apesar de eu não ter conseguido te dar um mundo mais justo, fiz o que pude, nessa tarefa quase inglória que é a de escrever. Parabéns, minha filhota.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-456129772873089378?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/456129772873089378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=456129772873089378&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/456129772873089378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/456129772873089378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/11/luna-e-o-muro-de-berlim-na-proxima.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SvWHHfb5egI/AAAAAAAAAnQ/ok2Y6qoDXHU/s72-c/pesquisa+itau+066.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-7704279223990180925</id><published>2009-10-31T06:11:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T06:13:46.624-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Ledos enganos&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Há mais de 2.500 anos, Tales de Mileto, o filósofo grego, acreditava que as plantas eram água antes de serem plantas, porque a cada vez que a chuva caía elas brotavam. Para ele, tudo era feito de água. Já um de seus discípulos, Anaximandro, foi um dos primeiros a desmontar a ideia de que a Terra não era sustentada por alguma coisa, mas ainda tinha certeza de que era plana, apenas um ledo engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpas pelo salto de mil anos na história, mas Giordano Bruno foi queimado na fogueira da Inquisição porque atribuiu ao universo uma infinitude discordante dos “sábios doutos” da Igreja Católica. Galileu Galileu quase foi queimado, e só não foi porque voltou atrás (não por convicção, mas por medo) de sua própria afirmação anterior de que a Terra era redonda e girava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indivíduos têm muitas ideias revolucionárias, ao contrário do coletivo, que eu chamaria aqui de “institucional”, pois custa, por vezes milênios, a aceitar novos conceitos talvez óbvios, como os fatos de que nem tudo é água, que a Terra, além de ser redonda, gira, e, por fim, que o universo talvez seja mesmo, pelas várias evidências científicas, infinito. Isso pode ser um bom argumento para a tese de que tudo aquilo que pensamos sobre as coisas que realmente interessam podem estar bastante equivocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que é muito difícil suplantar os desejos da experiência pessoal. É diferente, muito aliás, alguém saber que pode morrer se fumar muito cigarro, ou beber muita cachaça, ou ficar burro por assistir muita televisão. Mesmo assim, pessoas continuam fumando, bebendo cachaça e, o que é pior que tudo isso, assistindo televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos todos filhos do engano. Inclusive, escrever sobre isso talvez seja apenas mais um engano, e não tão ledo. Aliás, pouca gente sabe que “ledo” vem do latim e significa “alegre”. Alguns enganos individuais talvez não façam tão mal, a não ser àquele que se autoengana. Agora, os enganos coletivos, como o modo tolo como dirigimos, votamos, acreditamos, pensamos, enfim, estes não são nada ledos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-7704279223990180925?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/7704279223990180925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=7704279223990180925&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7704279223990180925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7704279223990180925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/10/ledos-enganos-ha-mais-de-2.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-590777435614282209</id><published>2009-10-24T07:53:00.000-07:00</published><updated>2009-10-24T08:10:04.454-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Dois míopes&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ambos saíram da mesma sala de cinema, assistiram ao mesmo filme, levantaram no mesmo segundo depois do letreiro anunciar o fim da sessão, mas não se conheciam. Caminharam juntos até o ponto de ônibus, mas não conversaram. O que pensavam? O que desejavam? No ponto, ela, míope que era, perguntou se ele poderia fazer o favor de dizer o que estava escrito no letreiro do latão. Ele disse que não poderia, porque também era míope. Como deveriam acenar, ou não, dependendo do destino, ambos cerraram os olhos para enxergar melhor. Quando o ônibus chegou bem próximo, ambos gritaram, um para o outro, como se fizessem um favor mútuo: “vai para o Centro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles embarcaram, passaram a catraca, e como se fosse a coisa mais natural do mundo, apenas porque eram míopes – e apesar de no veículo estarem somente eles dois, o cobrador e o motorista – sentaram um ao lado do outro. A conversa foi bem estranha, versava sobre quantos graus cada um tinha em cada par de lentes. Falaram de uma ou outra amenidade, até que ele, sem até hoje nunca ter sabido de onde tirou tanta coragem, pediu a garota em casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não ficou surpresa, não. Olhou para um lado, olhou para o outro, o cobrador estava na dele contando os trocados, respirou bem fundo, com o que podia enxergar, e disse “sim”. Ele sorriu, pegou na mão dela e foram até o terminal do Centro, assim, de mãos dadas. Depois, foram beber uma cerveja, comemorar o casamento, trocaram beijos e, como se fosse uma história de amor de verdade, ele teve que partir, porque, na época, o último ônibus para Santo Antônio de Lisboa, onde morava, partia à meia-noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, ele não lembrava o nome de sua recém-mulher, nem o que fazia, mas estava apaixonado. Nunca soube se por ela, ou se pelo inusitado da cena. Descobriu depois, com o bilheteiro do cinema, o nome e o telefone dela. Telefonou, perguntou se ainda lembrava dele, ao que ela respondeu: “Eu não podia esquecer da voz do meu marido”. E assim foram uns dois meses de um a história que parecia ter tudo para durar para sempre. Mas não durou, porque o amor nem sempre é cego. Um dia ela foi embora, e ele desconfia que foi por causa dos óculos novos, que corrigiram pra sempre sua miopia.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2695004.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=13373&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 24 de outubro de 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-590777435614282209?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/590777435614282209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=590777435614282209&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/590777435614282209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/590777435614282209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/10/dois-miopes-ambos-sairam-da-mesma-sala.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-339017877385922925</id><published>2009-10-17T08:03:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T08:05:49.600-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Por que não cumprimos leis?&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dois motivos levam os brasileiros a desrespeitar leis. Ambos têm a ver com a forma como compreendem a política, com letra maiúscula, como sendo uma coisa qualquer, e que serve apenas para se levar alguma vantagem em época de eleições, seja como eleitor, seja como candidato. Ambos os motivos são, a priori, promovidos e incentivados pelo Estado, nas suas mais variadas formas de poder. Numa espécie de motocontínuo social, elegemos políticos que não compreendem a essência da política e que, por conta disso, mantém um sistema oneroso, mantenedor de uma política que não privilegia o espírito público e a igualdade, e, ainda por cima, é ilegal. O primeiro é a impunidade. O segundo é o descumprimento, por parte do Estado, de leis que ele mesmo cria. Se nem o Estado cumpre as leis, por que a população deveria cumprir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos exemplos mais emblemáticos é o acordo feito entre o Estado brasileiro e o Vaticano que é escancaradamente inconstitucional. O parágrafo primeiro do artigo 11 do acordo diz: “O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um desrespeito a outras crenças, além de inconstitucional (pois a Carta diz claramente que o Estado deve ser laico), essa preferência pela Igreja Católica. Além disso, o trecho acima é incoerente, porque fala em “matrícula facultativa”, mas “constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. A única cadeira que o Estado poderia oferecer seria a de história das religiões, mas não é o que acontecerá se diretores de escolas públicas quiserem levar esse acordo a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não moro num país sério, havia quase esquecido disso. Afinal, a Assembleia Legislativa do Estado e a Câmara de Vereadores da Capital cotidianamente violam a lei, mantendo crucifixos exatamente sobre a cabeça de seus transgressores presidentes. Cumprir leis para quê?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2687184.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=13328&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, em 17 de outubro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-339017877385922925?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/339017877385922925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=339017877385922925&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/339017877385922925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/339017877385922925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/10/por-que-nao-cumprimos-leis-dois-motivos.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-9106704058793049211</id><published>2009-10-12T16:25:00.001-07:00</published><updated>2009-10-12T16:25:44.802-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Achados e perdidos&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não sei se ainda existe um departamento de achados e perdidos. Eu imaginava um lugar comprido com estantes devidamente catalogadas, cheias de objetos com teias de aranhas aguardando seus donos. Já perdi tanta coisa nessa vida, que talvez não coubesse num único departamento. Perdi livros, canetas, isqueiros, brinquedos. Um deles, perdi ainda na infância, e depois o encontrei no sótão da casa do meu avô, que, por coincidência, era a casa onde nasci, e onde morei até a juventude. Era um macaco que pedalava sobre uma corda. Para brincar, era preciso de duas pessoas. Enquanto um levantava a corda, para que ele descesse por ela, o outro tinha que baixá-la, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta Mario Quintana escreveu, num de seus epigramas, que as coisas perdidas – e inclua-se os indefectíveis guarda-chuvas, os botões que se desprenderam, as dentaduras postiças (objetos que ele chama de heteróclitos e tristes) – vão parar nos anéis de Saturno, e que ficam lá eternamente girando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi muitos amigos, perdi muitos amores. Mas também encontrei outros tantos, amores e amigos. Uns circulam por aí, não sei em que cidade, em qual país. Outros, a “indesejada das gentes já levou”. Onde andam o Zé, o Almirante, o Romualdo, a Rose, a Carol, a Suzane, a Deneuza? Em que planeta ou plano se escondem o Jonibaldo, a Sandra, a Gerusa? Em que cidadezinha se meteu a Inês, em que lugar foi parar a Maria, que me deu o primeiro beijo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que biblioteca foi parar o livro de fotografias com reproduções manuscritas de poemas de poetas franceses, que, pra falar a verdade, nem era meu, mas do Fernando Karl. Onde está o primeiro filme que fizemos, feito em super-8, e se chamava Tema para chuva? Nele, a Jonira chora na frente do pipoqueiro, o Ricardo fura uma bola com uma faca, e o Marcão cheira a flor que nasce de um sapato velho. Na cena mais importante, a Carol dança com um vestido de cigana e um guarda-chuva colorido sob uma chuva falsa, feita de mangueira. Carol, onde andas? Naqueles dias perdidos, eu tenho certeza de que fui feliz, e aquela felicidade foi parar nos anéis de Saturno, junto com todos os outros achados há muito já perdidos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-9106704058793049211?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/9106704058793049211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=9106704058793049211&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/9106704058793049211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/9106704058793049211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/10/achados-e-perdidos-nao-sei-se-ainda.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-651537722634419543</id><published>2009-10-03T08:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T08:16:37.196-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SsdqXPVmR0I/AAAAAAAAAlw/drrHwVyE7ng/s1600-h/Barca+dos+Livros+3808.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 246px; height: 164px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SsdqXPVmR0I/AAAAAAAAAlw/drrHwVyE7ng/s400/Barca+dos+Livros+3808.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388392426658744130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A nau do saber pede socorro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Livros são armas perigosas para os governantes, porque fabricam cidadãos inteligentes, e estes não votam em gente sem escrúpulos. Político gosta mesmo é de asfalto, e a maioria odeia livros. Como não existe uma política de Estado para a cultura, e muito menos para o livro, a Ilha de Nossa Senhora dos Aterros vive à míngua no que se refere a essas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prova disso é que não existem bibliotecas públicas municipais na cidade. A única municipal, e não vale contar as das escolas públicas, porque são delas, fica no continente, e pertence, pasmem, à Secretaria de Obras. Sim senhores, é desse modo que esses caras veem os livros. Não me admirarei o dia em que, para recapar a Beira-Mar pela centésima vez (porque pra essa gente, asfalto bom é asfalto que se deteriora logo) usarão os livros da biblioteca Barreiros Filho junto com piche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única biblioteca pública da cidade fica na Lagoa. É pública porque é aberta, mas não é no que se refere à administração. A Barca dos Livros, que fica ali no trapiche, é ideia de cidadãs que trabalham de graça para manter o espaço navegando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tânia Piacentini, uma das idealizadores, lançou nessa semana um manifesto pedindo socorro para que o espaço e o acervo maravilhoso de que dispõe literalmente não naufrague. A nau do saber é mantida pela Sociedade Amantes da Leitura, e existe desde 2007. O problema é que manter um espaço aberto, e gratuito a todos, só com paixão pelo livro não resolve. De vez em quando a Barca consegue emplacar um projeto nas leis de incentivo, mas não dá para mantê-la sem um comprometimento efetivo e permanente do poder público. Afinal, é dever do Estado o incentivo à educação e à cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma média de1,8 mil pessoas passam por lá todo mês, tanto para ler ali mesmo quanto para pedir livros emprestados. Em um ano, a Barca emprestou quase 20 mil livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma cidade que pretende ser referência turística deveria ter, pelo menos, uma biblioteca pública em cada bairro. Mas aqui na Ilha, parece até ridículo ter que pedir apoio público para o funcionamento de uma que é referência, que dirá pedir pela a abertura de novas. Desse modo, em breve, seremos a Capital do mangue ocupado, do patrimônio destruído, do asfalto podre, menos a de uma cidade de leitores, o que seria o sonho ideal.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2672787.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=13246&amp;amp;section=1315"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Diário Catarinense, 3 de outubro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-651537722634419543?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/651537722634419543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=651537722634419543&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/651537722634419543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/651537722634419543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/10/nau-do-saber-pede-socorro-livros-sao.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SsdqXPVmR0I/AAAAAAAAAlw/drrHwVyE7ng/s72-c/Barca+dos+Livros+3808.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2635080285545454384</id><published>2009-09-26T06:44:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T07:21:06.023-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/Sr4i810s65I/AAAAAAAAAlo/LVg9EqDsjj0/s1600-h/coxilha+057.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 120px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/Sr4i810s65I/AAAAAAAAAlo/LVg9EqDsjj0/s400/coxilha+057.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385780633017314194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;E depois do boi?&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Cadê o toucinho que estava aqui? O gato comeu. Cade o gato? Foi pro mato. Cadê o mato? O fogo queimou. Cadê o fogo? A água apagou. Cadê a água? O boi bebeu. E depois do boi, esqueci. Nem sei o motivo pelo qual essa sequência infantil apareceu na minha cabeça. Assim do nada, em plena viagem, descendo a Serra, ela entocou no cérebro. A memória é uma ilha de edição, escreveu o grande poeta Wally Salomão. Por que será que ela me fez lembrar uma brincadeira de criança, mas ao mesmo tempo não me trouxe a brincadeira toda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou há alguns dias querendo saber o que vem depois do boi, mas não consigo lembrar. Sim, eu poderia procurar no Google, ligar pra um amigo, perguntar pra mãe. Mas achei que estaria dando muita moleza pra memória. Ou eu me esforço, ou vou achar que todas as respostas estão no grande oráculo, como diz a Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos leitores escreveram emocionados com o presente que ganhei da G., relatado aqui, no sábado passado. Alguns perguntaram se inventei a história toda. Não, ela existe, se chama Gabriela se veste de palhaço pra alegrar as crianças, e, por isso, deve saber o que vem depois do boi. Além do mais, vários destes leitores escreveram para dizer que são o décimo quinto leitor. Foram tantos, que já perdi a conta de quem é quem. Suponho que já devo ter bem uns 25, sem contar a carta da professora Ivonete, da Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos, de Joaçaba, avisando que agora não são mais quatorze, mas muitos. Decerto que tenho que parar com essa brincadeira e aceitar tamanha responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar em responsabilidade, sei que jornal é coisa séria, tem que ter notícia e informação. Afinal, golpistas militares depuseram o presidente eleito, a Austrália sofreu uma invasão de areia, direitistas norte-americanos vão às ruas porque Barack Obama quer investir em saúde, o Correio está em greve, os congressistas votaram pela ampliação do número de vereadores, a violência aumenta cada vez mais, e eu aqui preocupado porque não sei o que vem depois do boi. Meus inestimáveis e agora incontáveis leitores, afinal, o que vem depois do boi?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2665502.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=13197&amp;amp;section=1315"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Diário Catarinense, 26 de setembro de 2009&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2635080285545454384?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2635080285545454384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2635080285545454384&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2635080285545454384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2635080285545454384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/09/e-depois-do-boi-cade-o-toucinho-que.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/Sr4i810s65I/AAAAAAAAAlo/LVg9EqDsjj0/s72-c/coxilha+057.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1445871911730502458</id><published>2009-09-19T12:11:00.000-07:00</published><updated>2009-09-19T12:12:59.165-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma caixa com uma carta dentro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de falar durante quase duas horas, num pavilhão cheio de gente, e de comandar um palco maior que ela, como se o palco fosse dela, G. se aproximou e pediu pra tirar uma foto comigo. Se ela não pedisse, eu mesmo pediria. Nunca sei o quanto alguém me quer próximo, principalmente quando eu mesmo quero estar. E quando a maioria das pessoas foi embora, ela me deu um embrulho. Era uma caixa de madeira, pintada de azul, ainda com cheiro de verniz. Na tampa, uma ilustração com a metade de um relógio (lembrei que alguém havia comentado sobre o tempo, talvez ela?), um jogo de dados (jamais abolirá o acaso?), um óculos redondo e um recorte ilegível de jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri a caixa, e dentro havia um cachimbo e uma carta manuscrita, que dizia, numa letra de forma, sem disfarçar palavras rabiscadas, e sobrepostas por algum arrependimento gramatical, textualmente assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já estou explicando que não farei uma boa carta a você, com vírgulas e pontos no lugar certo, mas por favor entenda e leia até o fim, ou não. Esta caixa fui eu quem fiz, nos últimos dias. Desculpa o cheiro de verniz. Ela é muito simples, mas mais ainda é o cachimbo que encontrou. Pois bem, em Joaçaba estas coisas são extintas, e eu não entendo nada. Olhei para esse, entre as poucas opções (o cara me disse que é caboclo) e resolvi comprar. Ele é bem estranho, mas faça o que estiver com vontade. Já errei várias vezes por aqui, mas não tenho mais folhas. Daqui a pouco você estará aqui nesse pavilhão. Nada disso importa. Eu só fiquei muito bem quando comecei a ler algumas crônicas suas. Quando eu estava em meio às garotas, me sentia torturada, pois todas sabiam as faculdades, os cursos e tudo mais. Eu não. Você não deve ter muito tempo para ler cartas de uma aluna que quer agradecer você. Isso parece extremamente ridículo, mas já foi. Que você seja novo mesmo quando o tempo passar, e que eu possa ler suas crônicas quando me sentir insegura do meu destino, rumo a sei lá. Obrigada, G.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, desapareceu, sem dizer o nome além do enigmático G. Obrigado eu, senhorita G., você nem faz ideia do quanto essa caixa com uma carta dentro mexeu comigo, e por isso a divido agora com meus 14 fiéis leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente no Diário Catarinense, 19 de setembro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1445871911730502458?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1445871911730502458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1445871911730502458&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1445871911730502458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1445871911730502458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/09/uma-caixa-com-uma-carta-dentro-depois.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-7464775327553440930</id><published>2009-09-12T08:40:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T08:42:17.096-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c"&gt;Contra a censura na internet&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Alguns políticos ainda são enormes dinossauros, comprometidos apenas com sua manutenção no poder. Nessa semana, o Senado colocou em votação uma proposta para lá de inaceitável. O texto base da (mais uma) reforma eleitoral pretende usar a censura, que a lei eleitoral já exerce sobre os jornais impressos e sobre as emissoras de televisão, também na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz tempo que eu não assisto tevê, com exceção de uma ou outra partida de futebol. Mesmo assim, sempre achei um absurdo o horário eleitoral gratuito. Do mesmo modo que é insensato e inconstitucional a censura na mídia impressa durante as eleições. Mas boa parte da reeleição de uma porção de gente sem nenhum compromisso coletivo e com a democracia só acontece por causa dessa parte abominável da lei eleitoral. Se os jornais e tevês fossem livres, muitos destes dinossauros não teriam sido reeleitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pelo jeito, os autores da proposta desconhecem a Internet. Primeiro porque, ao contrário das outras mídias, ela é gratuita. Segundo, porque é o mais democrático dos meios de comunicação. Qualquer cidadão que tenha acesso a computador e à Internet pode ter um blogue, uma página pessoal em qualquer sítio de relacionamento, no Twitter, ou postar seus vídeos no Youtube. E, por último, como a Justiça Eleitoral vai fiscalizar, que seja, o Orkut de um garoto que pensar que o prefeito é um péssimo administrador, por exemplo, e quer manifestar essa opinião? Além do mais, a Constituição é bem clara, em seu artigo 220, parágrafo segundo, que diz: “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”. Mais claro impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico admiradíssimo que ainda tenha político com projetos de lei que, a priori, já nascem ilegais. A discussão voltará à Câmara e deve ser votada antes do dia 30 de setembro, para que tenha validade para a próxima eleição. Se não retirarem a parte que proíbe, na Internet, opiniões ou “tratamento privilegiado” a qualquer candidato, é porque a insanidade tomou conta geral dos dinossauros. Mas o pior mesmo é que uma lei como essa pode ser apenas o começo de uma censura muito maior à rede. E é isto o que os dinossauros mais querem.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado originalmente no &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2650533.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=13102&amp;amp;section=1315"&gt;Diário Catarinense&lt;/a&gt;, 12 de setembro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-7464775327553440930?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/7464775327553440930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=7464775327553440930&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7464775327553440930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/7464775327553440930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/09/contra-censura-na-internet-alguns.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4503206539416587934</id><published>2009-09-05T09:16:00.001-07:00</published><updated>2009-09-08T07:24:33.157-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Educação para o mercado&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As políticas públicas para a educação no Brasil são as piores do mundo. Depois da sacanagem que foi o golpe militar, financiado pelo governo norte-americano, baseado numa política expansionista, neocolonial e, por isso, usurpadora, tudo piorou. No pacote ditatorial veio uma reforma educacional que detonou com as políticas públicas de educação, que, no Brasil dos anos de 1950 ainda eram decentes. A escola pública sempre foi melhor, porque a elite acreditava nela. Só ia para a escola privada o filhinho de papai que se dava mal nas provas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpe militar também implantou uma ideologia tacanha, tirando dos cursos básicos o ensino da filosofia e de outras cadeiras das humanas, privilegiando o tecnicismo com vistas exclusivamente ao mercado de trabalho. A lógica capitalista não precisa de gente que pensa, apenas que trabalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, a reforma do ensino implantou no currículo a educação religiosa (que, no caso, se baseava no ensino dos fundamentos apenas da Igreja Católica, aliada ao golpe), o ensino de moral e cívica (sem nenhuma proposição dialética) e a iniciação para o trabalho. Adeus pensar, viva a lavagem cerebral, esta era a ideia. O pior é que, mesmo com o fim da ditadura, e vivendo hoje num país que se diz democrático, o ensino ainda é excludente, e o que é pior, reacionário, autoritário e formador apenas de mão de obra, não de pensadores e críticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O costariquenho Vernor Muñoz Villalobos, relator especial da ONU pelo direito à educação, disse textualmente que a educação está em crise, e faz uma avaliação estarrecedora, ainda que óbvia, se prestássemos mais atenção nos detalhes da história. Ele diz: “A educação como sistema surgiu no mesmo momento em que apareceram o sistema penitenciário, as fábricas e os hospitais psiquiátricos. Isso quer dizer que as escolas foram pensadas como uma forma para disciplinar a mão de obra para o mercado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior não é constatar isso, pior mesmo é perceber que as empresas, os políticos, os professores, e, por que não, os próprios estudantes, estão com a cabeça tão bem feita desde o golpe militar, que acham que deve ser assim mesmo. Tanto que as escolas privadas já chamam seus alunos de clientes e todos acham normal. Educação não pode ser tratada como negócio, mas, infelizmente, cada vez mais é pensada desse modo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4503206539416587934?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4503206539416587934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4503206539416587934&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4503206539416587934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4503206539416587934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/09/educacao-para-o-mercado-as-politicas.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-3450230832041182190</id><published>2009-08-29T09:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T09:20:44.162-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;O cheiro das coisas&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Coisas, pessoas, épocas, lugares, roupas, fatos, situações, tudo isso tem cheiro. O cheiro que as coisas têm é a máquina do tempo, mas com rumo apenas na direção do passado. Comecei a fumar aos 14 anos, em uma época que por esta idade os meninos já eram mais homens do que são hoje. Aos 11, eu pegava ônibus sozinho, com dinheiro no bolso e contas para pagar, numa cidade que já era metrópole em 1973. E eu lembro bem do cheiro de Curitiba, do cheiro da fumaça da oficina mecânica da Marechal Deodoro, onde, na hora do lanche, comíamos sanduíche de pão d’água com mortadela e tomávamos coca-cola de garrafinha. Não tomo mais coca-cola, mas basta sentir o cheiro, que é como se eu me transportasse para aquela oficina, naquela cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fumaça, até uns 11 anos atrás, quando deixei de fumar cigarros, durante muito tempo ocultou de mim estes cheiros. Quando abandonei o cigarro, voltei a Lages, onde nasci, e senti o cheiro da minha infância. O cheiro sempre esteve lá, meu nariz é que estava encoberto pelo odor da nicotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns cheiros, mesmo sem cigarros, se perderam para sempre. Por mais que o cheiro do bebê da Ana e do Lui, a doce e temporona Júlia, e o cheiro de quando minha afilhada Dandara era bebê, e já é quase adolescente, sejam apenas cheiro de bebê, nenhum era igual ao cheiro do meu bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro da cerveja escura que lembra café e chocolate, do brandy no inverno, da fumaça da chaminé do forno à lenha da pizzaria aqui ao lado, que anuncia todos os dias o cheiro da lenha; o cheiro do tabaco, do café quente, dos livros assim que chegam da gráfica, mas também o cheiro da biblioteca e seu pouco de mofo; o cheiro da mata quase extinta; o cheiro de um casaco de lã abandonado, o cheiro de um molho pesto no talharim fresco que acabo de fazer e comer; o cheiro de uma Ilha coberta por aterros por causa do cheiro do dinheiro, que atrai tanta gente; o cheiro do churrasquinho de gato dos jogos de domingo do Internacional de Lages, onde, sem dinheiro para o ingresso, pulávamos o baixo muro. Se palavra tivesse cheiro, a que se pareceria o cheiro da espera? O cheiro faz lembrar, o cheiro faz esquecer, o cheiro, no final das contas, é o que decide.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2634535.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=13019&amp;amp;section=1315"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Publicado originalmente no Diário Catarinense, 29 de agosto de 2009&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-3450230832041182190?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/3450230832041182190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=3450230832041182190&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3450230832041182190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3450230832041182190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/08/o-cheiro-das-coisas-coisas-pessoas.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2203443660336414618</id><published>2009-08-22T08:58:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T09:09:38.928-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2627389.xml&amp;amp;template=3898.dwt&amp;amp;edition=12966&amp;amp;section=1323"&gt;aqui &lt;/a&gt;para ler a resenha do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os melhores poemas de Lindolf Bell&lt;/span&gt;, publicada hoje no Diário Catarinense. Abaixo, alguns videos para ver o poeta declamando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2203443660336414618?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2203443660336414618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2203443660336414618&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2203443660336414618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2203443660336414618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/08/entre-aqui-para-ler-resenha-fo-livro-os.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-3806271615246876170</id><published>2009-08-22T08:53:00.001-07:00</published><updated>2009-08-22T09:02:35.155-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Contradições do adeus&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Existem vários modos de dizer adeus, além do mais simples deles que é apenas dizer, com as cinco letras: adeus. Este, porém, poucos têm coragem de encarar. Primeiro, deve haver um motivo muito grave para tal. Uma viagem que se pretende para sempre (ainda que isto não exista de fato), um romance interrompido, ou uma ida até a esquina, porque adeus também quer dizer até logo. Ou, como uma garota muito especial me disse um dia, depois que eu lhe disse adeus (contrariando o fato de que são sempre elas que dizem ): “porque sei que os fins não são mais que recomeços”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As estatísticas do amor, as mesmas ditas por Drummond no Necrológio dos desiludidos do amor – “enquanto as amadas dançarão um samba / bravo, violento, sobre a tumba deles” – mostram que os homens nunca dizem adeus. A despedida, o bota-fora, é sempre prerrogativa feminina. Homens não querem perder, mesmo que ficar seja perder. Talvez seja uma lógica ancestral, atávica, animal. Animais dizem adeus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota, sem querer, criou ao mesmo tempo um paradoxo (o de que as despedidas sempre são recomeços, e, se recomeçam é porque não têm fim) e um novo paradigma (o de que os homens também sabem dizer adeus). Mas não dizem, e quando dizem, logo desdizem. Para que dizer adeus quando não se quer partir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando é preciso dar fim a uma coisa que nunca teve um começo? E quando dizer adeus não significa nada, porque nada existia para que alguém tivesse que dizer adeus? Talvez seja um problema filosófico dos mais importantes hoje, quase como separar-se sem nunca ter estado junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer e não dizer não significa nada. Ficar ou dizer adeus, nesse caso, também. Tudo flui, nenhum dia é igual ao outro, mas por que parece ser? Não sei dizer adeus, mesmo que todos os dias pareçam ser o último. Só não sei dizer último em relação ao quê. Tanto pode ser em relação ao último grão de arroz do melhor risoto, quanto pode ser a última mensagem de socorro enviada pelo comandante de um navio que afunda muito devagar. O melhor do adeus é descobrir que nada vai, exatamente do mesmo modo que nada fica.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;amp;local=18&amp;amp;source=a2626546.xml&amp;amp;template=3916.dwt&amp;amp;edition=12966&amp;amp;section=1315"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Diário Catarinense, 22 de agosto de 2009&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-3806271615246876170?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/3806271615246876170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=3806271615246876170&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3806271615246876170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3806271615246876170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/08/contradicoes-do-adeus-existem-varios.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1311360948594480600</id><published>2009-08-15T08:55:00.000-07:00</published><updated>2009-08-15T09:26:55.900-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Viver para contá-la&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A epígrafe do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viver para contar&lt;/span&gt;, do colombiano Gabriel García Marquez, anuncia: “A vida não é a que a gente viveu, e sim a que a gente recorda, e como recorda para contá-la”. Mesmo que seja algo que preenche a existência, o presente é tão fugaz, que mal conseguimos detectar onde reside. Sabemos o que é, mas não conseguimos segurá-lo, brecá-lo no tempo. O primeiro “A” deste texto já é passado, já está escrito, já foi contado. Ele permanece apenas como a sensação de um presente, mas já era. Somos seres forjados pela memória e pela contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente, por mais que seja esse fluir constante, avançando ao futuro, é a única coisa que resta. Pensar demais no futuro é quase como não viver. Se apegar ao passado também. Carpe diem era a senha escrita, e hoje cada vez mais urgente. Mas não existe maneira de perder tempo. Qualquer coisa que façamos, estamos vivendo. Se não do modo como gostaríamos, não é por culpa do tempo. Por que sempre queremos fazer algo que não está ao alcance imediato? Por que “perdemos tempo” tentando fazer coisas para que nos levem àquilo que queremos apenas no futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever, se levarmos a ideia de “perder tempo” a sério, é o ato que mais faz um sujeito perder tempo. Afinal, para escrever, é preciso deixar de viver. Seria o ato de escrever o mesmo que viver? Para escrever é preciso lembrar. Do que me lembro? O que vale a pena lembrar? Por que interessaria ao outro um ínfimo de instante do que vivi? Por que leio tanto sobre os outros? Ler é viver? Se sim, o mundo é apenas uma sensação. Dormir, talvez sonhar, dizia Hamlet. Que diferença há entre o sono e a vigília se muitas vezes o que sonho, dormindo ou acordado, é tão intenso? De uma intensidade tal. que vai quase além de um fato aparentemente vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei com uma casa de dois andares, duas garagens, um carro que nunca encontrei e uma mulher que expulsava todas as outras assim que chegava. Contradizendo tudo o que sempre disse sobre viver apenas o presente, decido esperar. Não sei até agora o que contar disso, nem como contar. Se esperar também é viver, depois eu me viro para contar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1311360948594480600?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1311360948594480600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1311360948594480600&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1311360948594480600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1311360948594480600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/08/viver-para-conta-la-epigrafe-do-livro.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4835634183843931911</id><published>2009-08-08T08:19:00.000-07:00</published><updated>2009-08-08T08:20:18.092-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Malabaristas de rua&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Existe todo tipo de malabarista na rua. Os por opção, os porque não tem ocupação formal, os que pedem esmola, os que vendem flores, os que vendem jornais, os que carregam bandeira de partido (quase sempre porque precisam) e os que, como eu, adoram estar na rua, não fazer nada na rua., mas, do meu modo, me equilibrando na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida da prefeitura de proibir alguém de estar na rua, fazendo o que quer que seja, é um atentado contra as liberdades individuais, e, por consequência, contra a democracia. Se o poder público quer mesmo resolver problemas urbanos, deve pensar primeiro nos problemas sociais. Depois, pensar num modo de criar uma infraestutura urbana na qual o uso do transporte público seja privilegiado em relação ao privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, proibir um cidadão de se manifestar, seja ele de que forma for, é abrir uma brecha para o poder público proibir qualquer manifestação no futuro. Hoje são os malabaristas, amanhã os pedintes, depois de amanhã, caro cidadão, será sua vez de ser proibido, porque a ideia do poder público é sempre a de jogar para debaixo do tapete os problemas reais. No caso dessa cidade, com certeza, as mazelas urbanas não passam pela presença dos malabaristas nos sinais, mas sim pela crescente violência, pela ocupação irregular dos espaços públicos, pela destruição do patrimônio cultural e natural, enfim, pela falta de educação pública de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ser segregacionista, porque não pune outro tipo de manifestação (e os vendedores de flores, os pedintes, os vendedores de jornais, os que oferecem água?), a medida é totalmente inconstitucional, porque fere até a medula o direito de ir e vir de um cidadão, seja ele fazendo malabarismos, seja ele gritando fora Sarney ou seja ele dando vivas (como faço quando posso) ao passe livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um malabarista de rua entre a multidão de automóveis e motocicletas, e exijo a imediata ocupação das ruas por pessoas no lugar dos automóveis cada vez mais homicidas. Eles já estão tomando nosso lugar nas calçadas. Nada mais justo que nós, malabaristas, ocupemos o lugar deles nas ruas, para exercermos nosso direito fundamental de viver nessa incrível arte de andar por um fio.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4835634183843931911?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4835634183843931911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4835634183843931911&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4835634183843931911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4835634183843931911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/08/malabaristas-de-rua-existe-todo-tipo-de.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-6375394497757124917</id><published>2009-08-01T12:03:00.001-07:00</published><updated>2009-08-01T12:03:46.188-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Uma garota indignada&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Convidado pelos escritores e amigos Salim Miguel e Flávio José Cardozo, escrevi um conto para a coletânea 13 Cascaes, cujo mote deveria ser o folclorista Franklin Cascaes. O livro, publicado pela Fundação homônima, já é um dos mais vendidos, por conta de ter sido indicado para o vestibular da UFSC. Nessa semana, participei, junto com os escritores e também amigos Adolfo Boos Jr. e Olsen Jr., de um debate na Casa da Memória com alunos de terceiro ano de uma escola privada. À certa altura, a conversa girou em torno da enorme sacanagem que estão fazendo com a Ilha de Nossa Senhora dos Aterros, principalmente em questão ao seu patrimônio histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que os últimos 20 anos foram desprovidos de dirigentes públicos minimamente atentos no que se refere às políticas públicas para a cultura. Deu no que deu. O aterro do Burle Marx (paisagista que neste mês completaria 100 anos) virou um garajão. Assistimos a prédios e mais prédios históricos, literalmente, serem tombados ao chão, em troca de uma arquitetura de última qualidade. Os apelos para que a cidade tenha um fundo municipal de cultura, editais democráticos, um plano diretor razoável, a nada disso os políticos dão ouvidos. Pelo contrário, o prefeito acha que progresso é fazer viaduto e o governador acredita que cultura, turismo e esporte devem estar na mesma secretaria. Desse modo, sobra confusão, até mesmo por parte de quem concorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, no debate, uma garota ficou decepcionadíssima e indignada porque eu disse que detestava o epíteto Ilha da Magia, atribuído à cidade. Eu disse que com magia ninguém resolve nada, mas sim com razão. Ela atribui a magia à natureza, e não a esse estado metafísico no qual as coisas pretensamente se resolvem com passes de mágica. No fundo, tanto eu quanto ela defendemos a mesma coisa. E eu gostei muito da indignação dela, que deveria se voltar contra as autoridades, porque são elas que se lixam pela preservação deste patrimônio riquíssimo. Em breve, se continuarmos com essa lengalenga e não usarmos a inteligência, viveremos numa cidade como outra qualquer, sem a magia da natureza manifestada pela garota indignada, e com toda a razão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-6375394497757124917?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/6375394497757124917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=6375394497757124917&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6375394497757124917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6375394497757124917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/08/uma-garota-indignada-convidado-pelos.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1450321025992802890</id><published>2009-07-25T07:13:00.001-07:00</published><updated>2009-07-25T07:13:39.285-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;A gênese do meu ceticismo&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A primeira vez que vi um televisor eu tinha sete anos. E a coisa não era das mais interessantes. A tevê já nasceu chata. Lembro muito bem (e nem tinha comerciais) que a imagem era quase fixa, em preto e branco, e um cara com voz de pato falava uma língua que eu nem sabia da existência. A minha avó explicou, não sem ter sua própria dúvida, que era o homem pousando na lua. Olhei para a lua, mas não havia homem nenhum. Nascia ali a dúvida, baseada no fato de que só existe aquilo que posso ver. Devo à minha avó a gênese do meu ceticismo. Duvido, por conta disso, até mesmo da minha própria existência, e a cada vez que entro numa aeronave (pra imitar o bom mocismo das tripulações) duvido que vá levantar voo. E no entanto, ela sobe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida, essa que faz a gente coçar a cabeça e fazer cara de retorcido, é talvez o nosso maior patrimônio individual. A dúvida é o que nos faz únicos, mais até do que nossas impressões digitais, porque não está exposta, não se perpetua, ela é mutável, mutante. A dúvida existe até o momento em que uma única pergunta é respondida. A fé não admite perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais intrigante da dúvida é que as coisas acontecem independentemente das crenças ou descrenças. Não adiantam todos os argumentos a favor ou contra a ideia de Deus, por exemplo. É possível crer no terreno do vago, pois até mesmo o mais brilhante argumento pela crença é abstrato, como defende Santo Agostinho: “Creio porque é absurdo”. Do mesmo modo, a dúvida também. Nestas comemorações dos 40 anos da suposta (sentiram o ceticismo?) viagem à lua, existem várias evidências de que o fato aconteceu. Mas também são inúmeras as dúvidas suscitadas pelas próprias evidências, no caso as fotos, os filmes, e aquela geringonça chamada módulo lunar, que nem precisou, para voltar à terra, de toda a parafernália que usou para ir à lua. Como? Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existe invenção onde há dúvida. Entre o ceticismo pueril do garoto de sete anos, e o ceticismo adulto de 40 anos depois, pouca coisa mudou no mundo das ideias. E em se tratando de publicidade, duvidar é sempre mais interessante do que crer. A frase de Santo Agostinho serve também pelo seu oposto. Se posso crer porque é absurdo, por que não posso duvidar pelo mesmo motivo?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1450321025992802890?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1450321025992802890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1450321025992802890&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1450321025992802890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1450321025992802890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/07/genese-do-meu-ceticismo-primeira-vez.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2255986643882480151</id><published>2009-07-18T07:26:00.001-07:00</published><updated>2009-07-18T07:26:48.700-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Um país irritante&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não tem nada que seja tão irritante quanto um político. Eles não se emendam nunca. São esquisitos, se vestem de forma esquisita, pintam os bigodes, chegam sempre atrasados, cumprimentam a quem não conhecem, tentam falar difícil e só se enrolam, misturam conceitos, adoram falar palavras abstratas, porque não sabem realizar ações concretas, enfim, são o fiasco da sociedade. Isso que nem estou entrando na questão mais profunda, mas que não temos acesso às provas, que é a corrupção epidêmica. Mais que a gripe A e a saúva (que desde Mário de Andrade já não nos perturba) o problema do Brasil está na corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, talvez seja exagero da minha parte, além de inútil, porque nada vai mudar; ninguém vai deixar de querer ganhar o seu. Até mesmo porque não existe corrupção sem corruptos ou sem corruptores. Isso significa que já é cultural esse negócio. Ninguém, no fundo, quer mudar o jeitinho de como as coisas funcionam no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais espanta no caso de um mordomo trabalhar na casa de um político, um senador, ex-presidente, na casa da filha do cara, e ser pago por nós, com nosso parco dinheiro, não é o fato em si. Afinal, é da natureza do político brasileiro esse comportamento. O que mais irrita mesmo é que muita gente deveria estar sabendo faz muito tempo. Mas por que só agora abriu a boca? Todos, dos que sabiam, até quem cometeu o crime, fazem parte dessa cultura irritante do brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como transformar isso se somos parte de uma nação de analfabetos políticos? Não que a maioria tenha culpa total nessa cultura. Afinal, sem política pública inteligente e democrática para a educação e para a cultura, como querer que alguém vote com inteligência? Como defenestrar estes caras que ocuparam todos os poderes? Os executivos que não executam, legislativos que não legislam e judiciários que são os mais injustos de todos? Só mesmo com um choque profundo de educação política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem lembrou meu amigo Joca Wollf, citando Eça de Queiroz: “Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”. Aliás, irritante mesmo é ouvir estes caras chamarem uns aos outros de vossa excelência.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2255986643882480151?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2255986643882480151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2255986643882480151&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2255986643882480151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2255986643882480151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/07/um-pais-irritante-nao-tem-nada-que-seja.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4275260903951292066</id><published>2009-07-11T07:03:00.001-07:00</published><updated>2009-07-11T07:03:56.667-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Sobre diplomas e competências&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Bernard Shaw talvez tenha sido cruel ao dizer: “Desde pequeno tive que interromper minha educação para ir à escola”. Mas me parece um bom começo para debater educação, diploma e competências profissionais. Se girarmos como moscas em torno da decisão do STF, que derrubou a obrigatoriedade do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista, e não enxergamos outras possibilidades de formação, ficaremos sempre no âmbito mesquinho do corporativismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvido que alguém discorde da tese de que existem muitas formas de aprender. Acontece quer por hábito, costume, talvez até por um questão de acomodação, costuma-se aceitar que o único local para se aprender algo seja a escola. Quase todos conhecemos pessoas que têm formação regular acadêmica e que são profissionais medianos, do mesmo modo como conhecemos outras que não têm tal formação e sabem decifrar códigos, pintar, cozinhar, cantar, compreender o universo que o cerca, enfim, escrever com igual ou maior facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se admitirmos a existência destas possibilidades, dá para deduzir que ter ou não ter um diploma para algumas atividades não é a questão primordial para o exercício de uma profissão. Do mesmo modo que ter um diploma não é ruim (pelo contrário), não tê-lo – levando em conta estas premissas – também não é. Tanto, que já temos prédios caindo, tesouras sendo esquecidos na barriga de incautos doentes, e sentenças perdidas por erros de advogados. O que esconde um debate mais profícuo sobre as competências profissionais, infelizmente, não é o reconhecimento da capacidade que o ser humano tem de aprender, mas o corporativismo daqueles que, só porque tiveram que frequentar uma escola formal, acham que têm o direito exclusivo de atuar em determinada área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensinar não é atribuição exclusiva da escola, nem um diploma confere capacidade de uma competência. Tanto os profissionais, sejam eles de qualquer área, diplomados ou não, podem, juntos, pensar em soluções para o impasse. O reconhecimento, por parte das escolas, de habilidades notoriamente comprovadas poderia muito bem diplomar os que concordam com Bernard Shaw, de que a escola não é o único lugar onde podemos aprender o que quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4275260903951292066?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4275260903951292066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4275260903951292066&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4275260903951292066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4275260903951292066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/07/sobre-diplomas-e-competencias-bernard.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-2929908240309846040</id><published>2009-07-04T09:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-04T09:37:28.955-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Se eu fosse você&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se eu fosse você, não ficava aí esperando não sei o quê. Se eu fosse você, encheria um lençol com a roupinha básica, amarrava num cabo de vassoura e sairia feliz de casa. Iria para a rua, que é onde as coisas acontecem, onde a vida pulsa para além dessa caverna platônica que é tua casa. Principalmente na hora do jornal das oito, e nem se fala durante a novela das nove. A vida ali nem de ilusão é feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse você, não iria mais à escola. Pelo menos não a essa escola esquizofrênica, que me mandava ficar quieto quando mais pergunta eu tinha. Como assim, quieto? Meu corpo, de seis anos de idade, não é feito para isso. Meu corpo quer pular, gritar, rir de todas as escatologias possíveis. Meu corpo não está pronto para ser atrofiado. Meu corpo não quer se transformar num adulto chato, histérico e castrador, incapaz de se contentar com a coisa mais fundamental e gratuita que tem na vida, a luz do sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse você, acenderia um charuto na tua última nota de um real, só pra dizer que se libertou de vez dessa cultura que forma debiloides cotidianamente, que transforma pessoas em seres alienados de si mesmos, que dirá dos outros, porque não se contentam em apenas ser. Elas acham que só são quando têm. O verbo que se conjuga com o ser é o estar, não o ter, como você pensou até agora. Se liga, cai na irreal, olha quanta gente com lumbago, enxaqueca, com depressão. Olha quanta gente no Serasa, no CPC, com cartão estourado no banco só porque quer ter o que não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse você, desligaria todas as luzes, o computador, a geladeira e institucionalizaria o apagão, pelo menos uma vez por semana, para poder enxergar as estrelas, tiraria toda a roupa, andaria nu entre os prédios, abraçaria seu vizinho para poder sentir, mesmo que numa tentativa que mal chegaria aos pés da vida pré-histórica, o que há de mais atávico nessa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse você, olharia agora por cima deste jornal e daria uma enorme gargalhada, porque é o que nos resta, e os imbecis já tomaram todos os poderes, e não há mais lugar pra pessoas como você, com tão fina ironia, com tamanha inteligência pra ficar aí querendo ser o que não é, e com tanta vontade de mudar esse estranho mundo em que vives. Se eu fosse você, começaria a crer que talvez ainda haja tempo, e que nem tudo está perdido.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-2929908240309846040?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/2929908240309846040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=2929908240309846040&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2929908240309846040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/2929908240309846040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/07/se-eu-fosse-voce-se-eu-fosse-voce-nao.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1475270877348055315</id><published>2009-06-27T08:39:00.000-07:00</published><updated>2009-06-27T09:25:34.127-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SkZHzl_Cw5I/AAAAAAAAAfQ/lZGd4XfzNT0/s1600-h/adriana+e+sandra+006.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SkZHzl_Cw5I/AAAAAAAAAfQ/lZGd4XfzNT0/s400/adriana+e+sandra+006.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352044158871847826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uma borboleta com dois infinitos em são bonifácio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;O homem que vende flores&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tem um homem que vende flores nas sinaleiras. Na verdade, tem bastante gente que faz isso. Mas este é um senhor muito elegante, no que veste e na postura. Deve ter seus 60 e tantos anos. Costumo me enganar nestes cálculos de aparência. Mas sempre que vejo este homem, eu penso que se ele estivesse de terno e gravata, passaria por advogado, ou deputado, ou qualquer atividade destas que exigem tal fatiota. Discordo do Oscar Wilde, quando disse que só pessoas tolas (ou qualquer adjetivo destes) não julgam pelas aparências. Sou mil vezes o Diógenes, que preferiu viver como um cão dentro de uma barrica, do que qualquer destes janotinhas ou senhores engravatados. Quer saber? Eu tenho até medo dessa gente que anda de terno e gravata. Eu sempre penso que eles estão se escondendo, querendo parecer o que não são. Do mesmo modo, morro de medo de mulheres que usam vestidos longos, se equilibrem em seus saltos altos, alisam os cabelos ou têm mais creme que pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o homem que vende flores tem uma ternura no seu terno bem surrado, que nem sei de onde vem. Talvez pela salvaguarda do pacote de flores. E ele não fala nada, apenas mostra. Sequer usa um discurso, ou pede uma ajuda. Ele não estudou marketing para vender flores, não usa uma estratégia agressiva de mídia. Nada. Apesar disso, ele é um vendedor de flores profissional. Tem uma honestidade no seu produto, na sua postura, na sua expressão de “tudo bem” diante do meu sinal com a cabeça e as mãos de que não preciso de flores. Enquanto o sinal não fica verde, me pergunto se ele escolheu vender flores. Que outro sonho teria tido esse homem? Ele tem filhos, netos, família, amigos? Veio de onde? Nunca o vi vender uma única rosa. Tenho a impressão de que ele não precisa do negócio, de que está ali apenas porque não tem o que fazer em casa. Seus olhos não são de tristeza, nem de quem pede piedade. Tem uma melancolia, sim, isso ele tem, que faz o barulho da cidade desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu que me apiedo de mim mesmo, porque não tenho flores em casa, nem de plástico, porque eu não saberia cuidar delas, porque não consigo nem mesmo cuidar de mim, porque o sinal abriu, e o homem que vende flores ficou para trás, com aquele silêncio lindo, com uma elegância que eu queria ter, com uma liberdade de quem não precisa de muita coisa, a não ser circular quase anônimo entre os automóveis. E ele nem precisa chorar o tanto que choro cada vez que o vejo vendendo flores.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1475270877348055315?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1475270877348055315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1475270877348055315&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1475270877348055315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1475270877348055315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/06/o-homem-que-vende-flores-tem-um-homem.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MkyLuOfAcwI/SkZHzl_Cw5I/AAAAAAAAAfQ/lZGd4XfzNT0/s72-c/adriana+e+sandra+006.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4895856680228906326</id><published>2009-06-20T09:13:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T09:14:04.149-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;Ilha de Nossa Senhora dos Aterros, 2050&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Escrevo a coluna desta semana de dentro do meu automóvel, blindado, naturalmente, porque a violência passou da conta. Por sorte, a tecnologia permite que eu me conecte com meu editor para que ele possa receber este texto ainda hoje, a tempo de fechar o caderno. Faz três dias que estou preso aqui na ponte Luiz Henrique da Silveira. Mania que a gente tem de batizar ponte com nome de ex-governador. Bons tempos em que as pontes se chamavam Ponte da Saudade ou Ponte dos Suspiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de recém-inaugurada, de nada adiantou essa porcaria. Quando ainda era tempo de mudar a mentalidade das pessoas, os prefeitos e governadores, para agradar os empreiteiros que bancavam suas campanhas, e por acreditar que o progresso deveria ser feito de cimento e ferro, e não de cultura, como qualquer criança hoje já sabe, encheram a cidade de prédios, ruas, avenidas, viadutos e, claro, pontes. Nunca vi gostarem tanto assim de pontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que vai ser de mim. Nem dos outros motoristas que estão nas outras cinco pontes. Dá pra ver daqui apenas o caos. Tudo parado. Mas ainda assim tem imbecil buzinando. Buzinar pra quê? De que vai adiantar? Recebi uma mensagem pelo celular, de um amigo que está no Campeche. Ele disse que a fila está lá na SC-413, a moderna e já esburacada avenida, com oito pistas, que passa onde antes eram as dunas, e que liga o Pântano do Sul ao Rio Vermelho. Ninguém consegue mover um milímetro. Tem gente que não vê a família faz uns cinco dias já. Dos cinco milhões da habitantes, três estão morando dentro dos automóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aqui já fiz vários amigos. Só não morri de fome porque tem uns camaradas que vêm a pé, por cima dos carros mesmo, trazer comida. Criou-se uma pequena indústria de servidores de pizzas e cachorros quentes, que moram no complexo de favelas Ângela Amin, que circunda as doze cabeceiras das seis pontes. Mas não sei até quando terei dinheiro. Sei de gente que já está trocando biscoito por volantes, pneus e até os bancos traseiros dos carros. Se bem que não sei do que estou reclamando. O prefeito Dario Berger, reeleito pela décima segunda vez – enquanto o TSE ainda não consegue julgar a primeira ação do prefeito itinerante –, acaba de anunciar a construção de mais duas pontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui crítico da transformação da Ilha em concreto armado. Mas vejo daqui deste mar de automóveis, prédios e viadutos o quanto o progresso é lindo, de morrer.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4895856680228906326?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4895856680228906326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4895856680228906326&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4895856680228906326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4895856680228906326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/06/ilha-de-nossa-senhora-dos-aterros-2050.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-1396701401204499565</id><published>2009-06-13T09:37:00.000-07:00</published><updated>2009-06-13T09:48:22.825-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: justify;" class="tipo-c"&gt;À moda de Bertolt Brecht&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Cafés, os sem cafeína. Carnes, as mal passadas. Pães, os que eu mesmo amasso. Doces, os com pouco açúcar. Governos, os que apenas governam. Políticos, nenhum, porque, segundo o poeta negro norte-americano, e. e. cummings (assim mesmo, em caixa baixa, como ele assinava), por outras palavras, não são humanos. Juízes, os que não se vendem por R$ 2 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidades, as que ainda não têm meninos cheirando cola nas ruas. Bares, os quais eu posso fumar, beber, conversar em paz e encontrar meus amigos. Amigos, os que podemos ficar em silêncio sem que o silêncio nos incomode. Escolas, as que a elite babaca abandonou. Livros, os que usam letra com serifa e não se pretendem cheios de firulas, que têm margens grandes e que cheiram bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regras, as que devem ser quebradas sempre. Leis, uma única, a de que ninguém tem o direito de amedrontar alguém. Trabalho, só os que dão prazer, que não têm horário fixo para cumprir e que remunerem com justiça. Cheiros, o que abrem as gavetas da memória. Mate, os mais amargos. Frios, os secos. Calor, só quando estou próximo ao mar. Mar, todos eles. Poemas, os que não têm tradução. Prosas, as mais poéticas. Filhos, os mais amigos. Fumos, os de baunilha. Paisagem, as planas e altas. Cabelos, os mais curtos. Casas, as mais amplas, ensolaradas, de janelas grandes e com varanda. Conversas, as que dão vontade de apenas ouvir. Artista, o que não faz concessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperas, as que nunca têm fim, porque alimentam como o pão que não mata a fome. Amores, os impossíveis. Cachimbos, os feitos de brezo. Remédios, os que não preciso tomar. Bebidas, uísque para sair e vinho para ficar em casa. Sucos, os do limão. Chás, os de hortelã com cidreira. Lua, a mais redonda. Rios, os limpos, em que a água corrente faz lembrar o rio de Heráclito. Árvores, a araucária. Futebol, o que jogo às segundas-feiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estradas, as mais vazias. Roupas, as de algodão. Papéis, os mais rugosos. Comidas, as que eu mesmo invento. Flores, as que não temem sua memória genética e que mostram ao homem o que ele não consegue admitir: que têm de morrer pra germinar. Mulheres, as que gostam de medir minha mão na sua.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-1396701401204499565?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/1396701401204499565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=1396701401204499565&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1396701401204499565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/1396701401204499565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/06/moda-de-bertolt-brecht-cafes-os-sem.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-3302879938578375409</id><published>2009-06-07T21:23:00.000-07:00</published><updated>2009-06-10T10:07:33.317-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>La Vanu criou um blogue bem bacana, no qual ela posta respostas de 25 perguntas que fez para algumas pessoas.  Para conhecer o blogue 25 perguntas, entra &lt;a href="http://25perguntas.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Para conhecer mais La Vanu, entra &lt;a href="http://admiradoresdevarais.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-3302879938578375409?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/3302879938578375409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=3302879938578375409&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3302879938578375409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/3302879938578375409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/06/la-vanu-criou-um-blogue-bem-bacana-no.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-6992951137130488920</id><published>2009-06-06T09:40:00.001-07:00</published><updated>2009-06-06T09:40:29.103-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c"&gt;As coisas sempre estão longe&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;As coisas nunca estão por perto quando a gente mais precisa delas. Quero o cortador de unhas, e ele está não sei onde. Preciso da toalha de banho, mas todas estão no cesto de roupas sujas. E aquele disco que deu uma vontade maluca de ouvir, só pra lembrar de alguém que também está longe: no tempo, no espaço? Não encontro. O fone de ouvido, aquela fotografia, a cópia do contrato, os livros. Estes dariam um capítulo inteiro se eu tivesse paciência para escrever um livro que se chamasse “As coisas sempre estão longe”. Procuro, entre as obras de Oswald de Andrade, meu Serafim Ponte Grande. Encontro todos os outros, mas adivinha qual não está lá? Dá certo, às vezes, fingir que estou procurando outro livro. Aí ele aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas também sempre estão longe. Ando desperdiçando beleza longe das pessoas. E nem gosto de telefone. Se gostasse, poderia ao menos reduzir virtualmente a distância com eles. Mas o telefone também sempre está longe. Além do mais, eles chegaram na minha vida quando eu já era um cara de 18 anos. Não tinha essa de telefonar para avisar o tio que o avô queria que ele fosse lá jogar canastra com ele. A gente atravessava dois bairros, uma avenida de mão dupla no meio, passava na casa dos amigos pra combinar de jogar uma pelada mais tarde, porque ninguém tinha telefone, e dava pessoalmente o recado. As coisas não estavam muito perto desde aquela época, mas a gente não tinha medo de ir ao encontro delas. Se eu gostasse de telefones talvez todas as outras coisas estivessem mais perto. Mas ainda tenho a mania da adolescência de ir sem telefonar antes. Na maioria das vezes, dou com a cara na porta. Mas eu gosto do caminho. Talvez a melhor coisa no fato de as coisas estarem sempre longe é que sempre tem caminho para que possamos ir atrás delas, e, no meio, encontrar outras coisas, outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já as pessoas, nem sabem o que querem, nem sempre compreendem o que se passa com elas e com os outros. As coisas sempre estão longe, mas elas não escolhem esta condição. Na verdade, nem sei mesmo se as coisas existem. Talvez, a grande ilusão do mundo seja este auto-engano de acreditar nas coisas, nas pessoas, ou nos deuses. Eu desisti de compreender as coisas, porque acabo de descobrir o aparelho de barbear dentro da geladeira. O que ele foi fazer lá, sozinho, com esse frio todo? Se as coisas sempre estão longe, ou as encontramos fora de seu lugar habitual, que dirá as pessoas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-6992951137130488920?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/6992951137130488920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=6992951137130488920&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6992951137130488920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6992951137130488920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/06/as-coisas-sempre-estao-longe-as-coisas.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-9146665575056550863</id><published>2009-05-30T08:38:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T08:39:49.841-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2 class="tipo-c"&gt;O Funcultural e o Tribunal de Contas&lt;/h2&gt;      &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Há muito tempo que artistas, intelectuais e produtores culturais reclamam da ausência de uma política pública para a cultura. Para que não pensem e digam e falem que se trata de uma pendenga pessoal com este ou aquele governo, essa ausência é quase atávica. Ela existe desde que a Santa e Brega Catarina tem esse nome. Nunca houve uma política séria e democrática para a área. E é preciso fazer o mea culpa, porque os que reclamam talvez não tenham feito a coisa certa, ou tenham um medo atávico de reclamar, avalizando, assim, as políticas detestáveis de governo, em detrimento de uma política de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisou o Tribunal de Contas, num levantamento muito sério, relatar o óbvio. Qualquer um que lida com essa coisa quase abstrata chamada cultura, mas que depende dessa coisa quase concreta que se chama dinheiro, sabe que o Funcultural é quase uma aberração jurídica, do modo como ele funciona. Para que o leitor tenha uma ideia rápida, funciona da seguinte maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você quer publicar um livro. Faz um projeto e envia para o Funcultural. Tem um Conselho Estadual de Cultural. Ele se reúne e diz se teu projeto é bom ou não. Se aprovado, você bate na porta de algum empresário que dirá, com dinheiro que não é dele, mas do Estado, se teu livro merece ser publicado, mesmo que o Conselho já tenha dito que sim. Mas a novela não termina aí. Se você levou sorte, o empresário deposita a grana numa conta do governo para o teu livro. Mas o governo, aí está uma sacanagem do negócio, só libera quando bem entender. Tem gente, segundo o TC que já aprovou e captou há mais de ano e até agora nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a maluquice não para por aí. O TC revelou que 40% da verba foram destinadas a apenas cinco projetos. E dois deles, adivinha quais são? Sim, o leitor acertou. Um é o Balé Bolshoi e o outro o Instituto de Dança de Joinville. Ou seja, política de governo, e não de Estado, como deveria ser. Se o leitor for experto e pesquisar por aí, saberá quem são os sócios destes institutos, que, inclusive, por conta de escândalos, só não foram parar numa CPI porque na Assembleia Legislativa tá tudo dominado. Sem oposição, e sem que o levantamento seríssimo do Tribunal de Contas, e que merece o aplaudido, tenha validade punitiva, passaremos mais alguns anos, iguais a trouxas, captando dinheiro público na iniciativa privada para financiar projetos do próprio governo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-9146665575056550863?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/9146665575056550863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=9146665575056550863&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/9146665575056550863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/9146665575056550863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/05/o-funcultural-e-o-tribunal-de-contas-ha.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-5372057399971964560</id><published>2009-05-23T00:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-23T00:09:00.764-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; "&gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: left; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 22px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;Perto, bem perto&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;Uma pergunta que muita gente faz para quem escreve é de onde vem a inspiração. Antes de responder, sempre digo que a priori não creio em inspiração. O que já é uma resposta. Se não creio, como poderia saber de onde ela vem? A ideia da existência de uma musa que sopre no ouvido os versos já prontos ou de que o escritor é um sujeito passível de ser inspirado é muito antiga. Por conta disso, fica difícil desassociar escritor da ideia de musa. Escrever não é uma atividade comum, não exige curso superior, e a densidade escritor por metro quadrado é bem pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber escrever é preciso, antes de mais nada, saber ler. Isso vale para qualquer atividade humana. Ninguém decide ser ator sem nunca ter ido ao teatro. Dificilmente um sujeito opta pela arquitetura sem ter se encantado com alguma forma, e por aí vai. Ao que chamam de inspiração, nada mais é do que uma espécie de memória afetiva, que vez ou outra surpreende com alguma imagem, ou ideia. Mas ela não é estranha, estrangeira, ou venha de fora de nós. Só podemos escrever sobre aquilo que conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei, na verdade, porque estou falando sobre isso. Talvez seja a famosa embromação, doença que acomete cronistas de vez em quando. Não por falta de assunto. Eles não faltam, basta abrir os jornais, caminhar no calçadão, ouvir uma conversa no café sem que os que falam percebam, ler um livro, enfim, conhecer alguém. Poderia falar sobre os dias lindos que têm feito, sobre o friozinho bom. Assunto nunca falta. Até mesmo a falta de assunto é um assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem dias que tudo fica meio entorpecido. Dá vontade de falar sobre nada mesmo, apenas sentar no banco da praça e contar quantos passantes têm blusa amarela, quantos usam anéis, ou no que está pensando aquela senhora com sacolas na mão e passo apertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade mesmo é de fechar os olhos e sentir o calor do sol, não dar nome às coisas, apenas querer ter nascido pelo menos vinte anos mais tarde, para que qualquer diferença não fosse sentida, não causasse confusão, e querer ficar perto, bem perto. Tão perto que nem o fio da luz do sol consiga passar por entre os corpos.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-5372057399971964560?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/5372057399971964560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=5372057399971964560&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5372057399971964560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/5372057399971964560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/05/perto-bem-perto-uma-pergunta-que-muita.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-8580903235568814400</id><published>2009-05-16T11:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T11:17:14.751-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; "&gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: left; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 22px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;Na escola Adelina Régis&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, tem uma escola pública diferente, a Escola de Educação Básica Professora Adelina Régis. Desde 2003, uma de suas professoras, Lia Colomé, com apoio fundamental da Unimed e de todo o corpo docente, coordena o projeto Encontro Marcado, idealizado por ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia é simples, mas revolucionaria, como comentou comovida a diretora interina, Rosilene Zago, na abertura da 12ª edição do evento, que aconteceu na última segunda-feira. A cada edição, um escritor é convidado a visitar a cidade e conversar sobre sua obra com os alunos da escola. Nesta edição, este escriba aqui ficou até antes de ontem na região, e conversou também com estudantes não só da Videira, mas de Iomerê, Pinheiro Preto e Fraiburgo, numa maratona de debates, onde pude perceber que os adolescentes têm um interesse enorme pelo que escrevemos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já passaram pelo projeto, meus colegas desta página, Amílcar Neves e Maicon Tenfen, além de Silveira de Souza, Flávio José Cardoso, Júlio de Queirós, Donaldo Schüler e Maria de Lourdes Ramos Krüger, entre outros. E o projeto cresceu tanto, seja pelo interesse dos alunos, sem o qual a ideia não teria sentido, seja pela disposição da Lia, seja pelo apoio fundamental da Unimed, da Rita, da doutora Magali, dos doutores Flávio e Adroaldo, e tantos outros, que neste ano ainda, visitarei mais de uma dezena de cidades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso significa que uma proposta saída de uma escola pública estadual, no interior do Estado, conseguiu exportar internamente, digamos assim, um projeto revolucionário. A ponto de diretoras de outras escolas e a própria Unimed solicitarem a visita dos escritores em outras cidades, por perceberem que este contato é uma das chaves para a formação de futuros leitores. Num Estado onde os governos fazem questão de manter o povo na ignorância, acreditando que cultura e educação é trazer cursos de dança da Rússia, bales da Polônia, entre outras aberrações como o funcionamento esquizofrênico do Funcultural, professores de escolas públicas, cientes de que eles são Estado e que os governos passam, entendem que a revolução cultural começa mesmo é em casa, silenciosa, mas muito mais eficaz do que os milhões gastos com propagandas enganosas, e projetos não mais que risíveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-8580903235568814400?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/8580903235568814400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=8580903235568814400&amp;isPopup=true' title='47 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8580903235568814400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8580903235568814400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/05/na-escola-adelina-regis-em-videira-no.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>47</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-4833895793238630928</id><published>2009-05-10T19:35:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T19:37:05.080-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>QUEM QUER TURISTA?&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na semana que se inicia, pouco mais de 500 pessoas debaterão o turismo na Ilha de Nossa Senhora dos Aterros. Mas não pense o leitor que entre os convidados estarão pessoas que há muito debatem publicamente o presente e o futuro urbano, social, cultural e turístico da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na reunião, mesmo que financiado com R$ 5 milhões pelo governo estadual e mais R$ 2,5 milhões da Embratur, só poderão entrar magnatas dispostos a pagar US$ 5 mil pelo ingresso.A primeira leitura que se pode fazer deste evento é a de que os problemas que atingem diariamente a convivência pública dos habitantes da Ilha não serão debatidos por quem vive aqui, mas pelo que o governo estadual chama de potenciais investidores. Mas não seria correto primeiro conversar com a população para saber se ela quer? E se quer mesmo, de que forma isso pode acontecer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou o leitor pensa que quem pagará tanto pelo ingresso estará interessado em como acabar com a marginalização crescente das comunidades carentes ou com a falta de espaços de lazer, de investimento em cultura e educação, em comandar uma ação que tire a Capital do Estado da vergonhosa condição de segunda pior Capital no que refere a saneamento básico, ou que discuta os crimes ambientais e sociais cometidos diariamente por parte daqueles que desconhecem, seja por por ignorância, seja por ganância, o real significado das palavras futuro e planejamento urbano? Por que o investimento nos debates sobre o Plano Diretor Participativo foram tão minguados, ridículos até, se comparados com o WTTC. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um evento que já foi rejeitado pelo próprio Ministério do Turismo, que considerou o custo benefício muito aquém do desejado. Por que uma coisa que não serve ao Brasil serviria para Santa Catarina? Seria mais uma demonstração do governo de querer separar, tal e qual com o Código Ambiental, o Estado do resto do país?Não creio. Acredito mesmo que há um deslumbramento irracional, uma falta de visão democrática sobre os processos de construir uma cidade que aos poucos vai destruindo seu patrimônio cultural e ambiental. Talvez porque este deslumbre impeça de se fazer perguntas fundamentais a estas alturas, tais como, quem quer mais aterros? Quem quer mais viadutos? Quem quer mais centros de compras sobre o mangue? Quer quer mesmo jogar golfe no Costão do Santinho? Quem quer mesmo mais turistas?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-4833895793238630928?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/4833895793238630928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=4833895793238630928&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4833895793238630928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/4833895793238630928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/05/quem-quer-turista-na-semana-que-se.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-6253839313550132631</id><published>2009-05-02T09:09:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T09:28:13.974-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial; font-size: 13px; "&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; text-indent: 24px; line-height: 18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; "&gt;DECLARAÇÃO DE RENDA&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; text-indent: 24px; line-height: 18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; text-indent: 24px; line-height: 18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; "&gt;Prezado senhor diretor da Secretaria da Receita Federal. Venho, por meio desta, mais uma vez, declarar minha renda anual. Para começar, declaro que nada deste mundo que por ventura esteja próximo de mim, seja meu mesmo. Estas coisas apenas estão provisoriamente comigo. Como não creio em vida eterna, não tenho nenhum interesse em levar tais tralhas comigo no dia em que virar semente. Além do mais. sou um sujeito muito antigo, diriam meus amigos, porque ainda concordo como um tal Pierre Joseph Proudhon, que morreu 97 anos antes de eu nascer, quando disse que toda a propriedade é um roubo.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; text-indent: 24px; line-height: 18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; "&gt;Circulo por aí com um automóvel  importado, sim, fabricado em 1995 do século passado. Faz tempo que o mecânico disse que precisa fazer o motor dele. Mas como não tive renda no ano que passou, apenas recebi o suficiente para sobreviver, o referido bólido continua fumegando. Até onde compreendo, renda é aquilo que sobra. Sendo assim, declaro, prezado diretor, que não sobrou nada do minguado exercício 2008.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; text-indent: 24px; line-height: 18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; "&gt;No mais, declaro que comprei um sofá usado, da minha amiga Cláudia, mas foi ela quem pagou o frete. Declaro também que comprei alguns livros novos com meu amigo Daniel, da Livros e Livros, e outros usados na banca do Lima, ali na Catedral. Para o senhor ter uma ideia, não consegui sequer comprar um cachimbo novo. Os que entraram na coleção foram presentes do Marco e da Loli, que trouxeram da Índia, e outro da Carmem, que trouxe da Turquia. &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; text-indent: 24px; line-height: 18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; "&gt;Ah, declaro que comprei um vestido muito bonito pra minha filha, a Luna (cujo nome completo e CPF estão na parte dos dependentes), uma garrafa térmica nova para o mate matinal, um jogo novo de pilhas recarregáveis, algumas canetas, um par de sapatos e uma camisa na última liquidação de verão, uma armação de óculos nova (apenas porque o oftalmologista disse que com a velha eu estava perdendo a visão periférica), duas resmas de papel ofício, o último disco do Tom Zé, que aliás, senhor diretor, está bom demais, e dois pneus dianteiros recauchutados para o carro supracitado, &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; text-indent: 24px; line-height: 18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; "&gt; Declaro ainda, senhor diretor, que fico com pena daquelas que tiveram renda e pagaram ao Estado para ter um sistema de saúde bacana, infra-estrutura, educação, cultura e, coitados, ainda tiveram que pagar plano de saúde privado, escola particular e pedágio.  Mas, de qualquer maneira, parece que alguns deputados, seus parentes e amigos souberam usar bem essa renda. Declaro, portanto, que mesmo não tendo renda, já paguei uma grana de imposto, tirada de cada prato de arroz que comi, de cada caneta que usei. Portanto, declaro mesmo que tenho pena de mim mesmo, por ser apenas mais um brasileiro idiota jogando dinheiro pelo ralo.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-align: justify; text-indent: 24px; line-height: 18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; text-indent: 24px; line-height: 18px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Diário Catarinense, 2 de maio de 2009&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-6253839313550132631?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/6253839313550132631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=6253839313550132631&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6253839313550132631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/6253839313550132631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/05/declaracao-de-renda-prezado-senhor.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38130041.post-8641525213957373822</id><published>2009-04-25T08:03:00.000-07:00</published><updated>2009-04-25T08:04:21.474-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 102); font-family: 'Trebuchet MS'; font-size: 13px; "&gt;&lt;h2 class="tipo-c" style="text-align: justify;font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(67, 68, 127); font-weight: normal; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 22px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;Digressões sobre o sentir&lt;/h2&gt;&lt;p style="line-height: 1.4; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 12px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando alguém diz “sinto muito” está querendo dizer que nada sente. É apenas uma desculpa para dizer que não sente nada, que chegou ao ponto que nada pode fazer a não ser dizer que “sente muito”. Dizer que sente, muito ou pouco – já que não existe medida para o sentir – não é sentir, é apenas dizer. Quando alguém diz “sinto muito” é isto que sinto: uma espécie de piedade disfarçada, porque não há mais nada a sentir a não ser “sentir muito”, de preferência com um sorriso de Pilatos lavando as mãos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando alguém diz que não sabe o que sente não quer dizer que não sabe o que sente, mas quer dizer mesmo que não sente nada, porque se sentisse mesmo alguma coisa, diria: “eu sinto”, nem muito nem pouco, apenas: “sinto”. Ou nada diria, o que é melhor. Sentir é abstrato. Num dia sentimos, por exemplo, saudade, e no outro dia nem lembramos mais, seja de alguém, seja de um fato, seja de um objeto. Não sei se sinto saudade (será que quero dizer que não sinto nada, pela minha própria tese digressiva?) de alguém ou do modo de ter estado junto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se calcular a centimetragem do sentir já é algo tão inútil quanto contar estrelas, ainda que seja poético fazê-lo, talvez seja mais fácil calcular o tamanho do autoengano quando dizemos, quase por impulso, moda, estilo, ou só porque é simpático dizer, que um dia (sabe-se lá quando) sentiremos saudade. Saudade não é uma escolha. Não sabemos nunca quando ela apertará, nem quando teremos vontade de chorar de tanto senti-la.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A saudade, seja de um terreno baldio, seja de um dia cinzento, seja do sótão da casa onde dormíamos de porta aberta porque não havia medo de balas perdidas, não tem mesmo medida nem hora. Mas o que dizer de uma saudade que sinto do futuro? De alguém cujos movimentos não conheço e nunca senti seu cheiro? De alguém cujo sentimento é só palavra? Não sei muito bem o sentido deste sentir, por isso não posso dizer “sinto muito” ou que não sei o que sinto, mesmo que seja o máximo da contradição. Sentir é contradizer. Sentir é só sentir, mas eu sinto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38130041-8641525213957373822?l=bloguedobruggemann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/feeds/8641525213957373822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38130041&amp;postID=8641525213957373822&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8641525213957373822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38130041/posts/default/8641525213957373822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bloguedobruggemann.blogspot.com/2009/04/digressoes-sobre-o-sentir-quando-alguem.html' title=''/><author><name>Fábio Brüggemann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10860383748309842955</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry></feed>
